<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722</id><updated>2012-01-31T04:23:06.313-08:00</updated><title type='text'>Devaneios... apenas devaneios...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>191</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2752109394052649438</id><published>2012-01-26T12:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T14:11:34.854-08:00</updated><title type='text'>O velho Vicente</title><content type='html'>Fazia sol. Não aqueles sóis gostosos de fim de tarde de verão na praia, realmente fazia Sol. Pela grande porta lateral do vagão aberta, a tentativa de vento batia no rosto do velho Vicente. Um mínimo de respiro - algo naquela carona deveria valer a pena. De pele escura e castigada pelo excesso de trabalho durante os dias de infância, era o velho Vicente. Fora uma criança forte, trabalho no terreninho do pai não lhe faltara. Cresceu moço baixo, mas bonito. Casou-se já com dezoito e decidiu se aventurar em vida urbana. Nunca foi de falar muito - apenas o necessário. Mas, dentro daquela cabeça hoje rala, branca e calva, nunca faltaram pensamentos esquentados pelo Sol. Sabia-se feliz e habituado a não se habituar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atingiu os trinta anos, Vicente saiu para comprar pão. Era domingo e, na esquina oposta à padaria, tinham construído um casebre com uma placa cheia de letras grandes e de onde vinha uma grande algazarra. Por curiosidade de matuto, o homem pensativo decidiu-se por quebrar o hábito e foi visitar a bagunça. Música alta, homem eloquente, roupas elegantes, calor dos infernos. Vicente se converteu a um cristianismo que até então não conhecia. Voltou para casa e "convidobrigou" sua mulher e filhos a conhecerem seu novo paraíso. Na igreja, aprendeu a ler, escrever (apesar de muito mal), educou os filhos e tornou-se um fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente sempre falou muito errado, mas nunca o desnecessário. Não se habituou a ficar sentado ouvindo aquele outro homem que o convertera&amp;nbsp;vez por outra extrapolar nas palavras. Decidiu abrir outros casebres em outros lugares. Com a bênção de Deus e dos homens, Vicente tomou sua mulher e filhos e correu pelas cidades e vilarejos vizinhos por anos. Montou casebres, correu atrás de professores, ensinou outros que, como ele, não sabiam ler. Não era homem de se habituar, ficava por 3 ou 6 meses em cada novo casebre e já ia para o próximo. Deixava que cada casebre elegesse seu "homem eloquente", que muitas vezes eram mulheres de bastante idade, e partia para uma próxima parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus filhos se habituaram a viajar, então decidiu se&amp;nbsp;estabelecer em uma cidade. Botou-os na escola e fez o que pode para que não se habituassem a se habituar. Por alguma razão amava o mundo. Viajava nos fins de semana, trabalhava na feira durante a semana. Todos cresciam, o homem envelhecia. Pegou carona num trem para o interior, havia um casebre com problemas. Fazia sol. Não aqueles sóis gostosos de fim de tarde de verão na praia, realmente fazia Sol. A grande&amp;nbsp;porta&amp;nbsp;lateral do vagão estava aberta e o vento forçava os olhos do já velho&amp;nbsp;Vicente. O ralo cabelo branco da calva cabeça daquele senhor de pele escura castigada pela infância balançava. O trem corria, os olhos lacrimejavam. Aquele dia era mais um que valia a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Grais i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2752109394052649438?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2752109394052649438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/o-velho-vicente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2752109394052649438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2752109394052649438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/o-velho-vicente.html' title='O velho Vicente'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-802957911041749217</id><published>2012-01-10T16:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T16:33:57.775-08:00</updated><title type='text'>Religião e doutrinas</title><content type='html'>Religiosamente me dedico a fazer críticas à religião. Não poderia ser diferente, sou religioso e apaixonado pela minha religião. Nietsche, um filósofo que angustiado se divertia com suas brilhantes críticas à religião, escreveu em &lt;i&gt;Ecce homo&lt;/i&gt;: "ataco somente as coisas as quais se exclui qualquer antipatia pessoal [...] atacar para mim é um sinal de benevolência [...] os cristãos mais convictos foram sempre de algum modo dignos e benévolos". Bem, digo o mesmo. Aliás, talvez eu diria que ataco somente aquilo que me apaixona - indico um texto que escrevi nesse blog chamado "A Causa". "Amar os inimigos" pode ganhar um significado interessante aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos que mais me incomodam na religião são os dogmas e as doutrinas, não eles em si, mas o que muitas vezes fazemos com eles. Não sou dos irresponsáveis que jogam fora todos os dogmas e amassam todas as doutrinas apenas por não fazerem parte da "última moda" ou por não terem sido criadas pela geração Steve Jobs, tenho consciência de que existe uma história gigantesca incorporada à eternidade que me precedeu e criou as fundações das casas que tenho frequentado. Como exemplo, sou defensor ferrenho do "sacerdócio universal de todos os santos", dogma que já leva nas costas seus mais de 500 anos. Porém, procurar um meio para que a existência desse dogma seja absoluta e irrevogável em termos "legais", que dará origem ao legalismo, nos faz tropeçar e falhar com as transformações salvíficas de que a religião se propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamentalismo está plenamente de acordo com o "sacerdócio universal", por exemplo, já que torna a leitura dos textos Bíblicos literal, o que possibilita que qualquer um os leia. Porém, esse tipo de leitura atropela toda a beleza cultural, diversidade e construção histórica da Bíblia - isso sem falar nos problemas teológicos que essa vertente causa. Contra isso, surge a Teologia Liberal com estudos filológicos e avanços arqueológicos, que protegem a história, mas restringem o "sacerdócio universal" ao "sacerdócio acadêmico". Os fiéis leitores do Livro Sagrado tornam-se reféns dos estudiosos e das últimas traduções e descobertas. Para proteger um dogma inventamos outro que, recebe como reação a criação de mais um que preserva a existência de um, mas contradiz a de outro. Estamos imersos numa rede de trâmites legais e a burocracia informal rola solta na religiosidade dos fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para todo esse balaio, resolvi refletir sobre um texto bíblico, 2 Crônicas 30: 18 - 26, já que esse livro faz parte dos dogmas que construíram as bases da minha caminhada de Fé. Era tempo da Páscoa, mas nem todo o povo tinha se purificado e cumprido com os rituais exigidos pelo Templo. Os sacerdotes ficaram receosos e a Pascoa seria "cancelada", o que seria também seria um sacrilégio e a quebra de um dogma. O rei, porém, decidiu orar por misericórdia do Senhor e mandou que todo o povo fosse servido mesmo que sem o ritual de purificação e que a festa fosse celebrada. O Senhor se agradou da postura do rei e do povo. O rei mandou que a carne fosse distrubuida para todos e que o churrasco fosse comido com gosto. Pois bem, naquele tempo a Páscoa celebrada fora tão fantástica que nem nos tempos de Salomão se tinha visto uma festa como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dogmas e as doutrinas são importantes e dão identidade à religião e às posturas de Fé. Porém, se utilizados como um termo "legal", uma determinação absoluta que tem valor num pedaço de papel e não na vida, acaba por ser destruidora. Ela pode acabar com uma festa. Porém, se os dogmas são defendidos e construídos baseados na vida e na maneira de viver, ao invés de determinações pautadas num discurso, faz da celebração a expressão dessa Vida. Religião que exige contrato de membresia como garantia da caminhada de Fé tem um potencial destruidor em suas palavras, pois não são exposição da vida que se vive, mas do papel em que se prende. Religião deve calcar-se no dia-a-dia, em ações, na paixão, no amor. Não deve ser a doutrina a criadora de uma religião, mas a religião sua interprete. Como religiosos, nos apaixonemos e aprendamos a nos doutrinar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-802957911041749217?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/802957911041749217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/religiao-e-doutrinas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/802957911041749217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/802957911041749217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/religiao-e-doutrinas.html' title='Religião e doutrinas'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5110194787132559454</id><published>2012-01-08T17:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T17:57:47.967-08:00</updated><title type='text'>Passados sete dias de novo ano, já posso refletir e esperar</title><content type='html'>Já faz uma semana que calendarizamos mais um ano. Imagino que vividos os sete primeiros dias do novo ano, posso afirmar que estão iguais aos sete últimos do ano anterior. Nada muda muito debaixo do Sol. Li muitas reflexões de fim de ano e muitas propostas para um novo, mas todas foram ou muito em cima da hora ou muito antes do novo tempo começar. Passados simbólicos sete dias, penso que estamos em boa hora para refletirmos com mais calma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri ano passado que Liberdade, um palavra que todos sentimos seu significado, mas não fazemos a mínima idéia de como explicá-lo, além de dar nome à uma estátua, custa muito caro. Para um povo lutar contra um líder que limita sua liberdade, muitas vidas somem da noite para o dia - noite essa que chega a durar meses. A cara moeda que paga pela liberdade, também enche os olhos daqueles que parecem já possuí-la. Uma luta pela liberdade é mercado fácil para o "livre-comércio". O povo que lutou, as vidas que se foram e o líder que é deposto, estão ligados, amarrados e dependentes de outros povos e outros interesses que nada em a ver com sua luta. Por esses outros interesses, lutam muitos homens que tentaram a vida toda serem livres, e acabam por morrer pela liberdade de outros e, no final, ninguém fica com a moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar ser livre, se libertar, ter voz, criar corpo, crer no impossível é encantador! É destruidor, é angustiante. Querer ser livre e saber que por não ter conseguido um bom emprego durante anos de vida, terá de morar na beira de um morro. Sonhar com um vôo de liberdade e, durante a noite de olhos fechados, ouvir dos céus o som das águas que roubarão de ti a casa e levarão teu vôo ao chão. Saber-se dependente de um governo, cativo do dinheiro, solitário indivíduo livrado de sua casa que estava prestes a desbarrancar. O dilúvio que levou os sonhos de uma liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade custou caro - tanto no ano passado quanto nesse. Cuido do Ministério de Adolescentes da minha igreja, e vi muitos se rebelarem por liberdades que parecem ser simples. Vi muitos entrarem em conflitos, crises e prisões. Tudo em nome da liberdade! Em todos os casos, as liberdades foram restritas pelo meio em que os lutadores vivem, pelas pessoas que os cercam, pelas complexas redes de poder que estão presentes desde muito antes deles terem nascido. Quanto a essa liberdade, não sei o que fazer; apenas perco o sono, me distancio do travesseiro e olho, oro, espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esperança, espero que esse ano seja mais livre. Espero que eu me sinta mais livre, espero que possa contribuir para a liberdade dos outros. Apenas posso falar da liberdade que conheço, da que sinto, da que habita em mim e me faz crer que os outros também podem ser livres. No meu dilúvio, posso ser como o corvo, que rodeia e rodeia em volta da arca, mas jamais se sente seguro para voar por cima das águas e encontrar terra firme. Posso ser como a primeira pomba, que até se arrisca conhecer o mundo, mas teme perder o conforto da arca e retorna para seu ninho. Porém, posso ser como a outra pomba, da qual não conhecemos a história, pois voou longe e desapareceu no horizonte para nunca mais voltar. Sumiu nos céus, sumiu no mapa. Mas, graças à corajosa pomba livre, todos os demais animais da arca puderam ter coragem e certeza de que já era tempo de deixarem sua proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a essa liberdade, posso dizer que uma comodidade pode tornar-se prisão, que um porto-seguro pode tornar-se Alcatraz, que uma igreja pode virar um inferno.&amp;nbsp; Lugares cômodos e comuns? Fujamos deles! Não nos acostumemos com buscar água no poço, mas aceitemos o convite para sermos fontes de água. Para pagar ao mundo pela minha liberdade eu não tenho moedas suficientes, mas, para pagar a mim mesmo pela não-comodidade, tenho esperanças de sobra. Espero que nesse ano a liberdade se faça mais presente, que eu me presenteie com ela. Espero que as águas se renovem, e que como pássaros, não nos acostumemos a viver em arcas depois de já cessado o dilúvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5110194787132559454?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5110194787132559454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/passados-sete-dias-de-novo-ano-ja-posso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5110194787132559454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5110194787132559454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2012/01/passados-sete-dias-de-novo-ano-ja-posso.html' title='Passados sete dias de novo ano, já posso refletir e esperar'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3300279904206526758</id><published>2011-11-11T15:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T15:22:30.297-08:00</updated><title type='text'>Maturidade</title><content type='html'>Em tempos que me achei criança, chamaram-me de maduro. Muitos dias em que sonhei ter crescido, não passei de um recém-nascido. Idade é coisa complicada; os dígitos que representam o tempo de vida, nem sempre condizem com a vida que se vive. Tem vidas que aos 40 parecem ter vivido 15, e outras que aos 20, parecem ter vivido 22 ou 25. Chamamos essa variável variante indeterminada que ultrapassa os números de "maturidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode um homem de 40 apenas ter vivido 15? É que de seus 40 anos vividos, carrega consigo apenas 15 deles. Pode ser que tenha escolhido ter consigo aos 40 apenas os anos que ficam entre o 10 e o 11, 16 e 18, 24 e 25, 30 e 40. Carrega consigo apenas parte da vida vivida, não decidiu levar toda a bagagem, preferiu viver menos, determinou para si um limite de experiências. Podemos ter 60 anos, mas apenas termos conosco 20 deles. Enquanto que um de 20, se carrega consigo todos os anos completos, parece ter vivido o mesmo que nós, aos 60. Homens maduros, idades diferentes. Talvez maturidades diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que a maturidade esteja ligada com os anos que carregamos conosco. Mesmo aos 20, 15 ou 54, vivemos em nós o nosso 5° ano, o 10º, o 13º e até o ano 16 - talvez isso nos torne maduros. Quando dizemos que temos uma tal idade, de fato a temos. Englobamos em nós do 0 aos "x" anos. Me entristece saber que esquecemos disso. Não lembramos durante os dias que temos 5 anos, 10 e 13; apenas decoramos nosso dígito atual. Que adianta viver 100 anos se deles apenas trago comigo 30? Melhor viver os trinta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falarmos com as crianças, lembremos que nossa maturidade carrega ou deveria carregar também as idades delas. Quando estivermos com os adolescentes, lembremos que em nós experimentamos em nossa maturidade os 13 anos também. Na frente dos jovens, não se esqueça de que eles podem ter vivido mais do que você, assim como você mais do que eles. Frente aos mais velhos, esperem para ouvir se vivem hoje a mesma idade que tu tens. No dia de homenagear os mortos, lembremo-nos dos anos vividos e tragamos para todos os dias toda a nossa maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida que vive intensamente é vida que vive todos os dias todas as vidas que já se foram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3300279904206526758?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3300279904206526758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/em-tempos-que-me-achei-crianca-chamaram.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3300279904206526758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3300279904206526758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/em-tempos-que-me-achei-crianca-chamaram.html' title='Maturidade'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7105432493798327773</id><published>2011-11-09T16:45:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T16:54:36.418-08:00</updated><title type='text'>A Causa</title><content type='html'>Por toda minha infância de 22 anos, ouvi minha mãe contar histórias de heróis que defenderam uma causa. Causos sobre amigos, personagens bíblicos, ícones históricos e a própria história de minha mãe me apresentavam causas pelas quais eu deveria lutar. Gandhi, Malcom X, Paulo Freire, Cida, Carlos Mesters, Padre Alfredinho, Dona Maura, Paulo, Madre Teresa, Espinosa, Moisés, Lutero, Gisleine, Eliel, Mandela, Sócrates, Jandira... E por aí vão os seres fantásticos que viajam pela minha imaginação infantil de estórias e aventuras sustentadas por causas. Ouvi contos de lutas, revolução no sangue, e descobri que não são as lutas que me encantam; é a paixão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lutas destroem, mas o amor edifica. Nada contra os conflitos, inclusive os defendo, já que sem eles não há novidade. O problema é que por parecer que as causas se demonstram nas lutas, instituímos que causa é aquilo pelo que lutamos. Minha infância é marcada pela frase "lutar por uma causa", mas sempre que vejo as lutas, as causas estão desaparecidas. A causa não vem depois que eu começo a lutar, vem antes. Por isso digo que lutamos pelos efeitos, e não pelas causas. Lutamos por melhores condições de vida, por sobrevivência, por direitos, por uma reforma nas paredes de uma faculdade, construção de uma escola ou hospital, mas esses são efeitos, são coisas que surgem depois da causa. O efeito é objeto da luta. Os efeitos são muitos, mas a causa é única. E a causa única seria objeto de quem? Daquilo que me encanta: a paixão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma causa eu não luto, eu me apaixono. Soa estranho falar de paixão; cai em nossos ouvidos como o completo abandono dos sentidos e a perda da razão. Claro, pois a paixão nos obriga a repensar nossa consciência. Apaixonar-se requer a transformação das estruturas racionais e cômodas vividas até então. A causa só é causa se for objeto da paixão. A paixão nos obriga a mudar, a refazer os pensamentos, a reorganizar o intelecto, a "metanoiar", transformar a nossa consciência. A paixão me obriga a ser um novo homem, a repensar a vida, a não saber viver sem seu objeto. Nasci de novo. A causa me obriga a viver de novo. Viver é entregar a vida. A causa me obriga a entregar a vida novamente de um jeito novo. A causa é a consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não nos faltam lutas; faltam paixões. Mundo apático não é um mundo sem lutas, é um mundo sem paixões. Vivemos em constantes guerras, e nenhuma delas traz consigo uma causa, todas procuram seus efeitos. Minha geração não é uma geração sem lutas, longe disso, somos os melhores soldados que já existiram. Minha geração é uma geração sem causas. Impedem que nos apaixonemos. Claro, vivemos num mundo "cheio de razão". Faltam corações que se apaixonem, faltam consciências. Ciências temos de sobra, causas estão em falta. Os exemplos que me encantam são os que entregam a vida por paixão. Os efeitos exigem que lutemos, mas as causas que nos doemos. Faltam apaixonados por causas! A causa é a consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam apaixonados pela consciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7105432493798327773?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7105432493798327773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/causa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7105432493798327773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7105432493798327773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/causa.html' title='A Causa'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6741666946831138993</id><published>2011-11-03T10:42:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T11:09:43.434-07:00</updated><title type='text'>Vida simples...</title><content type='html'>Convidei-me para uma festa quando li esse texto &lt;a href="http://minorulandia.blogspot.com/2011/11/o-que-e-vida-simples_03.html?spref=tw"&gt;http://minorulandia.blogspot.com/2011/11/o-que-e-vida-simples_03.html?spref=tw&lt;/a&gt; , escrito por meu amigo Minoru Raphael, e, de intruso, resolvi escrever também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome simples é o nome que designa uma única coisa. Já o nome composto designa duas coisas que estão juntas ou utiliza dois termos para designar uma única coisa. Resumindo, digamos que o simples seja "João" e o composto "João Pedro". Mas, João Pedro são duas pessoas? Não, é uma única pessoa que possui dois nomes. Dois é mais do que um, logo, deve ter algo a mais nessa pessoa. Que diremos então de Dom Pedro I, que tinha 18 nomes?! Deve ter algo muito a mais do que uma outra pessoa... Do que o João, por exemplo. Dom Pedro é um homem composto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pelo "Dom", um título de nobreza. Título é uma posse de Pedro. Posse... Pedro é possuidor de um título e de muitos nomes. Isso faz de Pedro uma pessoa simples? Não sei. Para responder, posso me perguntar: todas essas posses são de uma mesma vida? De um mesmo Pedro? Ou por vezes suas posses são de Dom, outras de Pedro e ainda outras de I? A vida simples de Pedro começa a ficar complexa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom é ter vida simples!" - diziam os românticos. O problema é que não se prestaram a explicar muito bem de que "simples" estavam falando. Os bucólicos, os doloridos de baço e os woodstocker's cantavam a simplicidade com o viver no mato, sofrer de amores e não ter nada que participasse do mundo capitalista. Vivemos no mato, sofremos de amor e muitos fogem das amarras capitalistas. Isso fez da vida uma vida simples? Não. Pode ter feito da vida uma vida rural, ou angustiante, ou pobre, ou alienada, ou... ou... Qualquer outra coisa. Se é bom ter vida simples, precisamos ver como ou quão simples a vida é, e, quando uma coisa é simples, só pode haver um meio, uma resposta, um jeito. Os simples são únicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira extremamente arrogante e pretenciosa, venho falar da vida simples: a vida única. Vida simples é um símbolo, tem uma "única cabeça". Se enumerarmos posses, lugares, coisas, sentimentos ou qualquer tipo de ser enumerável e definível que resuma o que, onde ou com quem é uma vida simples, a vida já não é mais simples, ela é quantificável, e aquele que possuir a maior quantidade de ondes, com quem's e quandos da vida simples, tem uma vida mais simples. Como símbolo e como simples, a vida simples não pode ser quantificada ou espacializada, deve ser vivida. Eu sei, acabei de utilizar um chavão, mas hei de menospiorá-lo: a vida simples é aquela que é a mesma, que não se divide, não se separa, vive como uma única vida em qualquer tempo, com qualquer coisa e em qualquer lugar. É vida que não se mede...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida simples é &lt;i&gt;sinbolica&lt;/i&gt;, tem uma única cabeça, e não &lt;i&gt;diabolica&lt;/i&gt;, detentora de duas cabeças. A vida de Bruno que vive como Bruno e decide viver sendo Bruno independentemente das posses, dos nomes, das complexidades, dos lugares, das pessoas e dos tempos, é uma vida simples. Não, não é uma vida composta, é bem simples. O problema de viver uma vida simples não é a impossibilidade de sua existência, mas a dificuldade de vivê-la. É decidir ser quem se quer ser a cada instante, ser coerente, ter bom senso, não deixar se dividir, ter sempre a mesma cara, matar todos os dias a hipocrisia, se livrar da mentira e, definitivamente, saber que vida simples não é vida feliz, é vida simples, simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a vida de Pedro não tenha se dividido em vida de Dom, vida de Pedro, vida de I, vida de Alcântara... e por aí vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu querido amigo Minoru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6741666946831138993?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6741666946831138993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/vida-simples.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6741666946831138993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6741666946831138993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/11/vida-simples.html' title='Vida simples...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8567572163072838795</id><published>2011-10-28T13:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T13:10:48.194-07:00</updated><title type='text'>Falta...</title><content type='html'>Talvez por hábito demais ou desejo de menos, talvez por já termos lido demais ou sabermos das novidades ao menos, roubamos de nós nossos tempos a sós. Claro, responsabilizamos o trabalho, os estudos, a internet, o trânsito, o ônibus, o cachorro, a galinha e até a necessidade de ter que cuidar do avô. Entretanto, tanto nós quanto eles sabemos que todo tempo é tempo. Tempo não é o que se marca com o relógio, mas o que se sente na alma. Perdemos tempo não porque os ponteiros correram, mas porque nos transformamos e nem vimos o tempo passar. Nossa alma experimentou tantas coisas e mal paramos para contemplá-las. O travesseiro pode ser um grande amigo ou um maldoso passa-tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos falar com Deus, já dizia Gil, temos que desamarrar o cadarço dos sapatos. Para nós, temos também que pegar o ônibus, ir para casa ou para a igreja, fazer o almoço, cumprir as lições, executar os trabalhos, terminar os serviços, sair com os amigos, namorar, assistir televisão... Quem sabe depois disso, se quisermos falar com Deus, sentamos e nos damos um tempo?! Ou melhor, damos um tempo para Deus?! Mas, quando o fazemos, não damos o tempo da alma, entregamos a Ele o tempo dos relógios, o falso tempo; tem hora para orar, tem minuto de silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste: Para os apressados novos não pode haver solidão, enquanto que para os atarefados velhos não há tempo para ela. Para aqueles que entenderam que Deus é em todo tempo, não há mais a quietude e a meditação. Para aqueles que viveram na dependência de momentos com Deus, não existem mais espaços na vida para esses momentos. Ninguém canta mais para marcar o dia. Ninguém mais ora para agradecer o dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de lermos o Livro juntos. Sinto falta das conversas desconversadas do dia-a-dia que falam de Deus. Agradeço meus momentos solitários com o Livro e seu Autor. Agradeço os diálogos diários e constantes que vivem todo o tempo da minha alma, que cantam suas transformações. Mas sinto falta de depois da solidão, repartir o pão que preparei no meu quarto. Sinto falta de depois de conversar por muito tempo comigo, contar para alguém o que conversei. Sinto falta dos ouvidos sedentos. Sinto falta das bocas que falam de boca cheia. Sinto falta dos dias que se preocupam com a Criação, com a criatura e com o Criador. Sinto falta dos anos que festejamos e das eras que pranteamos. Faz falta termos um tempo. Faz falta Deus ter um tempo. Faz falta vivermos nosso tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8567572163072838795?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8567572163072838795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/falta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8567572163072838795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8567572163072838795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/falta.html' title='Falta...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1098383604080085290</id><published>2011-10-24T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T12:39:44.021-07:00</updated><title type='text'>Nada se cria, nada se perde... Que nada!</title><content type='html'>"Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." - Lavoisier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a máxima da Lei de Conservação da Energia, que faz parte da coleção das poucas coisas que aprendemos no colégio. Muito provavelmente nossos professores de Física e de Química enchiam a boca para proferir o sagrado verso de Lavoisier. Muito provavelmente nós não abrimos nossos ouvidos, mas fomos muito influenciados por essas "sábias" palavras. Coloco sábias entre as irônicas e maliciosas aspas, porque essas palavras serão o ponto de partida de algumas de minhas muitas críticas àquilo que me ensinaram quando tentaram me formar (tanto na escola quanto na religião): a não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro problema é sacar da natureza o que querem dizer com "natureza": estou incluído nela? Se sim, somente meu corpo ou minha mente também? Se minha mente também, minhas idéias e tudo o que penso já existe, já está lá e mesmo que eu pense, há de se transformar e ficar diferente? Pois bem, para que pensar então? Nada se perde, nada se cria, mas apenas se reajeita numa outra disposição. Um mundo incrivelmente estagnado e sem novidades. Minhas idéias jamais serão importantes, serão apenas transformações e resultados de transformações. Aliás, as idéias de qualquer um são uma grande perda de tempo. Aprender algo novo? Criar? Jogar fora coisas que me atrapalham? Repensar minha fé? Redirecionar meu conhecimento? Jamais! Será apenas transformação de uma mesma coisa que existe desde que o mundo é mundo, desde antes da fundação dos tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E disso podemos partir para o segundo problema: a dificuldade de admirar uma criação. Uma obra de arte é apenas um tanto de tinta velha reajeitada que às vezes jamais entenderei e nunca, nunca mesmo, serei capaz de criar algo novo que seja tão novo quanto essa obra (se é que ela é nova, já que apenas uma transformação de algo). Transformação parte do princípio de que todas as coisas são parte de um "mesmo", e que esse mesmo muda de cara, mas é sempre o mesmo. Interessante, pois participamos de uma "transitoriedade monótona". Tudo muda, mas nada é novo. Desse vazio as artes se perdem, a música é desvalorizada, o velho esquecido e o novo ridicularizado. Desse vazio surgem as mais imbecis discussões fundamentais, como por exemplo, o eterno debate Evolução x Criação. Os dois se degladiam porque não querem admitir a possibilidade de uma atividade criadora: os evolucionistas enxergam a vida como uma linha que apenas cumpre o necessário e nada inventa de novo, enquanto que os criacionistas enxergam um mundo pronto que não inventa nada, mas é mantido estaticamente por Deus. Os dois esqueceram-se de dar vida à vida e a possibilidade de uma criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que essa transitoriedade monótona do mesmo seja assim por não querer perder seu posto nas escolas e nas igrejas. Quer dizer, isso se quisermos pensar que as coisas podem se perder. Claro, o mesmo nunca se perde, mas e o outro? Aquilo que é sempre o mesmo, mesmo que se transformando, não desaparece. Porém, aquilo que abre a possibilidade para um outro, corre o risco de se perder ou de perder o outro. Mas o que será que esquecemos de contar para que a vida não seja eternamente um mesmo que se transforma? O que esquecemos de lembrar? O que existe que é capaz de criar e de perder? O que faz com que de uma hora para outra suma algo e surja um novo? Talvez essa resposta exija tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente! O tempo! É ele o responsável pela novidade! É ele quem cria, é ele quem perde e é ele que nessa habilidade, nunca se transforma. Tempo é sempre tempo, e, com o tempo, é tudo sempre novo. Se na natureza não houvesse tempo, nada seria uma criação e nada seria uma perda, mas apenas o mesmo se reajustando. Porém, se há o tempo, tudo é sempre novo, e o que se foi jamais retornará, jamais voltará a ser como era. Nisso, o tempo não se transforma, jamais pára, jamais retrocede e é sempre o outro. A vida com o tempo ganha valor, recupera sua capacidade de criação e se preocupa consigo, pois pode perder-se a qualquer momento. Tudo torna-se breve, instantâneo, importante, fantástico e digno de ser muito aproveitado e intensamente vivido. O que penso vale e vale muito! O que pensaram vale e vale muito! Geniais são as obras de arte e suas novidades de tempos em tempos, as músicas, os velhos que perdemos, os novos que surgem, a evolução que dinamicamente some com criações e reinventa novas criações completamente inesperadas... Não somos mais o mesmo, somos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha formação talvez não fizesse sentido sonhar, viver os instantes, as aulas chatas de química, as missas, as reuniões de oração, a educação física, as idas ao museu, o repensar minha fé e redirecionar meu conhecimento. Mas hoje sei que&amp;nbsp;sou capaz de criar, de inventar um novo. Sou capaz de perder minhas oportunidades, minhas criações, meus velhos. A vida não é uma transitoriedade monótona, é, ao contrário, uma efemeridade dinâmica. Vale a pena pensar, vale a pena inventar e vale a pena viver, pois as coisas se perdem e somos capazes de criar, não apenas transformar. Somos velhos, somos novos. Para além de mesmos, somos outros. Uma Educação não pode se esquecer de lembrar da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1098383604080085290?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1098383604080085290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/nada-se-cria-nada-se-perde-que-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1098383604080085290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1098383604080085290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/nada-se-cria-nada-se-perde-que-nada.html' title='Nada se cria, nada se perde... Que nada!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1765969370085299437</id><published>2011-10-19T09:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T10:19:30.822-07:00</updated><title type='text'>Do cárcere ao santuário</title><content type='html'>Por esses dias,&amp;nbsp;conversando com uns amigos sobre práticas esportivas, ouvi um deles dizer sobre seu joelho machucado que "ele era muito problemático". Na mesma hora, uma luz brilhou bem&amp;nbsp;na frente de meus olhos e minha cabeça moveu-se para trás como se tivesse levado um golpe. "Ele? Mas o joelho não é parte de você?" - perguntei. Dali em diante tenho pensado nessa outra coisa que me pertence, mas que&amp;nbsp;talvez não seja eu, e se&amp;nbsp;chama "corpo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida essa é uma das primeiras constatações que fazemos quando tomamos consciência de nós mesmos: "tudo aquilo que não sou eu, é outro". Simples, prático, objetivo e direto. Mal nascemos e já podemos nos considerar geniais! Meu pai não sou eu, minha irmã não sou eu, minha bicicleta não sou eu e... essa coisa que&amp;nbsp;vejo para&amp;nbsp;fora de mim e se mexe quando mando...Qual o nome mesmo?... Hmmm... Mão! É, mão... Sou&amp;nbsp;ou não sou eu? Existe algo em mim que vê o que está em mim para fora de mim. Encontramos nosso corpo e sua acompanhante: a&amp;nbsp;alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa constatação estranha que fizemos&amp;nbsp;com&amp;nbsp;despertar da nossa consciência, nos fez inventar uma dicotomia entre alma e corpo. Pois bem, os filósofos gregos consideravam o corpo como sendo o&amp;nbsp;cárcere da alma, a prisão finita de uma coisa que consegue imaginar o eterno. Porém, ao mesmo tempo, a cultura grega era apaixonada pelo cuidado com&amp;nbsp;o corpo, pela sedução que esse cárcere é capaz de promover. Uma prisão deliciosa, gustativa, dádiva dos deuses! Um verdadeiro santuário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a cultura grega encontra o judaísmo, no tempo em que Roma se avizinha a Jerusalém, essas duas idéias são muito bem vindas e dão correntes ao cristianismo: o corpo é causa do pecado, é santuário de Deus. A prisão deve ser combatida, devemos nos libertar de suas amarras, porém, ao mesmo tempo, devemos preservá-la, já que é a obra divina, a Casa do Pai. A alma é garantia da eternidade, o corpo da perdição. Apesar de ser cárcere, o corpo deve ser purificado, e, apesar de ser santuário, o corpo deve ser "aprisionado". Maldita consciência é&amp;nbsp;essa que divide as coisas! Cultura da alma e cultura do corpo... Santuário e prisão... Mesmo quando junto as coisas, ainda me vejo fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disputas entre o corpo e a alma fizeram de nós reféns da beleza e/ou da sabedoria. Quem nunca ouviu a frase: "Mulher bonita e inteligente é impossível! Ou uma coisa, ou outra"? Dei o exemplo da mulher não por machismo, mas pelo&amp;nbsp;simples fato de&amp;nbsp;admirar a beleza feminina muito mais do que a masculina. Admito, tenho atração por mulheres... O que não vem ao caso, pois o problema é estacionarmos nessa separação e primária. Ou vivemos no mundo &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt;, ou na geração saúde. Ou doutores, ou bombados. Ou salvos, ou perdidos. Ou&amp;nbsp;tristes insatisfeitos, ou contentes satisfeitos...&amp;nbsp;Apesar de todos compreendermos e sabermos que somos um, corpo que pensa e alma que vive, não nos libertamos dessas amarras. A prova disso é que provavelmente você está pensando agora: "mas então, qual o certo?", ou ainda: "vai dizer que o certo é unir os dois...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! A proposta não é ser a favor ou contra, aprisionado ou livre, eterno ou finito, &lt;em&gt;cult &lt;/em&gt;ou sarado! Continuamos presos nas divisões dicotômicas! Mesmo se quisermos "unir" as retas, já partimos que são retas e, além disso, continuarei me vendo para fora de mim.&amp;nbsp;Caminhemos avante para expandirmos nossa consciência! As coisas não são boas ou más por si mesmas, como já dizia Spinoza, mas é a minha relação com elas que as definem como tais. O corpo não é cárcere e nem santuário, é a minha relação com ele que o faz ou um ou outro. A alma não é mais ou menos importante, é relação com ela que dita isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas assim retornaríamos à nossa descoberta da infância: quem sou eu que não é o outro? Crescemos e descobrimos que podemos dividir nosso próprio&amp;nbsp;corpo em muitas outras&amp;nbsp;partes, inclusive em partes que não vemos. Descobrimos também que podemos dividir nossa alma em várias partes; em subconscientes, inconscientes, egos, superegos, id's, amigos imaginários, alteregos... E em todas elas, tantos nas partes da alma como&amp;nbsp;nas do corpo, &amp;nbsp;podemos ser nós. Podemos inclusive olhar para um grupo de pessoas e dizermos dele que somos nós. Afinal, quem sou e quem é meu corpo? Continuo me vendo para fora de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para&amp;nbsp;o Sol, o vejo muito menor do que ele é, imagino que esteja a uma distância menor do que a que ele está e acho que é ele quem gira em torno da Terra. Porém, quando descubro que ele é muito maior, está&amp;nbsp;a uma distância gigantescamente maior e&amp;nbsp; parado enquanto&amp;nbsp;é a&amp;nbsp;Terra que&amp;nbsp;gira em torno dele, continuo vendo-o pequeno, bem&amp;nbsp;próximo e se&amp;nbsp;movendo, mas minha relação com ele muda. Quando descubro que posso dividir-me em muitas partes, em muitos corpos e em muitas almas,&amp;nbsp;continuo me vendo&amp;nbsp;de dentro de um corpo, ainda percebo uma diferença, porém, minha relação com essa diferença muda. Cárcere? Santuário? Alma? Minha relação com eles muda. Em certos dias meu corpo é prisão que me faz fazer aquilo que não queria. Em outros, é um santuário magnífico&amp;nbsp;onde Deus habita. Em momentos minhas relações com minha alma são de unidade, em outros de guerra e confusão. Tem dia que sou um ser uno, tem dias que sou mais que múltiplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos parar na primeira experiência da consciência, mas devemos avançar e descobrir os instantes de unidade e diferenças&amp;nbsp;que há nas relações vividas entre corpo, alma, eu, eu mesmo e qualquer outro. Relações afetivas e&amp;nbsp;cognitivas experimentadas por muitos inteiros e divididos&amp;nbsp;relacionados. Os problemas que surgem no desenrolar desse pensamento são muitos, mas deixemos para a expansão de nossa consciência ver mais tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;PS: Deus não habita em santuários construídos por mãos humanas... Cuidado com as plásticas e os vícios de academia!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1765969370085299437?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1765969370085299437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/do-carcere-ao-santuario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1765969370085299437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1765969370085299437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/do-carcere-ao-santuario.html' title='Do cárcere ao santuário'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1627832908560549032</id><published>2011-10-05T12:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T13:04:05.144-07:00</updated><title type='text'>Pedido de um novo</title><content type='html'>Destruir é muito fácil. Jogar na defensiva, marcando o adversário, é muito mais simples do que inventar uma jogada, criar um ataque ordenado. Estragar um quadro é simples, ser Van Gogh dá trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfazer não é trabalho das novas gerações, é uma reação traumática das mais velhas. Não tenho em mente e nem acredito que o novo seja melhor que o velho, e muito menos que o passado deve ser deixado de lado e visto como desperdício ou tranqueira pesada que não precisamos carregar. Muito pelo contrário! Sou daqueles que não despreza a tradição e muito menos vira as costas para os que me trouxeram até aqui. Porém, também não sou saudosista escravo da tradição e amante dos dogmas. O que posso dizer é que sou novo, sou presente, consciente daquilo que me fez e sonhador daquilo que farei. Apenas afirmo que desconstruir é exercício de quem já construiu, já realizou o sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de vir ao mundo e já querem me dar uma tocha na mão para queimar o quadro pintado em outra era. Não fiz o quadro! Não conheci o pintor! Não tive tempo de admirar o mundo para concordar ou discordar da obra! Por favor, deixem-me viver! Se num futuro eu rejeitar minha mensagem de hoje, confiem e acreditem que eu mesmo a destruirei, porém, não por medo de suas consequências, mas para que as próximas gerações estejam protegidas de ter que tomar decisões que não as pertencem, para que elas possam por si mesmas serem inovadoras e criativas. As possibilidades estão nas mãos daqueles que ainda não vieram, portanto, devemos deixa-las abertas e infinitas como ainda são e não decidir por elas como elas devem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por vício e por segurança, tentaram predizer o que eu deveria dizer. Premonições, previsões, prenominações. Escolheram meu nome, escolheram meu signo, escolheram minha religião, escolheram meu país, escolheram minhas escolas e escolheram o que nelas eu deveria aprender. Escolheram minha mensagem! Nunca devemos escolher por alguém sua própria mensagem! O problema não é o burguês e nem a religião, a escravidão está na desproteção dos indefesos, na falta de muros que cerquem os mais novos, na impossibilidade de decidirmos que mudanças podemos fazer. Já escolheram por nós o caminho que devemos trilhar, as transformações que devemos promover...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convoco minha geração para fugir das repetições, para correr das ordens e para impedir a nós mesmos que decidamos quais sonhos os próximos devem seguir, quais planos devem aderir e quais obras devem destruir. Que nos dias de nosso vigor possamos criar nós mesmos nossas músicas, pintar por nós nossos quadros, escrever nossos textos e produzir por nós mesmos nossas mensagens! Não destruamos, não repitamos, não abandonemos: criemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado nos empurra para frente, o futuro não nos deixa voltar atrás... Precisamos que os velhos nos protejam e os novos inovem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1627832908560549032?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1627832908560549032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/pedido-de-um-novo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1627832908560549032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1627832908560549032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/10/pedido-de-um-novo.html' title='Pedido de um novo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3051937159011076147</id><published>2011-09-21T09:16:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T09:16:54.558-07:00</updated><title type='text'>Diálogo inter religioso</title><content type='html'>Me perguntaram uma vez se eu era a favor do "diálogo inter religioso", e, antes de responder, propus que pensássemos o que era um "DIR" (Diálogo Inter Religioso, para quem não sacou):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se diálogo inter religioso é um encontro esporádico de um pastor, um padre e um pai de santo numa avenida ou numa praça perto do fim do ano ou no dia das crianças, sou contra. Não imagino que o encontro de líderes num dia específico para representar (e essa palavra já diz qual a predisposição das personagens nessa peça) a união pacífica de unidades de certo segmento das três religiões exemplificadas, seja um DIR. Digamos que diálogo seja a troca de pelo menos duas palavras com som e significação que exprimem pensamentos por nós produzidos que caminham para uma interação social. No caso, essa interação social é baseada em afirmações de Fé, mas delas falo em breve. Sendo assim, um encontro esporádico pode até ser um "fato social" ou uma ocasião (obrigação) social, mas interação não é, essa palavra implica em constantes trocas, não esporádicas aproximações num mesmo palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se diálogo inter religioso for a tentativa de "harmonização" e consonância de idéias e afirmações de Fé (ainda não entrarei nesse assunto) de diferentes credos, num tipo de ecumenismo que propõe a suavização das diferenças e uma aceitação de equilíbrio dos objetivos e significados das diversas revelações dos segmentos, que provavelmente conseguem essa proeza através de uma "regra de três" espiritual, também sou contra. Essa proposta tenta colocar as mensagens das religiões como iguais, quer dizer, propõe que os diferentes &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt; sejam um. Logicamente (com toda a ironia possível dessa palavra), se temos apenas um &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt;, como pretendemos fazer um "diá&lt;i&gt;logo&lt;/i&gt;"? Não é possível haver troca de no mínimo dois discursos se temos em nossas bocas e em nossas mãos apenas um. Para que haja transferências de &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt;, precisamos das diferenças e dos desequilíbrios (e também da insegurança do discurso, mas é assunto para um próximo texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se tratarmos do DIR como as constantes conversas dos diferentes credos, sou a favor. Aliás, não dos diferentes credos, mas dos diferentes crédulos! E dos incrédulos também, porque não? Afirmar isso implica em entender que o DIR está nas mãos não das religiões, mas dos religiosos. Os indivíduos que professam (afirmam com palavras) uma determinada Fé, são os diplomatas de suas comunidades no ambiente reservado à reunião geral das religiões unidas: a vida. O DIR se dá no dia-a-dia de cada fiel. Os intercâmbios das crenças não vêm apenas nas conversas e nas idéias proferidas, mas, além disso, se transmitem através das afirmações de Fé. São elas, como já dissemos, que basearão a interação social das religiões e, em matéria de Fé, nada se discute, mas tudo se vive. Afirmações de Fé são os saltos qualitativos que damos no escuro das idéias e no vazio da Razão; quando ela falta, a Fé supre. São afirmações indiscutíveis (o que não impede de serem muito questionáveis, como o são). Esse tipo de &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt; não se dá na equalização das palavras ou no equilíbrio das doutrinas, mas na prática da vida e nas experiências inexplicáveis da intimidade que se dá, inclusive, no ambiente público. São as constantes conversas que de fato fazem mover a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao DIR era isso que tinha para expor. Não cabe aqui a resposta "sim ou não" da pergunta inicial do texto, mas cabe a reflexão e a desconfusão que deve ser feita quanto ao que se entende por DIR. Para terminar, respondi ao que me perguntou algo que aprendi por esses dias com o Frei Carlos Mesters: "O que é uma grande conversa senão uma 'conversão'?" - convivamos mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3051937159011076147?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3051937159011076147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/dialogo-inter-religioso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3051937159011076147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3051937159011076147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/dialogo-inter-religioso.html' title='Diálogo inter religioso'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5760373183615539177</id><published>2011-09-16T19:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T19:57:40.348-07:00</updated><title type='text'>Teologia do Pé</title><content type='html'>Debaixo de um sol ardendo, acima de um chão rachado, na falta de tênis e na sobra de chinela de couro, vai o roceiro e seus pés à caminho da falta de plantação que ele chama de "campo". Num clima desses, numa casa de barro daquelas e com duas cabritas magras no cercado, Deus só pode ser o Santo Espírito que sopra a chance de chuva. Bom mandamento é o de colher aquilo que plantar e não derramar sangue inocente, porque aquele chão já é rude demais com a vida para que ela sofra também nas mãos dos donos dos pés. Igreja boa é aquela que se ajunta para distribuir alimento e que benze no velório das gentes velhas e nos casórios da gente nova. Deus é bom, mas vez por outra castiga com um mormaço, que também pode ser que não seja tão ruim assim porque alembra do valor das Graças. Depois de muito que se viver, descobre que a vida dada pelo Divino é boa e ruim, e que por assim estarmos aqui, façamos de tudo para que a vida viva e, mesmo com a desgraça e o sofrimento, vamos em tudo dar graças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já debaixo da chuva, dentro de um apartamento no centro de uma cidade, uma criança olha pela janela as gotas escorrendo o vidro. Umas tem forma de cavalo, outras de casa, umas de monstros e outras com cara de gota, mesmo. Provavelmente foi assim que Deus criou o mundo; foi espirrando água para tudo quanto é lado e as gotas se acomodando onde dava dando formas às coisas. Mas foi em sete dias não foi? Hmmm... Pois bem, devia ter muita água... Talvez isso tenha a ver com o dilúvio! Apoiada com os pés em cima do sofá a criança vibrava com suas descobertas; deve ser por isso que por aqui vez por outra chove, porque Deus ainda cria as coisas. Ele ainda faz a planta crescer, mata minha sede e limpa um pouco essas nuvens de fumaça que os fumantes soltam junto com os caminhões e ônibus. O que é um problema, porque por causa dos caminhões e dos ônibus, eu não posso brincar de bicicleta hoje! Está chovendo... droga. Nossa! E é por causa dessa mesma poluição dos fumantes, dos caminhões e dos ônibus que as pessoas perdem casas nas enchentes! Deus vem criar as plantinhas e me dar água e por causa da sujeira acaba que a água se exagera e gente sofre. Por isso meu pai deve reclamar tanto dos caminhões na estrada... Deus, perdoe os fumantes, os ônibus e os caminhoneiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que os pés não falam! Pena que os pés não expressem suas experiências! Pensamentos nós tentamos exprimir e compartilhar, mas a caminhada é impossível! Mesmo que indiquemos o caminho e passemos pelos mesmos percursos, a caminhada é diferente, os pés são outros e eles não falam. Os pés experimentam o chão, não voam e nem podem fugir da vida. Mesmo para aqueles que não os tem como parte constituinte de sua biologia, alguma parte de si faz-se de pé, põe-se como guia da vida, o leva para as experiências. Os pés são indiscutíveis e indiscutidores. Os pés andam, não param e tem que ser pacientes. Se correm perdem o caminho, e logo todo o corpo pede seu regresso, exige seu descanso. Pés nos mantém em Deus, não em um lugar, mas não nos roubam da vida. Talvez as razões nos enganem, talvez o coração nos passe a perna (que ironia), talvez Descartes nos faça divagar e talvez Pascal desconheça as razões. Os pés é que percorrem o Caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja no sol e com a realidade que o pé sente, não a que ele conhece, mas a que ele vive, ou na chuva dentro de um apartamento em cima do sofá, o pé dá seus "saltos de Fé". São os pés saltam no solo e sentem o impacto da vida que se impõe e produz nossos sentimentos de Deus. São os pés que reagem ao Caminho. São os pés que vacilam também. São os pés sustentam os joelhos que se dobram. São os pés que levam os corpos às romarias. Quem é a estúpida língua que falará mal do pé? Quem é a maldita serpente que tentará e será pelo pé pisada em castigo? Quem será o rude insensível que recriminará a vida dos indivíduos e seus pés em nome da boca? Não! A boca fala do que o coração está cheio porque ele é insuficiente para suportar tudo o que suporta o pé, o coração é apenas um tradutor do verdadeiro órgão que nos põem em contato com a vida. Sejamos parceiros de caminhada. Vamos dar valor ao pé. Sejamos pacientes e esperemos nossos irmãos. Nos preocupemos mais com o Caminho, com a Caminhada, do que com as palavras... O Deus é o mesmo, mas os pés são diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênesis 33: 13 "Jacó, porém, lhe disse: "Meu senhor sabe que as crianças são frágeis e que estão sob os meus cuidados ovelhas e vacas que amamentam suas crias. Se forçá-las demais na caminhada, um só dia que seja, todo o rebanho morrerá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5760373183615539177?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5760373183615539177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/teologia-do-pe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5760373183615539177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5760373183615539177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/teologia-do-pe.html' title='Teologia do Pé'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2713014448159506623</id><published>2011-09-12T08:35:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T09:01:35.438-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo Salmo 103: 8 - 10</title><content type='html'>Em um trecho de &lt;i&gt;Hamlet&lt;/i&gt;, Sheakespear encena com palavras o Imediato do Rei dizendo ao príncipe Hamlet que cuidará de uns atores convidados pelo Palácio como "eles merecem". Hamlet, imediatamente explode de raiva encarando o Imediato e dizendo que se tratarmos a todos como todos merecem, quem escapará do chicote? E termina sua fala afirmando que quanto menos alguém for "merecedor", maior e mais digna esta pessoa é, e maior será a generosidade daquele que a acolher. Lembrando disso, lembremos de nossa Fé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Salmo 103: 8 - 10&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O SENHOR é compassivo e misericordioso,&lt;br /&gt;mui paciente e cheio de amor.&lt;br /&gt;Não acusa sem cessar&lt;br /&gt;nem fica ressentido para sempre;&lt;br /&gt;não nos trata conforme os nossos pecados&lt;br /&gt;nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre rachei em minha cabeça nosso Deus em dois: um Antigo e um Novo. Esqueci-me de que somente as Sagradas Escrituras se organizam assim. Sempre dividi em minha cabeça a justiça de Deus em duas: àqueles que são bons e àqueles que são maus. Esqueci-me de que assim fazem os homens, e não Deus. Sempre rachei em minha cabeça o perdão Divino em dois: aos pecados confessados e aos guardados. Esqueci-me de que sou eu quem me destruo deste jeito. O único Deus é um; o "um" Deus é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor, independe de mim para me amar. Graças a Deus não sou tratado como mereço, graças a Deus minha culpa é levada de mim para a eterna distância do Oriente e do Ocidente. Graças a Deus não necessito caminhar com o fardo da acusação, e muito menos com medo de um Deus eternamente entristecido com minhas falhas. Assim como não deveria caber a mim medir minha culpabilidade, ou até a culpa do outro. Graças a Deus culpa não é mensurável, mas experimentada. Graças a Deus as experiências se transformam, enquanto que as coisas medidas apenas aumentam ou diminuem de tamanho. Graças a Deus não sou retribuído na balança, mas pela Nova Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não caberia a Deus, o único, tratar os homens de acordo com sua culpa, seus pecados, suas iniquidades, que dirá ao homem, qualquer um ou um qualquer! Discursos, qualquer que seja o discurso, são medidos, pesados, rotuláveis e limitados, mas a Vida, somente é vivida e experimentada. De pecados e iniquidades, enganos e equívocos, todos sofremos. Pela Graça, todos somos alcançados. O Senhor compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor, muito me espera, carrega esperanças e é Fiel e Justo. Graças a Deus o que digo é relevado, o que faço é deixado de lado e não sou tratado pelos meus pecados, mas por sua paciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fôssemos tratados como merecemos, quem escaparia do chicote? Tratemo-nos como imerecíveis, como agraciados. Que a Graça de Deus, o nosso Senhor, esteja com todos nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2713014448159506623?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2713014448159506623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-minha-leitura-para-tua-lendo-salmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2713014448159506623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2713014448159506623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-minha-leitura-para-tua-lendo-salmo.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo Salmo 103: 8 - 10'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3280905617189162960</id><published>2011-09-04T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T16:56:54.767-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo 2 Crônicas 20: 20</title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;b&gt;2 Crônicas 20: 20&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Tenham fé no SENHOR, o seu Deus, e vocês serão sustentados..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos vi pastores se submeterem à necessidade de comprovar e explicar sua Fé em Deus. Necessidade imposta não por Deus, o "objeto" de sua Fé, mas pela "Ciência", um ser que não existe, mas é objeto de seus medos. Quiseram lutar contra carne e contra sangue, procuraram nas armas do mundo as soluções para suas crises de Fé, se submeteram a um deus que não era o que professavam. Como disse Kierkegaard:  "Em nosso tempo, a importância das ciências faz os pastores de bobos...". E o problema aqui não é a disputa que inventaram entre Ciência e Religião, mas a confusão que fizeram entre Fé e Certezas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão, deixamos que nossos olhos fossem iludidos e passamos a crer que Fé é ter certeza daquilo que creio. Amarga ilusão! Fé não se desespera por certezas, mas consola nas dúvidas. É quando saímos do conforto de nossa terra, caímos na tormenta das tempestades no mar e, quando estamos prestes a sermos engolidos, olhamos para o alvo, olhos fixos Nele, e andamos sobre as águas. É na completa escuridão, confiarmos na Luz. É no meio do Vale da Sombra da Morte, não temer mal algum! Porque temos certezas? Não! Porque no meio das dúvidas eu confio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustento não é necessário quando se vive na bonança, mas é requerido quando perdemos tudo. Ser sustentado não é para aqueles firmes e fortes que conseguem andar com as próprias pernas, mas para aqueles que fraquejando mal saem do chão, são paralíticos, cegos, mendigos e leprosos. São os órfãos e as viúvas! Precisam ser sustentados aqueles que não podem conduzir a si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Fé é impossível viver a vida. Sem Fé é impossível agradar a Deus. Sem Fé é impossível viver a Vida. Sem Fé é impossível implantar o Reino de Deus. Certezas de Fé não são aquelas medidas comprovadas, mas loucuras para gregos e judeus que são pregadas. Se vivemos a vida sabemos que nada é certo debaixo do Sol. Se vivemos a vida sabemos que o amanhã depende da misericórdia de Deus. Se vivemos a Vida, sabemos que no meio de todas as dúvidas, incertezas, complicações e dificuldades, podemos confiar num Deus que é Eterno e Justo, Amoroso Salvador que nos sustenta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação de Fé não é por uma certeza, é somente pela Fé. Em nada tenho que provar, muito menos comprovar, apenas experimentar tamanha Graça! Nos dias em que dizemos "matamos Deus, o vimos morto", surge a possibilidade de crermos, em nossa Fé, que em três dias O veremos ressurreto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3280905617189162960?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3280905617189162960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-minha-leitura-para-tua-lendo-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3280905617189162960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3280905617189162960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-minha-leitura-para-tua-lendo-2.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo 2 Crônicas 20: 20'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7337342262643163</id><published>2011-09-01T10:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T10:10:53.175-07:00</updated><title type='text'>De dia de semana sou cego e aos domingos sou surdo</title><content type='html'>Durante a semana sou cego e aos domingos sou surdo. Tudo bem que&amp;nbsp;vez por outra sou cego e surdo. Quando cego, preciso começar a ver e, quando surdo, ouvir algo. Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, e acabei de imaginar que também o pior surdo é aquele que não quer ouvir... Se é que existe essa possibilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou só e a mercê das aves de rapina, caçadoras fantásticas de animais distraídos, sou completamente cego. Por não ver bem aquilo que está ao meu redor, fico feliz e contente com minhas sombras. Mesmo quando as pálpebras se abrem, não estou disposto a permitir que a luz faça parte do meu dia. Sou um indivíduo astuto e ao mesmo tempo ingênuo: enquanto maliciosamente não quero enxergar, sou cercado na surdina pelas aves assassinas. Dependo de um Salvador que me faça voltar a ver! Perdi a crença na luz, perdi a crença na cura perdi a esperança de Salvação. A escuridão não se tornou tão ruim assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aos fins de semana, abro os olhos e passo a ver. Encontrarei aos domingos outros ex-cegos que enxergam aquilo que quero enxergar,&amp;nbsp;logo não corro o risco de perder a segurança que tenho ao não ver as aves de rapina. Porém, nesse instante, fico imediatamente surdo. Não ouço nada que não&amp;nbsp;seja a&amp;nbsp;mim&amp;nbsp;mesmo. Lobos uivam e se aproximam, mas me contento em não saber deles e ficar seguro&amp;nbsp;dentro de quatro paredes. Somos todos, eu mais os ex-cegos, surdos. Falamos uns com os outros, fazemos uma grande algazarra&amp;nbsp;que&amp;nbsp;provavelmente deve ser um barulho extremamente incômodo. Mas sem crise, não ouvimos nada: nem nossa gritaria e nem os lobos. A surdez é boa&amp;nbsp;e muito conveniente quando estamos em grupo, já que&amp;nbsp;fazemos zona sem nos irritar. Preciso de uma Voz que me faça ouvir.&amp;nbsp;Tenho medo e me protejo com os outros&amp;nbsp;de ouvir Verdades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana sou um religioso: um indivíduo que ouve, está disposto a saber das Verdades, mas não as vê. Quero muito mudar a mente, mas perdi as esperanças de encontrar alguém que viva uma Vida que faça sentido. Só sou cego porque não posso ser surdo durante toda a semana. Já nos fins de semana, sou parte de uma religião. Enxergo o mundo, vejo meus amigos e até sei onde estão as aves de rapina, mas dependo da grande massa para me proteger dos lobos. Me habituei a não ouvir nada que não fosse o que já ouvi, e dentro da igreja vejo sempre as mesmas coisas e a vida mórbida e estática que sempre vi(vi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dia de semana sou religioso e de domingo sou da religião. De dia de semana até sou independente, mas não há Vida que apareça e me faça ter esperança de novo em ver... Por isso, prefiro ser posse de alguém nos fins de semana para garantir que enxergue qualquer coisa pelo menos um pouco sem a preocupação de que tenha que ouvir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7337342262643163?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7337342262643163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-dia-de-semana-sou-cego-e-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7337342262643163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7337342262643163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/09/de-dia-de-semana-sou-cego-e-aos.html' title='De dia de semana sou cego e aos domingos sou surdo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4018503563721471354</id><published>2011-08-29T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T18:25:02.721-07:00</updated><title type='text'>Confissões de uma conversa que tive com outro amigo morto</title><content type='html'>Acabara de sair o Sol e eu continuava indignado apesar de ter dormido muito bem por toda a noite e pelo dia anterior ter sido domingo. A angústia quando decide falar alto é ensurdecedor. Tenho um professor (vivo) chamado Alexandre Martins que me disse que a angústia berra no silêncio. Pois bem, precisava de um amigo para falar comigo e calá-la um pouco. Na verdade, calá-la não é bom, pois a angústia é que move a vida de todos os homens vivos e a de um morto. Ah! Também move&amp;nbsp;a de um ressurreto, mas essa é uma outra estória... O que importa é que&amp;nbsp;quando me&amp;nbsp;lembrei deste homem angustiado e&amp;nbsp;morto,&amp;nbsp; que por sinal é um grande amigo, logo combinei de encontrá-lo lá pela hora do almoço para darmos voz ao berro da angústia, criarmos um som, para que&amp;nbsp;tomasse uma&amp;nbsp;forma que me motivasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soren Abbye Kierkegaard e eu nos encontramos&amp;nbsp;às 12:25 na estação do&amp;nbsp;Metrô "Alto do Ipiranga", em São Paulo. Mal começamos a conversa e ele me confessou suas dificuldades na vida. Recordou de sua infância complicada como segundo filho de sete, dos quais os cinco seguintes faleceram. Kierkegaard me disse que por essa situação de perder seus cinco irmãos mais novos, acabou escrevendo: "vi meu pai enterrar por cinco vezes suas esperanças...". No curso da prosa me disse que perdera sua mãe, se apaixonara loucamente por Regina, mas que não conseguia permitir-se desposá-la. Quantas angústias! E o que aprendeu com elas? Nada, não são elas as causas de sua Filosofia, mas sim, o&amp;nbsp;como existiu frente a elas. Kierkegaard começou a me falar do Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fantástico é saber que algo tão sublime pode dar voz aos gritos silenciosos da angústia! Se queria dar forma às minhas, precisaria dentro delas encontrar o Amor. O problema de falar de Amor é que não se fala apenas, é necessário que se experimente. Não há palavra ou Filosofia que abarque o Amor. Não, apenas os indivíduos amam e são amados, os esquemas, sistemas, generalidades e conceitos não amam e nem são amados. No máximo, tornam-se uma doentia relação de dependência e ilusão de segurança. Mas nunca Amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estávamos na altura da estação Santa Cruz, começamos a rir. A transformação das quase lágrimas em riso é irônica, um processo cômico que faz do trágico uma boa peça de descanso. Rimos imaginando casos absurdos de ilusão. Nos divertimos com o disfarce que dão para a realidade aqueles que não querem ser indivíduos e nem lidar com indivíduos, que preferem uma vida conceituada a uma vida vivida. Nesse caso, felizes são os mortos porque não sentem nada, logo, cabe-lhes qualquer conceito e qualquer idéia. Não há&amp;nbsp;preenchimento de vida e sobram&amp;nbsp;excessos de vazios. Para compreender toda a vida não é preciso (no sentido de Fernando Pessoa) compreender toda a Razão, mas é&amp;nbsp;extremamente necessário Fé para confiar que os saltos valem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos na Praça da Árvore e caminhamos até em casa para almoçar. Não sei se é triste ou engraçado, mas o único com fome era eu: queria devorar palavras e comida. Kierkegaard não sentia tal desgraça: não queria comida (já que estava morto)&amp;nbsp;e esbanjava as palavras (mesmo estando morto). Combinamos que&amp;nbsp;os que&amp;nbsp;amam mesmo são&amp;nbsp;os poetas, pois são vocacionados para expressar o que sentem. Se bem que a eles falta muitas vezes Fé para desprenderem-se do tempo e experimentarem lampejos de eternidade. Pelo menos, eles tem o dom, amam com esse dom. Talvez por isso seja raro encontrarmos muitos. São dois ou três a cada geração. E que curioso! Embora afirmamos que pastores também tem de ser vocacionados (tem de ter um dom) não são dois ou três por geração, mas sua quantidade excede as vagas de emprego disponíveis... Será que eles são vocacionados mesmo então? Ironicamente, imaginamos que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pastores perderam seu brilho e ganharam muita maquiagem. A luz saiu de dentro deles e foi para cima dos palcos. O brilho nos olhos deu lugar ao nariz vermelho, às roupas coloridas, grandes sapatos e a habilidade de fantásticas cambalhotas e acrobacias! Divertidíssimo! Dão espetáculo de palavra e uma circense falta de Fé. Não necessariamente que façam shows interessantes e engraçados, por vezes são sérios. Inclusive, muitas das horas parecem ter cara de doutos, feição científica e rigor sistemático; "Em nosso tempo, a importância das ciências faz os pastores de bobos... (eles) servem a ciência e consideram que pregar está abaixo de sua dignidade" - disse Kierkegaard, e continuou - "Não surpreende, portanto, que o sermão tenha decaído, no consenso geral, ao patamar de uma arte muito pobre". Angustiante! Nos exige amor! Requer vocação! Indivíduos de Fé! Uma esperança nos impossíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço já ia tarde, ainda me faltava a sobremesa, e a confiança de que um doce surgiria na mesa empurrava-me a continuar naquela conversa entre morto e vivo. Essa vida angustiante precisa ser mais ética, estética, amorosa e vivida! Não podemos passar o tempo montado nos sistemas, procurando respostas nos mundos macros e esquecendo-nos do indivíduo que vive conosco. A história, o passado, os conceitos e as angústias não podem ser justificativas para a apatia. Não! Atravessemos a fase de querermos tudo para nós, a&amp;nbsp;de queremos tudo para o outro e rumemos para aquela que vive Eternamente: tenhamos Fé! Deixemos de lutar apenas conosco, apenas com os exércitos e passemos a lutar também com Deus! Deixemos de amar apenas a nós, amar somente aos outros e passemos a amar a Deus! Para estes que nisso confiam, não há impossíveis. Kierkegaard me disse que não podemos mais deixar nos transtornar pela conversa oca daqueles que afirmam que de nada adianta exigir o impossível, precisamos exigir sim. A Eternidade abarca todas as possibilidades, e de lampejos em lampejos do Eterno, passemos a viver o Amor do Reino de Deus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedi-me de meu angustiado amigo morto e encontrei minha angústia aos berros carregados de vozes! E eu berrava junto, gritava por uma salvação, enchia meu peito de esperança e não via outro caminho que não a Fé para viver a vida como um indivíduo esperançoso, humorado, amoroso e cristão. Meus cuidados não seriam com os Sistemas, mas com os indivíduos. Quem sente a dor e sofre é o um sozinho que dentro de seu ser apanha de si e de seu silêncio. Independentemente de sua história, de seu passado, de suas companhias, de sua função, é um indivíduo e tem de ser amado, tem que encontrar sua Fé, tem que motivar-se de sua angústia. Espremo-me de felicidade! Sonho com novos sonhos, respiro novos ares e preparo meus pés&amp;nbsp; para os saltos que darei num abismo de amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4018503563721471354?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4018503563721471354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/confissoes-de-uma-conversa-que-tive-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4018503563721471354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4018503563721471354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/confissoes-de-uma-conversa-que-tive-com.html' title='Confissões de uma conversa que tive com outro amigo morto'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2295123145127759152</id><published>2011-08-29T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T13:42:08.688-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo João 3: 8</title><content type='html'>Noutros tempos o vento era amado, respeitado, temido&amp;nbsp;e experimentado. Hoje, ele é medido. Inclusive, nos outros tempos, o vento era imediato; ele&amp;nbsp;vinha, soprava e dizia o que bem entendia. Hoje, precisamos que alguém nos diga se está ventando, o quanto está ventando e o efeito que este vento causará!&amp;nbsp;O vento também&amp;nbsp;é mediado. Não sei se é por causa dos vidros dos carros fechados, dos apartamentos colados e ilhados ao mesmo tempo, o excesso de gente nos metrôs, o aquecimento global&amp;nbsp;ou a falta de tempo para pegar o ônibus, mas, a menos que o vento seja exagerado, não ligamos para o que ele diz. Nos acostumamos muito&amp;nbsp;a utilizar o "ar-condicionado"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento das Igrejas também anda bastante condicionado; tanto é verdade,&amp;nbsp;que mal ouvimos ressoar seu nome. Quando o nome é dito, o som&amp;nbsp;vem tão vazio e sem vida que ninguém sabe seu significado. Sabemos soletrar, separar em sílabas e até conjugar, mas a vida das palavras perdeu o sentido. Que&amp;nbsp;dirá então&amp;nbsp;a vida de duas palavras mitológicas que juntas carregam um ar, ou melhor, um vento sublime e cheio de ânimo! Que diremos do Espírito? Que diremos do Santo? O que vivemos do Espírito Santo?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;João 3: 8&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dificuldade de organizar meu pensamento enquanto falo e&amp;nbsp;não sei fazer pregação em três pontos e apelo. Meus sermões são sempre uma sequência de palavras encadeadas, porém, sem pausas para pontos. Enquanto falo, espero que alguma das palavras que jogo no ar passe pelas casas dos indivíduos que me ouvem, e que ao menos&amp;nbsp;uma delas seja o vento certo que os convide a abrir as janelas do lar mais íntimo: o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo, vivo e o vento sopra. Passeia pelas ruas, por entre as casas que vez por outra&amp;nbsp;resolvem abrir&amp;nbsp;as janelas. Aprendi com Jung Mo Sung que as casas quando fechadas juntam pó e mofo, precisam de um novo ar, de um novo vento para&amp;nbsp;arejar o ambiente e dar respiro&amp;nbsp;ao ambiente sujo. Abrindo as janelas, a casa recebe um novo vento e é renovada, vem&amp;nbsp;uma nova vida, um nascimento de Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vizinhança, não são todas as casas que se abrem para&amp;nbsp;este&amp;nbsp;sopro de vida. Algumas ainda&amp;nbsp;permanecem fechadas. Talvez isso aconteça porque nem&amp;nbsp;minha vida e&amp;nbsp;nem minhas falas tenham a chave certa para estes lares. Não tenho poder sobre o vento. Mas, espero&amp;nbsp;que pelo menos o som das janelas da&amp;nbsp;vizinhança se&amp;nbsp;abrindo para compartilhar desse novo ar, convide também este indivíduo a refletir sobre a necessidade de abrir-se para o Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;vento, por sua vez,&amp;nbsp;não pode morrer dentro da casa,&amp;nbsp;ele deve&amp;nbsp;ser livre&amp;nbsp;para correr solto pela vida.&amp;nbsp;Esta corrente de ar&amp;nbsp;precisa continuar a vazar. Minha porta também&amp;nbsp;tem de&amp;nbsp;ser aberta para que de minha casa o vento possa&amp;nbsp;sprar em outra. Uma vizinhança que se presta a viver&amp;nbsp;de um&amp;nbsp;mesmo vento está disposta a&amp;nbsp;experimentar de&amp;nbsp;um mesmo Reino. O vento acaba circulando por ambientes jamais vistos, inesperados, de maneira incontrolável e incompreensível. O impossível faz sentido! O Espírito não é coisa de que se pensa, é Vida que se vive. O vento não é movimento que se mede, é sopro que se sente. O Reino se faz de pessoas que constantemente renovam suas casas com o sopro do mesmo Espírito Santo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Ministério de Adolescentes Betesda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2295123145127759152?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2295123145127759152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/de-minha-leitura-para-tua-lendo-joao-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2295123145127759152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2295123145127759152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/de-minha-leitura-para-tua-lendo-joao-3.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo João 3: 8'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6509716260683080403</id><published>2011-08-18T14:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-18T14:17:22.089-07:00</updated><title type='text'>A Verdade Dói</title><content type='html'>Um casal começa a brigar;&amp;nbsp;marido e mulher degladiam-se num espetáculo ilógico no meio da arena do Coliseu contemporâneo: a cozinha de casa. Imperadores chamariam de "Pão e Circo", mas nós chamamos de "DR" (Discutir a Relação). Pão e Circo era uma política implantada no Império Romano para acalmar as revoltas populares e intestinais dos cidadãos. Hoje, Discutir Relação é oportunidade para&amp;nbsp;um programa de televisão de qualquer canal durante as tardes da semana. Na completa despreocupação com o diálogo, marido e mulher procuram trazer à tona o passado não muito sacro-santo de seus&amp;nbsp;cônjuges adversários e, quando acabam os argumentos, as ofensas e surgem as acusações, sofrem de&amp;nbsp;punhados de&amp;nbsp;instantes de silêncio seguidos de uma bela conclusão: "é, a verdade dói!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma cena poderia ser&amp;nbsp;protagonizada&amp;nbsp;por colegas de trabalho, por&amp;nbsp;pais e filhos, pelas&amp;nbsp;melhores amigas traidoras, por&amp;nbsp;professores e alunos e qualquer outra relação humana que também&amp;nbsp;se disponha a discordar. Nestes embates sem qualquer preocupação com o encadeamento de argumentos,&amp;nbsp;o objetivo&amp;nbsp;final é descobrir quem está com a "razão", quem está com a vedade! Verdade essa, bem distante daquela que nos acostumamos a acostumar. Tratamos por verdade toda a proposição que obedecer a regras, for pensada e&amp;nbsp;encaixotada dentro de&amp;nbsp;determinado tempo e determinado espaço, comprovada por alguma Ciência ou então por&amp;nbsp;qualquer sinapse cerebral que&amp;nbsp;sendo repetida chega ao mesmo resultado. Porém, a verdade última procurada pelos embates humanos cheios de hormônios, vida, amor, ódio e relação afetiva, não é essa que defendemos com as&amp;nbsp;nossas unhas e dentes da perfeição racional. Inclusive,&amp;nbsp;pouco importa como construiu seu castelo de palavras,&amp;nbsp;o que importa é a vida que sei que vives e o coração que sei que tenho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sei de tua vida se não a vivo? Como sei de meu coração se ele é apenas um pedaço de carne que bombeia sangue e o&amp;nbsp;qual nunca vi? Aliás, como sou capaz de utilizar a palavra coração expressando qualquer outra coisa que não&amp;nbsp;seja ele em si mesmo&amp;nbsp;e, ao mesmo tempo,&amp;nbsp;todo aquele que me ouvir entenderá o que estou dizendo? A verdade de que estamos falando não é mais&amp;nbsp;a verdade indiferente, distante de mim e longe de todos. A verdade de que falamos é a verdade que vivemos. Experimento-a todos os dias, por vezes não sei expressá-la, mas a&amp;nbsp;vivo com certeza! Pode ser que os mais habituados a repetir os rígidos e&amp;nbsp;legalistas castelos do Todo-Poderoso pensamento limitado por palavras, se indignem com a possibilidade de sabermos de coisas que não passam pelo filtro da&amp;nbsp;nossa construção racional, mas nós vivemos, apenas sentimos, experimentamos. É, amigos, a verdade dói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade dói não porque derruba minha vida, mas porque dela faz parte. Verdadeiro não é única e exclusivamente aquilo que posso dominar&amp;nbsp;e apreender com minhas&amp;nbsp;elaborações racionais,&amp;nbsp;mas também é aquilo que vivencio, experimento e sinto no que chamo "dentro de mim". Inclusive, te(i)mo ao dizer que é mais genuíno e verdadeiro o saber que tenho e construo através das experiências vivas&amp;nbsp;de que padeço,&amp;nbsp;do que com as indiferenças estagnadas daquilo que convencionamos como raciocínio. A verdade dói porque o verdadeiro é doído por mim, padecido&amp;nbsp;em mim. Mas, talvez, na nossa ânsia&amp;nbsp;de sermos bons gladiadores ou centuriões, criamos arsenais de palavras, edifícios conceituais e estabilizamos o vivente, congelamos o tempo, nos distanciamos de nós e dos outros, para que assim possamos controlar e dominar o imediato, o iminente, o incontrolável. Por medo de viver sem segurança, inventamos&amp;nbsp;terras firmes, rochas fortes e angulares,&amp;nbsp;tentado sustentar nossa pose e&amp;nbsp;torcendo para que os Imperadores nunca baixem o dedo nos condenando a morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, amigos, a verdade dói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6509716260683080403?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6509716260683080403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/verdade-doi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6509716260683080403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6509716260683080403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/verdade-doi.html' title='A Verdade Dói'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4211203296003713796</id><published>2011-08-15T15:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T15:17:06.694-07:00</updated><title type='text'>A Biblioteca de Babel</title><content type='html'>Havia uma Biblioteca na cidade de Babel. Dentro deste belo&amp;nbsp;muro do saber, por séculos guardaram-se livros e mais livros, de diversos autores, com diversos sobrenomes, diferentes títulos,&amp;nbsp;mas de mesmo tema, mesma língua, mesma fala e mesmas repetições. Essa construção era a pedra fundamental para&amp;nbsp;a próxima edificação sonhada pelos homens: a Torre de Babel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da Biblioteca, dos diversos&amp;nbsp;livros de mesma língua e mesma&amp;nbsp;repetição, havia um esquecido, escondido e guardado, de língua diferente. Na verdade, um livro&amp;nbsp;de diversas línguas diferentes. Consistia de&amp;nbsp;uma servida&amp;nbsp;compilação de livros de&amp;nbsp;muitos povos, múltiplos autores, complicados temas&amp;nbsp;e complexas línguas; um livro contraditório, polêmico e vivo. Um péssimo tijolo para a grande edificação que começava a fundar-se no coração de Babel, a partir dos muros do saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens liam os outros livros, faziam congressos, discutiam e escreviam nos vários periódicos monoglossáricos reforçando sua glória, sua força, sua inteligência e sua ruína. Com seus tijolos de livros batidos de assuntos&amp;nbsp;queimados, emendados com pixe de arrogância, pensavam Deus e construíam Torre. Jamais seriam esquecidos, jamais seriam espalhados, jamais sumiriam no meio da vida. Eternamente suas repetições estariam gravadas em seus tijolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Torre era edificada sobre os livros iguais, Deus olhou para aquele livro esquecido, aquela compilação de livros confusos e diferentes capazes de trazer sentido ao chão e valor à vida. Ao&amp;nbsp;mirar a pomposa&amp;nbsp;Biblioteca e todas aquelas mesmas coisas de sempre que ocorriam em Babel, viu Deus que os homens morriam por dentro, que a vida não era mais vivida e que as leituras de mesma língua deixavam suas cabeças nas alturas e os pés fracos demais&amp;nbsp;para acompanhar o girar do&amp;nbsp;mundo sobre seu próprio chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos céus, Deus desejou: "Que todos os livros iguais tornem-se um, e que aquele todo diferente não lido e deixado de lado se espalhe&amp;nbsp;ao ser&amp;nbsp;dividido em vários!". Os homens passaram a ler os livros diferentes, de língua diferente, de novidades, de vida e que na verdade, eram todos&amp;nbsp;braços de um. Cada homem tomou para si o livro que leu, dissolveu os congressos, acabou com os periódicos, arrancou seu tijolo da Torre e o levou consigo para outro canto da Terra, para&amp;nbsp;construir para si sua própria cidade, sua própria Biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Biblioteca de Babel é que os homens quiseram ser apenas um. Do livro que Deus escolheu é que os homens decidiram ser diferentes. Da Biblioteca de Babel é que os homens&amp;nbsp;se deixaram morrer, mas é do livro que Deus escolheu que&amp;nbsp;passaram a ter que&amp;nbsp;viver a vida com os pés no chão e a Torre bem longe de suas cabeças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4211203296003713796?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4211203296003713796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/biblioteca-de-babel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4211203296003713796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4211203296003713796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/biblioteca-de-babel.html' title='A Biblioteca de Babel'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5119401571704766355</id><published>2011-08-03T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T16:02:00.120-07:00</updated><title type='text'>Esperava...</title><content type='html'>Eu esperava... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava que os conservadores não se cristalizassem e nem que os inovadores  rachassem. Esperava que os novos não se vissem mais em blocos e nem que os velhos incentivassem seus filhos a serem números no meio de filas. Esperava que parássemos de nos escorar em bandos e fôssemos pessoas.  Esperava que as salvações ocorressem na pessoalidade e não nos livros. Esperava que bastasse o fiel ter Fé para encontrar seu Deus. Esperava que  cada um pudesse ver uma face do Eterno com os próprios olhos. Esperava que bastaria saber ler para conhecer as Escrituras. Esperava que o Espírito fosse suficiente para inspirar a vida. Esperava que a liberdade trouxesse a capacidade de andar com as próprias pernas. Esperava que os libertadores soubessem andar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava que os sábios entendessem as limitações dos tolos. Esperava que que os gênios soubessem ensinar a qualquer um suas descobertas. Esperava que discursos fossem relevados frente a vida. Esperava que a vida refletisse o que ouço nos discursos. Esperava que os pais sonhassem com os filhos. Esperava que os filhos nunca se esquecessem das sombras dos pais. Esperava que todos se reconhecessem como fariseus. Esperava que os fariseus rejeitassem a todos, inclusive a si mesmos. Esperava ver Cristo enquanto vivo. Esperava encontrar um dia a morte para tomar um chá sem que nenhum médico ou familiar atrapalhasse nossa conversa. Esperava que as esperanças jamais morreriam. Esperava que as aspirações dos jovens não fossem esmagadas pelas expirações dos experientes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei muito, talvez espere mais. Esperanças me trazem sonhos, mas as palavras não são suficientes para explicar sonhos. Talvez por isso os meus as vezes se cansam, não ouviram e nem viram as palavras que os inspiram encarnadas por aí. Mas continuo esperando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5119401571704766355?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5119401571704766355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/esperava.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5119401571704766355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5119401571704766355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/esperava.html' title='Esperava...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-980980969533981730</id><published>2011-08-02T12:41:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T12:57:32.306-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo João 21: 15 - 20</title><content type='html'>Percebi que debaixo do Sol muitos homens não se contentam com o dia que a eles foi dado, pretendem viver o dia de amanhã antes mesmo que ele chegue. A estes homens, o inesperado não faz parte de uma boa vida. São homens de pequena fé. Na falta de boa vidência e péssimas previsões do futuro, decidiram acelerar a vida para ver se seus carros ou computadores chegarão no amanhã antes que o hoje termine. Doces ilusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste sofrer por antecipação, o que para Santo Agostinho é uma tolice. Mas, mais triste ainda é tentar por antecipação não sofrer, pois disso surge o sofrimento por talvez não conseguir evitar a dor que ainda não sofremos e não queremos sofrer. Ah! Muita complicação, muito sofrimento, muita perda de vida! Estes homens que querem chegar no amanhã sem o inesperado perdem tempo na busca por ganhá-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez assim eu entenda que "quem quiser ganhar a vida, perde-la-á". Talvez assim eu entenda que ser livre implica em permitir que a liberdade exista para além de mim. Talvez assim eu entenda que profecia não é prever o amanhã, mas indignar-se com o hoje. Talvez assim eu entenda que Cristo não é mestre de uma vida, mas de toda uma eternidade. Talvez assim eu entenda que viver a vida de Cristo não garante o dia de amanhã, mas me leva a abrir mão do meu amanhã em nome do nosso hoje. Talvez assim eu leia &lt;b&gt;&lt;u&gt;João 21: 15 - 20:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro:&lt;br /&gt;- Simão, filho de João, você me ama mais do que estes? - disse ele:&lt;br /&gt;- Sim, Senhor, tu sabes que te amo - disse Jesus:&lt;br /&gt;- Cuide dos meus cordeiros.&lt;br /&gt;Novamente Jesus disse:&lt;br /&gt;- Simão, filho de João, você me ama? - ele respondeu:&lt;br /&gt;- Sim, Senhor, tu sabes que te amo - disse Jesus:&lt;br /&gt;- Pastoreie as minhas ovelhas.&lt;br /&gt;Pela terceira vez, ele lhe disse:&lt;br /&gt;- Simão, filho de João, você me ama? - Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez 'Você me ama?' e lhe disse:&lt;br /&gt;- Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo. Disse-lhe Jesus:&lt;br /&gt;- Cuide das minhas ovelhas. Digo-lhe a verdade: Quando você era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir.&lt;br /&gt;Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus.&lt;br /&gt;E então lhe disse:&lt;br /&gt;- Siga-me, Pedro!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Pedro, homem imperfeito que não conhece o dia de amanhã, prometera a Cristo que jamais permitiria que ele morresse ou sofresse nas mãos dos homens. Pobre Pedro, homem imperfeito que queria ser livre, mas não queria permitir que a liberdade estivesse além de seus domínios. Sentia-se livre para sacar a espada e cortar orelhas, mas não aceitaria que a liberdade arrancasse a vida de seu mestre ou o impelisse a negá-lo três vezes. Pedro, homem livre que queria decidir sobre o amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Pedro não conseguiu. Imperfeito humano limitado, sofreu com a liberdade e com as contingências. Por três vezes tentou prever o dia de amanhã e prendeu-se ao tempo, esqueceu as palavras eternas daquele mestre ao qual jurara amor e fidelidade. Pedro é o imperfeito como eu, indivíduo como eu e livre como eu. Graças a Deus, tanto Pedro quanto eu somos convidados à Liberdade pela Verdade que restaura e salva com Amor. Por tantas vezes que prender-me ao mundo, tantas vezes serei liberto pelo Amor de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar a Cristo é libertar-se, é viver a vida do liberto ressurreto. Mesmo imperfeitos que esquecem de viver o hoje, somos convidados pelo próprio Cristo a pastorear suas ovelhas, a alimentar os outros homens, a voltar a viver o hoje, a tomar nas mãos o trabalho de Jesus. Aprendemos com Cristo a sermos livres que permitem que a liberdade atravesse sua lança próximo ao nosso peito para garantir a nossa morte. Vivemos com Cristo a possibilidade de morrer nas mãos dos escravos. Sem saber o dia de amanhã, experimentamos o hoje carregados de fé e amor. Somos livres das amarras do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando éramos jovens, não de idade ou tempo de vida, iríamos para onde queríamos e pisávamos na liberdade, antecipávamos o amanhã querendo prever o que aconteceria. Mas, quando formos velhos, seremos levados para onde não queremos, vestidos com roupas que não desejamos e manteremos as mãos estendidas para que os outros sirvam-se de nossas vestes e de nossas vidas. Não esperamos uma vida controlada para amanhã, mas uma morte que glorifica a Deus hoje! Somos livres do tempo e não nos prendemos mais ao mundo, mas morremos para ele ressuscitando para uma eternidade em Cristo. Dias de morte e ressurreição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, quando ou onde Pedro morreria não era o importante. A indicação de Cristo era para que aquele que viver a Sua vida, morrerá a Sua morte. O amor a Cristo não é a garantia de um amanhã, mas a ressurreição na morte de hoje. A glória de Deus se fez presente na liberdade de Pedro em entregar sua vida como o seu mestre fizera, em permitir que a liberdade fosse além de seu controle e a salvação vinda do inesperado. A deixa de convite para a Vida é feita por Cristo: "Siga-me", a verdadeira restauração de Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado à Gabriel "Cotonete"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-980980969533981730?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/980980969533981730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/de-minha-leitura-para-tua-lendo-joao-21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/980980969533981730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/980980969533981730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/08/de-minha-leitura-para-tua-lendo-joao-21.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo João 21: 15 - 20'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-828607513750573447</id><published>2011-07-31T18:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T18:05:41.039-07:00</updated><title type='text'>Num dia perto da hora do almoço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava lá, em pé. Chegava a hora do almoço, mas poucos preocupavam-se com o que haveriam de comer -se bem que muitos dos presentes mal teriam o que comer. Dos que estavam sentados, muitos viviam apenas de palavras, alimentavam-se com os ouvidos abertos e a boca fechada. O silenciar de suas vozes era doce refeição. Dos que estavam em pé comigo, todos teriam comida em suas casas menos um, que, se saísse vivo daquela hora próxima, seria sortudo se alguém ainda o aceitasse para conversar e compartilhar com ele o alimento das palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este um de pé que não sabia se reencontraria a mesa de casa e a fartura de ao menos uma companhia, dependia do consentimento de um escritor. Que homem divino! Divinamente inspirado, reescrevia destinos e traçava novas trilhas para os esfomeados. Ao invés de esmolas e migalhas, o escritor esbanjava manjares de sons, letras, sílabas e frases suculentas, apetitosas, desejáveis e com cheiro de fome. Para as constantes horas de necessidade de comida, aquele escritor era boa pedida. Ele estava sentado, com uma perna esticada e outra dobrada enquanto que o tronco apoiava-se em um dos cotovelos. Acabara de escrever um livro cheio de idéias chocantes e carregadas de discussões. No meio das páginas, este escritor dissera que viera mudar as leis e reescrever a história. Nós, que estávamos de pé, fomos tirar prova disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discutíamos e relembrávamos de nossos pais, saudosos e valentes pais, que conduziram as nossas leis e crenças de até então. O que seria de nossa história sem nossos pais? Quem é este homem, mesmo que divinamente inspirado, para reescrever o que nossos pais escreveram? Nossos pais também foram de Deus, também conversaram com Deus e também por Ele foram inspirados! Se um deus escreve algo, quem é deus o suficiente para questioná-lo? Destinos traçados não podem ser mudados! Aquele que estava de pé sem saber se comeria outra vez tinha um destino que nossos pais traçaram junto com Deus: a morte! Se uma lei diz, quem é legal o suficiente para questioná-la? Quem vem promover a desordem? Lei é o destino dos homens escrito por Deus. Ninguém pode ser escritor o suficiente para alterar o destino dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escritor sentado no chão passou a escrever. Escrevia como sempre, em páginas de areia. Desenhava suas letras na areia em silêncio. O silêncio, doce refeição para os famintos, alimentava o dedo divinamente inspirado. Bom, "quem não tem pecado que atire a primeira pedra", disse Deus. Só poderia ser Deus! Mais uma lei escrita, mais um destino traçado, mais uma determinação divina estava escrita, só que na areia. Deus estava sentado no chão, olhando para cima, abaixo de nós. E aquele um merecedor de morte, o qual levantáramos o mais alto possível para que todos os que estivessem na Terra vissem-no como exemplo, foi visto pelo Deus dos Céus. E o exemplo que queríamos que viesse do alto, veio do chão. A voz divina que viria como pedra poderosa para acabar com a quebra das leis, veio como silêncio promotor de um texto escrito na areia. Deus, o escritor, escreveu a salvação em páginas de areia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os destinos traçados pelos pais, a sina vinda da tradição e a constante perda da hora do almoço, vêm da limitação humana de não conseguir escrever nas areias. Enquanto queremos tábuas, papéis e pedras, Deus escreve em areias. Talvez assim faça para que o Espírito venha como vento e apague as letras, mude os desenhos e traga o silêncio. Quem escreve em areia prefere ficar no chão, viver o inesperado, dividir a terra e sentar a dor daquele que está sentado. Para os que estão no chão, Deus sempre esteve no chão. Para os que preferem ficar de pé, Deus os espera, olha de baixo para cima e convida para um banquete. O problema, é que os que estão de pé já sabem o que comerão em casa, tem certeza da mesa do almoço, não precisam das conversas com Deus e nem do inesperado. Infelizes são os que falham com os homens, pois são por eles tirados do chão e distanciados de Deus. Felizmente, é para estes que Deus olha, que Deus escreve na areia e que a salvação faz sentido. É a estes que o escritor despede em paz e reconvida para vida. Minha única tristeza é não saber se hoje sou fariseu ou prostituta. Queria muito estar sentado no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-828607513750573447?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/828607513750573447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/num-dia-perto-da-hora-do-almoco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/828607513750573447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/828607513750573447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/num-dia-perto-da-hora-do-almoco.html' title='Num dia perto da hora do almoço'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5126981988496532869</id><published>2011-07-24T08:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T08:00:00.318-07:00</updated><title type='text'>Carta ao Soldado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que&amp;nbsp; tempo não passe, mas não por culpa do relógio, do próprio tempo ou do Sol, e sim porque carregas um exército nas costas. Ao invés dos passos de paz, procuras as marchas de guerra. Nas guerras, o tempo não passa pois todos os dias são iguais. De tantas mortes, descobristes o valor da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto dizeres paz e viveres em guerra, o mundo&amp;nbsp;será um caos, a hipocrisia&amp;nbsp;será&amp;nbsp;a&amp;nbsp;verdade e coração puro mal chegará a ser utopia. Talvez te reste uma boa consciência, mas ela tem&amp;nbsp;dormido profundamente. O Sol está parado, o exército em fronte de batalha e Josué vem vindo no horizonte com os olhos encharcados de sangue. (Josué 10: 1 - 15)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuidado com a guerra, pois nesses tempos a vida não tem fim, já que o tempo não passa. Procure pela paz para que possas descansar ao fechar os olhos para a vida e abri-los para a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com preocupações,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um amigo Outro-Sol-Dado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5126981988496532869?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5126981988496532869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/carta-ao-soldado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5126981988496532869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5126981988496532869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/carta-ao-soldado.html' title='Carta ao Soldado'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5809892420007450143</id><published>2011-07-18T23:04:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T23:04:02.363-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 17 - 20</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo refletindo sobre uma postura que faça sentido e traga crescimento para a espiritualidade dos indivíduos. Não acho que escrever é um desproposito, mas estou longe de crer também que seja este o texto salvador e magnânimo capaz de mudar a caminhada de alguém. Apenas não consigo falar por falar, criticar por criticar, repetir por repetir ou esquecer de que o conhecimento é bom e nos traz orgulho, mas o amor é que edifica. Vejo que nos falta o amor, mas também nos falta o conhecimento. Não queremos saber para não ter que amar, mas também não queremos amar para não ter que menosprezar nosso orgulho. É muito complexo o coração do homem, é muito bagunçada a existência. Mal o próprio indivíduo se conhece ou reconhece, que dirá um escritor de &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Não posso usar a mim como régua para a humanidade, mas, em contra-partida, não tenho outra régua que não eu, ou parte de mim. Esquisofrenia humana. Isso, se é que os humanos em geral a têm. É tudo muito complexo, muito confuso. Talvez por isso Paulo diga que quem ama é conhecido por Deus, pois só Deus para tentar encontrar quem é o homem em sua individualidade em meio a tantas possibilidades...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os corações diversos divergem nos conceitos, mas talvez venham a convergir nos sentidos. Se há uma coisa que une o homem é a dor e o sofrimento. O contato com o desespero e a angústia obrigam o indivíduo a ter que dar passos fortes, lembram da realidade da vida, lembram que ela acaba. Choques de realidade são constantes e reais no indivíduo. O coração de homem talvez seja reconhecido pelo sofrimento ou pela dor... Se assim for, imagino que reconheçamos o de Deus no amor. Pensando assim, convido-te a mais um devocional, o último da sequência no texto de Mateus 15:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Mateus 15: 17 - 20&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem 'impuro'. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem 'impuro'."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desatento às especificidades de maldades listadas, percebo que do coração do homem vem a dor. Por muito tempo achei que o homem fosse bom. Por mais ainda que ele fosse mal. Por recente pensei que fosse ambíguo. Mas agora, vejo que é homem. Indivíduo limitado a um tempo, um espaço, uma cultura e a si mesmo. Este homem descobre quem é quando abre a boca e vê o que vem de seu coração. A maldade cometida, a injútia proferida, a tristeza produzida. Um choque de realidade nos braços do homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A preocupação com aparências é resultado de uma fuga da realidade: da limitação humana. Se ele é bom ou mal, ambíguo ou não, não importa. O homem é limitado. A existência sofre com o não cumprimento da vida plena. A morte é temida porque põe fim a algo inacabado, incompleto, em crise e&amp;nbsp;impuro. Querer ser Deus e esquecer de suas limitações arrebenta com a humanidade. Limitações não são ruins, mas querer ser o que não se é sim, é muito ruim. O homem é imagem e semelhança de um Deus, mas não quer ser como tal, prefere ser ou muito menos, um inútil lixo a ser descartado, ou muito mais, o perfeito Deus encarnado "puro" e santificado. Não! O que o homem come não o torna imundo ou puro, mas é o que sai de dentro dele que o impurifica!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É do coração limitado que não sabe lidar consigo que a morte vem. É de um coração que quer ser mais justo que Deus e mais santo que Cristo que a destruição vem. Se o homem come ou não, tem necessidades ou não, morre ou não, isso não o corroi. Mas o coração descuidado e esquecido desespera, angustia, joga no chão e foge da eternidade. Corações desatentos para a vida e em desconformidade com a realidade são promíscuos, imorais, homicidas, adúlteros, ladrões, de falso martírio e mentirosos! Isso é deturbar o convite divino de viver! A vida é para ser vivida como ela é, e vivida em abundância! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pureza talvez seja simbolizada na criança porque com olhos brilhando desfruta de seu mundo, do que vive em sua volta e brinca com gosto nunca esquecendo-se de que é criança, nunca negando sua infância! A virgem também&amp;nbsp;talvez seja símbolo porque não nega sua virgindade, cuida de seu íntimo, guarda o coração e o partilha quando ama verdadeiramente. Homens que esquecem que são homens e se preocupam com o&amp;nbsp;como comem, esquecem também de que há diferentes pães para se comer, e dentre eles o Pão da Vida. Homens que se preocupam mais como bebem, não deixam fluir de si Rios de Água Viva. Que de nós flua humanidade! Que saia do coração a consciência! E que saibamos que são as impurezas que sobrevivem de aparências!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5809892420007450143?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5809892420007450143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5809892420007450143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5809892420007450143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus_18.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 17 - 20'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3465226134655878958</id><published>2011-07-14T22:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T22:19:00.330-07:00</updated><title type='text'>Conte os teus dias...</title><content type='html'>Tive um professor bem velhinho que gostava muito de mim. Eu o chamava carinhosamente de "mestre", me lembrando sempre daqueles velhos sábios chineses e do senhor Miyagi. Ele não era oriental, tinha mais cara de alemão, apesar de&amp;nbsp;falar russo. Isso deve ter sido um problema na Segunda Guerra Mundial, mas ainda bem que ele era brasileiro e sempre morou no Brasil. Inclusive, acho que ele era de uma família de italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, meu bom e velho (bem velho) mestre, me convidou para tomar café em sua casa. Como era fim de tarde e o clima daquela noite de verão estava bem&amp;nbsp;agradável, emendamos até uma xícara de chá&amp;nbsp;gelado de limão&amp;nbsp;bem tarde da noite. Não era tão tarde assim, mas para os senhores que "dormem com as galinhas" (metaforicamente falando, claro, meu mestre era um homem digno, respeitado e muito respeitoso), as nove da noite já é quase madrugada. Talvez por isso eles digam "Deus ajuda quem cedo madruga"... Mas isso é um outro problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio-cuco velho soou. Era o sinal de ir para casa. Mas antes, aquele simpático e sábio velho me contou uma estória. Disse-me, naquela ocasião, que aprendera com um professor, homem cristão de "seita" diferente,&amp;nbsp;não era católico e&amp;nbsp;nem protestante, que deveria contar seus dias, aprender a contar seus dias. Disso eu já sabia, pois sou cristão, mas me impressionei por ouvir de um homem que imaginava ser ateu ou, no máximo, adepto&amp;nbsp;à alguma sociedade secreta de intelectuais da qual provavelmente restara apenas dois ou três participantes e&amp;nbsp;dos quais&amp;nbsp;meu querido mestre era um. Disse-me que por anos contara seus dias, que por muito tempo guardava os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minutos passavam e o rosto daquele idoso empalidecia. Parecia cansado e seus olhos com sono. Com os braços trêmulos levantou-se, esticou-se&amp;nbsp;para alcançar uma caixa branca em cima do armário e entregou-a a mim com ar de carinho. Era um contador. Tinha um botãozinho vermelho na parte de cima e vários quadrados com dígitos que rodariam a cada apertada no botão... E... Ai meu Deus! Se aquilo ele usava para contar os dias, ele devia ter uns 500 anos! A caixinha branca despretenciosa marcava 186.880! Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantado, arregalei os olhos para aquele homem de cabelos brancos como quem pedisse uma explicação. O bom senhor sentou-se novamente, reconheceu minha estranheza e respirando bem devagar começou a falar. Com toda calma do mundo, contou que a muitos anos, um&amp;nbsp;padre da Armênia começou a contar seus dias, e quando encontrou um aluno/discípulo que parecia demasiadamente com ele e o superou, passou sua contagem para o aluno com a recomendação de que fizesse o mesmo. O velhinho então baixou a cabeça, respirou fundo, ergueu-a novamente e expirou: "Você me lembra quando tinha tua idade e me superou. Continue a contar meus dias...", pendeu a cabeça e faleceu. Um instante, um segundo, uma vida a ser continuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, passo meu contador a você: conte teus dias, viva a vida que vivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3465226134655878958?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3465226134655878958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/conte-os-teus-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3465226134655878958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3465226134655878958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/conte-os-teus-dias.html' title='Conte os teus dias...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3680421263147901862</id><published>2011-07-11T20:46:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T20:46:00.251-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 3 - 11</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao&amp;nbsp;fazer esta segunda reflexão sobre um mesmo texto de Mateus 15, utilizei como base de minha interpretação o livro "As Obras do Amor", de Soren A. Kierkegaard, um filósofo fantástico que me auxilia nas horas vagas de minha completa vaga vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ser um jornalista no Brasil não é obrigatória a formação acadêmica em Jornalismo. Para quem discorda e se revolta com esta decisão, eu diria que para ser um bom administrador não é necessária a formação em Administração, vide Sílvio Santos. Muitos me chamam de professor, embora eu ainda nem tenha concluído a graduação e a licenciatura e muito menos exerça a função empregadiça de docente. Tenho amigos, familiares e até recém-conhecidos que me apresentam a outros como "professor". Imagino que professor não seja emprego e nem para tal função seja necessária uma formação, mas tudo começa com uma vocação e uma missiologia pedagógica que busca a salvação dos educandos. Falando em português: é um dom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A formação de um indivíduo humano não está baseada na função que exerce, mas no dom que tem, adquire ou produz. Se somos vocacionados ou carregados de uma missão,&amp;nbsp;nos constituímos como indivíduos&amp;nbsp;quando&amp;nbsp;unimos as pontas soltas da rede de contextos em que estamos envolvidos desde o nascimento com os sonhos de nossa missão, de nossa vocação. Se nos sentimos escolhidos como cristãos para a vocação mais sublime, para o chamado mais fantástico, o dom perfeito e a missão salvadora, costuramos os trapos de nosso contexto com o Cristianismo e suas exigências. Como professor, sinto-me vocacionado a&amp;nbsp;mostrar portas&amp;nbsp;e construir caminhos que levem às portas junto com os alunos. A Educação exige de mim métodos novos, reciclagem, respeito à diversidade, carinho e paciência constantes. Mas, e como cristão vocacionado, tenho a exigência de que? Pensando nisso, venho à segunda devocional sobre um texto de Mateus:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Mateus 15: 3 - 11&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: 'Honra teu pai e tua mãe' e 'Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado'. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: 'Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus', ele não está mais obrigado a 'honrar seu pai' dessa forma. Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: "'Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens'". Jesus chamou para junto de si a multidão e disse: "Ouçam e entendam:&amp;nbsp;o que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca, isto o torna 'impuro'".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguém afirma ser cristão, que exigências podemos imaginar que faríamos a essa pessoa? A primeira que vem a minha mente é que este indivíduo deveria amar ao próximo (sempre). Se uma pessoa diz que entregou sua vida a um deus qualquer, que exigências faríamos a esta pessoa? Provavelmente que essa pessoa cumpra os mandamentos dados pelo deus em questão. Agora, qual a exigência de um deus frente à promessa feita? Que a ele sejam feitas ofertas? Entregas? Benevolências? Pois bem, e um Deus detentor de tudo? Um Deus Todo-Poderoso dono do ouro e da prata? E um Deus que ama e não cobra dos homens aquilo que eles não tem (que em geral, é a perfeição)? Um Deus que ama e se dá? Quais as exigências?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não houver exigências, há então, por parte do fiel, gratidão. Tudo o que este fiel fizer, será graças&amp;nbsp;a Deus! Os sacrifícios, honras e glórias serão ao Deus de Amor. Mas qual a exigência deste Deus para o fiel? A Ele nada é necessário! Pois bem, mesmo assim, o fiel quer demonstrar sua fidelidade fidelíssima e honrar os mandamentos. No trecho de Mateus 15, os fiéis religiosos cumpriam um mandamento de Deus: "honra teu pai e tua mãe...", mas eles eram mais excelentes, queriam agradar ao Deus de todo jeito! Honravam o pai e a mão dando ofertas à Deus. Não há honra maior do que poder ofertar ao Deus de Amor. Porém, o mandamento era de honrar o pai e a mãe diretamente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas aderem a regras e regras que de preferência as beneficiem. Ofertar, seja ajudando os pais ou dizimando no templo, seria um dispêndio financeiro de qualquer jeito, mas, pelo menos,&amp;nbsp;a segunda opção trazia consigo algo que não é de vocação,&amp;nbsp;e sim&amp;nbsp;de natureza: o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;. Vocação é abrir mão de certas coisas e viver uma utopia, crer em esperanças e amar besteiras. Agradaria muito mais a um deus uma oferta direta, mas não é do feitio do Amor&amp;nbsp;pedir para si um pedaço de terra que poderia ser distribuído para outro. Vocação é deixar a própria vida na mão de Deus e a oferta na mão de quem precisa. A hipocrisia de&amp;nbsp;viver&amp;nbsp;em função de&amp;nbsp;um &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; é o louvor com os lábios de um distante coração. Ensinar a barganhar com o Deus que tudo tem é coisa de homens, tradições não vocacionadas. Talvez, aí, eu encontre a exigência de Deus: um Deus que nada quer para Si, mas tudo exige de mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo "tudo exige de mim" porque tenho de sacrificar essa natureza tosca de viver&amp;nbsp;em uma aparência agradável e um &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;, coisa&amp;nbsp;da carne má e das potestades mundanas que como leão me rodeiam na tentativa de tornar minha vocação em um negócio. Tenho de honrar meu pai e minha mãe, não por causa da regra e do mandamento, mas porque de mim é exigido que abra mão das impurezas de meu coração e saiba que ruim não é o que ponho para dentro, mas o que arremesso para fora. Conheço um Deus que exige que eu&amp;nbsp;elimine aquilo que me mata, aquilo que mata os outros, aquilo que destrói o mundo. Não me obriga e muito menos arromba minha porta, mas com frequência bate pedindo para entrar e querendo arrumar a minha casa. Exige de mim uma oferta de vida, não para si, mas, como diria Kierkegaard, "Ele exige tudo, mas, quando tu o trazes, imediatamente recebes aonde deves entregar". E, no caso, devo entregar aos pais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se dedico-me a um Deus, dedico-me por inteiro. Tudo de mim é exigido, mas com o endereço de onde devo ser entregue. Se estou a serviço de Deus, o sou em serviço dos homens. Um Deus que se fez homem para a salvação do homem. Não para se mostrar como Deus, mas para ensinar como devem ser os homens: imitadores de Cristo, o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne. Não preciso de um "Pr" antes do nome para ser um pastor, para cuidar de vidas. Não precisam me chamar de missionário para testemunhar do evangelho. Essa é a vocação cristã, a missão evangélica, o chamado apostólico, o dom da vida. Saber de um Deus que ama e que exige de nós a vida em abundância compartilhada por inteiro entre os próximos, entre os santos. A Ele toda honra, toda glória e todo louvor. Amém!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3680421263147901862?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3680421263147901862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3680421263147901862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3680421263147901862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus_11.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 3 - 11'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2141161085801388016</id><published>2011-07-06T22:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T22:18:28.744-07:00</updated><title type='text'>Uma palavra chamada "Indivíduo"</title><content type='html'>Geneticamente determinado, hormônios periodicamente variáveis, estrutura familiar específica, contexto socio-culturais historicamente construído e&amp;nbsp;situação econômica estável. Essa é parte da rede de contextos que me envolvem e podem explicar quem sou. Pelo menos tentam explicar quem sou. Quando a&amp;nbsp;Filosofia foi rainha das ciências dos homens, tudo era explicado e conhecido por ela. As explicações dos porquês da humanidade dependiam dela. Já com a Política, novas frentes de explicação se abrem e tudo se resume em Política. Com a Sociologia acontece o mesmo, com a Biologia, Física, Matemática, Economia, Psicologia... Aliás, um minuto para a Psicologia! Não aguento mais o bendito "Freud explica", o coisinha chata! Mas tudo bem, para um socialista a condição social e econômica explica tudo também. E de explicações e explicações, agora temos uma nova senhora: a Genética. Tudo é determinado pela Genética...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passamos por determinismos sociais, culturais, étnicos, físicos, históricos e agora genéticos. E todas essas explicações do que seria eu, tem seu bom lado e sua gama de teorias e análises práticas que indicam uma verdade. Porém, eu não sou essas explicações. Meu grande problema com filosofia, teologia, religião e as outras áreas que sabem as suas explicações, é que nenhuma delas se preocupa com minha individualidade, nenhuma delas entende de fato aquilo que sou eu. O indivíduo Bruno não é só um ser que nasceu em São Paulo numa cultura miscigenada e heterogênea de uma classe de operários mesclada com burgueses que mantém-se na classe média desde o fim dos anos 70&amp;nbsp;em um núcleo familiar de pai, mãe e irmã que tradicionalmente são de uma religião cristã. Esses são contextos que me envolvem, uma rede de contextos que me envolve, mas não sou eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno, imagino eu, é o indivíduo estranho e sozinho que&amp;nbsp;possui uma liberdade&amp;nbsp;absurda&amp;nbsp;capaz de&amp;nbsp;extrapolar as probabilidades e as predeterminações de um mundo extremamente complexo. Na pior das minhas hipóteses, Bruno é um ser livre enclausurado numa teia. O que resta a Bruno é fazer escolhas e tomar decisões quando entra em contato com as pontas dessa rede, os vértices dessa teia.&amp;nbsp;O indivíduo Bruno é aquele que anda por cima de seu inconsciente ou subconsciente, e por baixo de uma camada de tecido genético que entra em contato com meios sociais, culturais e econômicos. O indivíduo Bruno não é a rede e nem produto dela, mas a escolha anterior seguida de seu resultado quando se choca com o mundo a fora. Este indivíduo é o instante eterno que eu não vejo, não encontro, não tenho contato, mas sei que está lá. Sempre existiu e imagino que enquanto eu viver ele continuará existindo. Talvez, até depois que eu deixar&amp;nbsp;viver, ele continue existindo, não sei. Mas sei que este é o indivíduo. Pode ser que "indivíduo" seja só uma palavra, insuficiente para descrever aquele ser do qual estou tentando falar, mas o que importa é que todos o conhecemos, os diversos indivíduos.&amp;nbsp;O que importa não é a palavra em si, mas a conexão que temos com ela. Muito me agrada e muito me preocupa essa palavra: Indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2141161085801388016?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2141161085801388016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/uma-palavra-chamada-individuo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2141161085801388016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2141161085801388016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/uma-palavra-chamada-individuo.html' title='Uma palavra chamada &quot;Indivíduo&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7864083845112124306</id><published>2011-07-04T15:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T15:49:18.769-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 1 - 20</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este capítulo do livro de Mateus que escolhi para este devocional utilizarei para os próximos dois devocionais também. Neste, fiz uma reflexão bem geral a respeito das escolhas, um próximo será sobre as exigências de Deus, e um último uma reflexão sobre o estranho coração dos homens...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, assistindo televisão, vi uma personagem num programa de humor bem antigo dizer que não gostava do capitalismo porque ele até&amp;nbsp;se gaba de ser livre e deixar que todos&amp;nbsp;botem tudo&amp;nbsp;que quiserem&amp;nbsp;fora da boca, mas, em sentido contrário, não dá garantia de colocar comida para dentro. Achei fantástica essa leitura cômica da realidade e o contraste besta de dois extremos, de dois opostos. Sempre que estivermos em ano de eleição, movimentos da faculdade ou discussões em aulas de geopolítica ou história, encontraremos uma encruzilhada: capitalismo ou socialismo, direita ou esquerda! Teremos que escolher entre poder colocar&amp;nbsp;idéias para fora, ou comida para dentro. Não permitem que fujamos de um dos dois caminhos, é como se&amp;nbsp;tivéssemos caído de para-quedas&amp;nbsp;no meio de uma ponte e tenhamos que seguir ou para um lado ou para o outro, sem outras escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se acredito em algum tipo de destino ou predestinação,&amp;nbsp;é porque acredito que existe um fio de ouro que costura os trapos e retalhos das histórias de cada indivíduo: a escolha. A senhora da liberdade, a rainha dos destinos. A escolha de que falo não é aquela que surge entre duas opções, mas aquela que se estabelece para&amp;nbsp;além das barreiras que&amp;nbsp;tentam estabelecer&amp;nbsp;no meio de minha carreira. Opções são os limites e as finitudes&amp;nbsp;que a morte tenta impor, e a escolha é a porta da liberdade pela qual a vida atravessa para que seja possível que eu exista, que o Bruno seja Bruno, um indivíduo único e diferente de todos os outros, que atropela as probabilidades e surpreende com uma complexidade entendida só na eternidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi de um homem e amigo que admiro muito, o Pastor Villy Fomin, que se&amp;nbsp;uma igreja só permite em sua comunidade pessoas que se vestem de terno, existe algo errado. Mas, se uma igreja tem preconceitos, discrimina ou não permite que participe de sua comunidade pessoas que se vestem de terno, também há algo de errado. Os opostos que não permitem diálogo, provavelmente estão com algo de muito errado. Inclusive, se eu rejeitar aquele que defende os opostos sem diálogo, eu estarei muito errado, pois tornei-me um oposto que não quer conversar. Estes problemas de opções que não me permitem ir além de si mesmas, barreiras que não querem que eu avance com minhas escolhas e cumpra um bom&amp;nbsp;destino, me lembraram de sonhar com a liberdade, preparar-me para enfrentar os limites, apegar-me em minhas individualidades e experiências de fé. Com isso, venho em mais um texto devocional convidar-te, raro leitor, a meditarmos, refletirmos e compartilharmos nossas leituras do Texto Sagrado para o crescimento do coração, expansão da mente, liberdade do espírito e confirmação da nossa&amp;nbsp;fé em sermos escolhidos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Mateus 15: 1 - 20&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram: "Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer!" Respondeu Jesus: "E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: 'Honra teu pai e tua mãe' e 'Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado'. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: 'Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim, é uma oferta dedicada a Deus', ele não está mais obrigado a 'honrar seu pai' dessa forma. Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês: " 'Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens'". Jesus chamou para junto de si a multidão e disse: "Ouçam e entendam:&amp;nbsp;o que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca, isto o torna 'impuro' ". Então os discípulos se aproximaram dele e perguntaram: "Sabes que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram isso?" Ele respondeu: "Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes. Deixem-nos; eles são cegos&amp;nbsp;guias de&amp;nbsp;cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco". Então Pedro pediu-lhe: "Explica-nos a parábola". "Será que vocês ainda não conseguem entender?", perguntou Jesus. "Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem 'impuro'. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem 'impuro'; mas o comer sem lavar as mãos não o torna 'impuro'."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Normalmente, esse texto é lido para criticar as antigas leis ou as tradições. Mas, o novo rearranjado que não quer nem olhar para o antigo tradicional, é tão cativeiro quanto seu oposto. O problema não é a opção, mas a escolha. Em qual tradição devo apegar-me? Ou ainda, em qual doutrina estabelecer minha fé? A de lavar as mãos? A de honrar os pais? Ao de trocar o auxílio aos pais pelas ofertas a Deus? O que é certo? Nenhuma destas! A escolha que é feita antes delas para traçar o destino do depois das opções é que importa. O que decido comer não é o que valida minha pureza, mas aquilo que em mim me leva a decidir a comida é que&amp;nbsp;media o como puro sou. Puro ou impuro não está na superficialidade que entrará em meu estômago por um tempo e&amp;nbsp;depois será expelida, mas naquilo que da minha individualidade ponho para fora&amp;nbsp;traçando na eternidade o que pretendo ser. Está naquilo que ponho de meu coração na vida,&amp;nbsp;o que&amp;nbsp;faço como escolha, a rainha dos destinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A árvore de vida plantada por um Deus eterno está enraizada na eternidade, mas as árvores plantadas pelos homens são opções finitas que serão arrancadas pelas frágeis e alcançáveis raízes. Homens que escolhem por uma raiz mais&amp;nbsp;profunda, atravessarão as opções e decidirão pela liberdade, se alimentarão de um fruto de vida eterna e descobrirão que os limites impostos pelos extremos que não se olham tem um fim esperado, um limite traçado, um destino fechado e fadado ao fim. Enquanto que os homens que se alimentam destas barreiras dos extremos não verão um palmo a frente de seus muros, não saberão da escolha, do destino guiado por suas escolhas e como cegos, vagarão até cair em seus buracos, levando consigo os outros cegos que os guiaram e os&amp;nbsp;que por eles foram guiados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os homens que dependem do que comem e das opções que a eles são impostas, o coração&amp;nbsp;é impuro, morre e mata. Mas, para os homens que são livres e libertos pela Verdade e tomam consciência de suas escolhas eternas para além dos limites do mundo, o coração é guardado, o silêncio terá voz de louvor e alegria. As opções quebradas e deixadas de lado não os tornarão impuros, mas apresentarão vida e a vida que dizemos ser&amp;nbsp;em abundância. A liberdade está para além das&amp;nbsp;leis e das regras que&amp;nbsp;optamos por&amp;nbsp;seguir. Praticantes da liberdade fazem escolhas. Livres&amp;nbsp;libertados são escolhidos. Para além de opostos e extremos, saibamos das escolhas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7864083845112124306?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7864083845112124306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7864083845112124306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7864083845112124306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/07/de-minha-leitura-para-tua-lendo-mateus.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo Mateus 15: 1 - 20'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6885434511144215216</id><published>2011-06-28T14:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T14:39:59.458-07:00</updated><title type='text'>Carta ao carteiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senhor carteiro, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;peço-te que leve este pedaço de texto para fora destes muros de pedra que protegem o quintal e o jardim, que por sinal não são meus, mas fazem parte da minha casa. Casa esta que também não é minha, é de meus pais, homem e mulher intrigantes e esquisitos que mal vêem o dia passar, ou se vêem é em algum lugar bem longe de mim, pois quase não os vejo enquanto vejo, de dentro de casa, o dia passar. Peço-te que entregue estas palavras neste contexto que descrevo para alguém que familiarmente me reconhecerá, um qualquer um que tenha nascido no mundo e vivido em casa. Não na minha casa, mas cada&amp;nbsp;em sua casa. Entro em contato vez por outra com o mundo, mas não gosto de gente, não me sinto seguro. Pessoas me assustam e ao mesmo tempo se fazem necessárias. Sabe, sou apaixonado por uma menina da escola, que senta três cadeiras para direita e duas para a frente de mim, numa sala de aula de 47 alunos. Ela é tímida, e eu também. Na verdade, talvez não sejamos tão tímidos assim, mas é que não tenho tempo para falar com ela e muito menos cara de encontrá-la em algum lugar. Na verdade do "na verdade" anterior, eu a encontro todos os dias e nos falamos sim, ela é minha vizinha, mas nunca é assunto suficiente para que encontre o coração dela e nem que ela se depare com o meu. Pode ser que já tenhamos visto um o coração do outro, mas de tanto barulho que tem nessa cidade talvez eu não tenha ouvido seus batimentos e nem ela os meus. Ou então, como tudo o que acontece&amp;nbsp;na vida dela&amp;nbsp;ela&amp;nbsp;põe na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, não tem mistério naquela&amp;nbsp;alma,&amp;nbsp;que acaba&amp;nbsp;parecendo toda de vidro e&amp;nbsp;o coração também. Consigo ver o que se passa por trás daquele corpo, de tão transparente que a tela do computador&amp;nbsp;o faz. Nada de mistério, nada de segredos. Não me exponho tanto assim&amp;nbsp;na rede, prefiro resguardar-me. Não tenho nenhuma cicatriz, mas não é porque nunca briguei, vivo discutindo e rasgando o verbo à distância mediado pelo teclado, tenho brigas muito feias e lutas épicas, mas não ando de bicicleta e acho extremamente chato&amp;nbsp;radicalidade ou academia. Também não sou obeso que vive de microondas e &lt;em&gt;lap-top&lt;/em&gt;, aliás, intressantíssimo viver num mundo em que morre gente por obesidade e por vício de academia. Tanto o&amp;nbsp;excesso de músculos&amp;nbsp;como o de&amp;nbsp;gordura matam, eu acho. Vivo recebendo propagandas de saúde em relação a obesidade e as complicações dos exercícios físicos desregulados. Geração saúde, geração &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt;, vai entender?! Essa coisa de rotular tudo só confunde a cabeça das formigas perplexas que passam a preferir seguir o curso do que entendê-lo. "Vamos preservar o futuro",&amp;nbsp;dizem sempre que olham para as desgraças do formigueiro, mas nunca pensam o porque&amp;nbsp;da&amp;nbsp;necessidade de&amp;nbsp;preservação da&amp;nbsp;espécie. Querem procriar e inventar próximas gerações na tentativa de manter o formigueiro ativo, mas não estão nem aí para o porque de existir um formigueiro. Mas tudo bem, senhor carteiro, as formigas não se sentirão chateadas pela metáfora, todas elas já estão acostumadas a ouvir essas coisas, inclusive sentem-se parte de um movimento "contra-corrente" dentro do formigueiro, mas nunca percebem que continuam dentro do formigueiro. Os humanos também me perdoarão por chamá-los de insetos, principalmente porque serão poucos os que lerão esta carta. Não existem muitos para depois do muro dessa casa dos meus pais, e nem tantos&amp;nbsp;para dentro&amp;nbsp;também, os humanos são seres raros, estão&amp;nbsp;em extinção. Na verdade do "na verdade" dentro daquele "na verdade", estão em extinção desde que tomaram consciência... Mas pouco importa, apenas peço-te que leve este pedaço de texto para fora destes muros de pedra que protegem o quintal e o jardim, para alguém que se importe com segredos, que não se assuste com mistérios, que não seja de vidro, que se machuque e tenha cicatrizes (bem diferente de mim), que não coma muito e nem malhe mais ainda, que prefira uma carta a um combate na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; e que pense no porque de continuarmos a manter o formigueiro. Espero que encontre alguém que leia, senhor carteiro, e se dermos sorte, alguém que responda... Se bem que, imagino que o senhor não vá ler...&amp;nbsp;O senhor é entregador de cartas, não leitor! Droga... Só dei-me conta agora... Mas já foi, e foi tarde! Fazer o que?! Tenha um bom dia senhor carteiro,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assinado: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Polyergus Rufescens&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6885434511144215216?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6885434511144215216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/carta-ao-carteiro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6885434511144215216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6885434511144215216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/carta-ao-carteiro.html' title='Carta ao carteiro'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4160016718495287039</id><published>2011-06-27T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T12:30:07.689-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo 1 Coríntios 8: 1-3 e 9-11</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma boa leitura requer abrir mão daquilo que já se sabe e, como criança, encantar-se pelas descobertas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Saber é poder", e quanto mais estudo, mais sei disso.&amp;nbsp;O saber é uma chave que além de me abrir portas, trancafia cadeados nas bocas dos outros. O não sabedor de algo&amp;nbsp;pode ser&amp;nbsp;acorrentado por minha voz e pelo meu conhecimento. O conhecimento traz liberdade, mas também traz poder. Tanto posso utilizar meu poder para a liberdade,&amp;nbsp;como minha liberdade para o poder. Ser sabedor é ser chaveiro, e ter chaves é uma grande responsabilidade. Posso prender, posso soltar, posso dizer e desdizer. Para fora&amp;nbsp;de mim, despejo pequenas palavras-gaiolas; que podem tanto ter duas portas abertas para que os ouvintes passem por elas e as conheçam por dentro,&amp;nbsp;como apenas uma porta aberta,&amp;nbsp;prendendo assim&amp;nbsp;aquele desesperado que não se sente a vontade numa (nova)&amp;nbsp;prisão, mas que se rende&amp;nbsp;ao não encontrar a chave necessária para sair&amp;nbsp;pelo&amp;nbsp;outro lado, ficando assim limitado pelas&amp;nbsp;grades vocabulares de minhas palavras-gaiola. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Reforma protestante trouxe à luz a idéia de um "sacerdócio universal de todos os santos", abrindo mão da restrição e do controle da leitura e conhecimento da Palavra de Deus. Sendo assim, sinto-me livre para ler um Texto Sagrado, tentar saber algo sobre ele e compartilhar nesta devocional, de modo que você que a lê possa tomar emprestado a chave que me ajudou a abrir portas e caminhar mais livre, e convido-o a fazer o mesmo sempre, compartilhando tuas leituras com os outros:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;1 Coríntios 8: 1 - 3 e&amp;nbsp;9 - 11&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quanto aos alimentos sacrificados aos ídolos: 'todos temos conhecimento', conforme vocês dizem. O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus... Então, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. Pois, se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem este conhecimento comendo num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos também? Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capítulo 8 de 1 Coríntios tem falado muito comigo. Das experiências que&amp;nbsp;tenho&amp;nbsp;tido com Cristo e do amadurecimento de minha fé,&amp;nbsp;percebo cada vez mais&amp;nbsp;o quanto sou livre e tomo consciência do quanto o&amp;nbsp;saber de minha liberdade traz para mim um poder maior do que qualquer coisa desse mundo: a necessidade do amor. Mais forte do que tronos, exércitos e&amp;nbsp;laços racionais, o amor sustenta a esperança e a fé que movem os homens. Não me sinto na necessidade de provar e comprovar racionalmente,&amp;nbsp;explicar&amp;nbsp;às lógicas e às ciências a fé que tenho e os porquês que me levam a pregar o que prego e viver o que vivo, apenas sinto o poder de que acabo de falar: me sinto&amp;nbsp;na necessidade do amor. Cresço, amadureço e me liberto, mas a troco de que? De nada!&amp;nbsp;Em&amp;nbsp;nada&amp;nbsp;devo me mover além&amp;nbsp;da necessidade de amar. Ora, se minha fé, minha liberdade e minhas palavras tem acorrentado bocas e produzidos gaiolas de uma porta só, tenho sabido de algo que "todos temos conhecimento", mas não tenho amado e nem sido conhecido por Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos sabemos que não devemos negar nossa consciência, da constante obrigatoriedade de reformas, das renovações de discursos e das quebras de paradigmas, mas apenas pensamos que conhecemos isso, não conhecemos como deveríamos. Na carta Paulina, o conhecimento nos liberta e nos traz orgulho. Temos o peito cheio de coragem, prazer em defender uma liberdade, em caminhar por trilhas que poucos tem se atreveram, mas isso não edifica, apenas traz orgulho. A chave, a Grande Chave, libertadora e edificante, que transforma e mantém-nos rumo ao bom fim, à Cristo, é o amor. "Mas o amor edifica". Que posso dizer frente a isso? Nada! Qualquer palavra dita agora para este versículo trancaria a boca dos leitores! Guardemos este som e vivamos em liberdade! Não posso esquecer enquanto escrevo dos irmãos fracos por&amp;nbsp;quem Cristo morreu, não posso destruí-los, tenho que libertá-los! O Cristo que vive em mim, um dia&amp;nbsp;morto numa cruz, tem que ressuscitar no coração do fraco, e não viver em constante via dolorosa, prisioneiro dos homens, culpado sem nunca ter pecado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fracos e os oprimidos são os necessitados de salvação. O médico vem para os doentes. O fraco não deve ser desprezado, mas deve ser a prioridade. Saibamos disso! Vivamos isso! O conhecimento nos traz orgulho, não o deixemos de lado. Mas o amor edifica...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um poder em função da liberdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/em&gt;(que em dinamarquês significa &lt;em&gt;Livre em Cristo&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4160016718495287039?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4160016718495287039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/deminha-leitura-para-tua-lendo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4160016718495287039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4160016718495287039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/deminha-leitura-para-tua-lendo-1.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo 1 Coríntios 8: 1-3 e 9-11'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-476827789414642689</id><published>2011-06-16T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T15:02:11.542-07:00</updated><title type='text'>De minha leitura para a tua - Lendo Lucas 10: 25 - 37</title><content type='html'>Tenho refletido bastante sobre uma postura que faça sentido e diferença para a vida de alguém. Gosto muito de escrever e principalmente de criticar as estruturas antigas que viciam e fazem mal, não por serem antigas, mas por serem viciantes e fazerem mal, simplesmente. Assim como também critico as novas drogas que tem surgido no mercado, passado pelo crivo da legalidade e viciado tanto quanto os antigos alucinógenos viciam. O segredo não está na fórmula que se usa, mas na necessidade de utilizarmos fórmulas para saciarmos nossas doenças, escondermos nossas crises e fugirmos da dor. Hoje a morfina resolve o problema da dor, mas não o do sofrimento. Por isso, venho pela primeira vez escrever no intuito não de criticar, nem de propor fórmulas e muito menos de querer produzir um conhecimento, mas expressar num devocional uma leitura de um texto Bíblico que por esses dias falou comigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja muito bem-vindo ao livro de Lucas e suas estórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Lucas 10: 25 - 37&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está escrito na Lei?, respondeu Jesus,&amp;nbsp;E como você a lê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele&amp;nbsp;respondeu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento" e "Ame o seu próximo como a si mesmo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Jesus: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quem é o meu próximo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta, disse Jesus: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. Aconteceu de&amp;nbsp;estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: "Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver...&amp;nbsp;Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Aquele que teve misericórdia dele, respondeu o perito na lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus lhe disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá e faça o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenha pressa, leia novamente o texto que acabaste de ler. Para mim, ler um texto bíblico requer um tempo de respiro e reflexão. Enquanto leio, também tenho a mania de desenhar um filme em minha cabeça, fazer uma super-produção cinematográfica bem clichê e&amp;nbsp;holywoodiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta respondida no texto é: "quem é o próximo?". Automaticamente respondo a mim mesmo que o próximo é aquele homem deitado à beira da estrada machucado e sofrido e eu devo amá-lo. Pois bem, mas esta não é a resposta dada no texto. O próximo daquele pobre homem sofrido é o seu ajudador, aquele que teve misericórdia dele. Interessante como os valores começam a se misturar. Sim, o próximo também é o homem caído pela estrada, mas o próximo dele é aquele amante bondoso caracterizado por um samaritano. "Vá e faça o mesmo...", quer dizer, seja também um amante, não um caído na estrada. Seja próximo, ame o próximo. Próximos são aqueles que amam. Próximos são aqueles que sofrem. Amantes sofredores e sofridos amados. Próximo que cuide do próximo. Seja amante, seja quebrantado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estória como esta muito me encanta, pois o&amp;nbsp;próximo de quem sofre é quem ama, e todos devem amar os seus próximos. Se somos sofredores, assim amemos, e se somos amantes também soframos ou sofremos. Sofrer e amar nos tornam próximos. Todos sofremos e todos deveríamos nos amar. Amar ao próximo não é ter pena do desvalido, mas, como sofredores, amarmos os amantes sofrerndo com os&amp;nbsp;sofridos. Ame o teu próximo como o samaritano, que era o próximo daquele homem caído. Sejamos os próximos sofridos amantes a serem amados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-476827789414642689?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/476827789414642689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/de-minha-leitura-para-tua-lendo-lucas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/476827789414642689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/476827789414642689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/de-minha-leitura-para-tua-lendo-lucas.html' title='De minha leitura para a tua - Lendo Lucas 10: 25 - 37'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8039890615174195217</id><published>2011-06-14T13:26:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T13:50:03.577-07:00</updated><title type='text'>Confissões de uma conversa que tive com um amigo morto</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Ouvi Ricardo Quadros Gouvêa dizer que é muito bom que tenhamos alguns amigos mortos. Não que ele quisesse matar alguém ou que eu também o queira, mas é que é muito bom que leiamos livros e conversemos com autores ou personagens que morreram faz um tempo. Gosto muito de pegar metrô, tomar café, quem sabe um chá ou ter uma reuniãozinha antes de dormir com estes falecidos companheiros que não tem a opção de não me querer como companhia. Um desses amigos que muito tem freqüentado minha casa é Jacó, o bom e velho Jacó.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Em nossas conversas Jacó tem confessado muita coisa de seu passado e eu me identificado com suas atitudes e sua dor. A beleza de ter amigos mortos é que eles sempre dizem a mesma coisa, só que nossos ouvidos com o tempo começam a ouvi-las de um jeito diferente. Jacó sempre me disse que fora tão santo quanto eu, mas antes eu achava que era uma bronca, depois que ironizava minha vida e hoje, finalmente, compreendi sua afirmação: é tão homem, tão santo, tão mentiroso e tão lutador quanto eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Jacó era o mais novo de sua casa, diferente de mim que sou o mais velho. Mas quem disse que casa é só família? Na igreja nunca fui o primogênito e no futebol alguém sempre me deixou para trás com vontade de puxar-lhe o calcanhar. Também nunca fui muito de enganar meus familiares, como era costume de Jacó, mas sempre enganei muito bem amigos, professores, a mim mesmo, a Deus, ao Diabo... Ter mais de uma cara é comum para quem nasce num mundo cheio de espelhos. E por fim, não fugi de casa, como Jacó fizera, mas morri de medo de todos e refugiei-me em mim mesmo, atrás das sombras da noite, numa longa viagem agonizante e desesperadora de culpa, medo e punição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;No percurso também fiquei muito cansado e qualquer canto servia de cama ou embalava meu sono. Jacó descreveu-me sua noite em Luz, tinha sido um dia exaustivo, não por causa do percurso, mas pelo peso e a gravidade que a culpa trazia. Dizem que cigarro envelhece, mas não sei bem se é o cigarro, mas sim a ansiedade que o fumo alivia e a culpa de saber que ao mesmo tempo em que faz mal, não é tão simples de ser deixado de lado. Desesperado, não usei travesseiro de pedra, mas paredes religiosas, fundações doutrinárias, mantras insuportáveis e qualquer outro aparato de “fé” que mesmo desagradável servisse para reclinar um pouco a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Descansei e tive sonhos! Não com escadas que ligam o Céu e a Terra e anjos que sobem e descem mesmo tendo asas, não curto muito esse lance de alucinógenos sabe?! Mas sonhei com um Deus me dizendo que eu era livre, que me acompanharia na jornada, que estava comigo e não arredaria o pé enquanto não cumprisse essa promessa. Um Deus de amor falou comigo. Infelizmente, a culpa e o travesseiro não me deixaram ouvir amor, apenas escutei “Deus”. Abri os olhos e vi tudo escuro. Tive muito medo! E que culpa e travesseiro que nada! Sejamos sinceros, eu é que não queria ser livre nem amado, onde já se viu isso?! Eu merecedor de algo assim? Jamais! E pior, onde já se viu ter um Deus junto comigo e nas mentiras que conto! Jamais! Um Deus que me acompanha, ama e apóia? Deus me livre! É responsabilidade demais para um enganador consciente da desgraça que sou!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Esperei o sol raiar e, assim como Jacó, propus um negócio para Deus: se desse tudo certo, eu conseguisse viajar em paz, enriquecesse, passasse tranqüilo na vida e tivesse garantia de retorno para casa (Deus), além de eleger Deus como meu Deus, daria também o dízimo. Continuei a vida nessa constante luta com Deus, Ele querendo me deixar livre e eu querendo depender da culpa para não ser responsável pelas minhas mentiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a viver assim: se tudo é garantido e o negócio é feito, eu erro e em seguida peço perdão e bola para frente que no final retorno para casa. Falsa santidade, medíocre crença covarde! Assim como Jacó ainda passei a vida enrolando os outros e ficando profundamente magoado quando enrolavam a mim. Utilizava o nome de Deus em vão. Condenava os outros, “santificava” a mim mesmo. Eu estava certo, pois fizera um pacto com Deus. Negócio é negócio, certo?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Infeliz infortunado cheio de posses e garantias, tive um dia de enfrentar a vida. Esaú encontraria e talvez mataria Jacó. Eu tinha que crescer e me mataria se alguém também a mim não o fizesse. Prolongar mais um dia de decisão era prorrogar mais uma eternidade de sofrimento. O problema não é o sofrimento, mas não saber viver com ele. E para quem negocia com Deus por medo de amor e de liberdade, que dirá sozinho ter que lidar com o sofrimento. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Jacó retirou-se para um lugar sozinho, viu um homem e pôs-se a lutar. Fiz o mesmo. Jacó me disse que bateu nele, bateu em si, agarrou-o, jogou-se até o sol raiar mais uma vez. Fiz o mesmo. Jacó foi tocado na coxa, eu no coração. Jacó conhecia aquele homem, sabia seu nome e também que Ele sempre esteve ali. Eu também! Jacó mudou de nome, eu mudei de vida. Jacó não saiu ferido da batalha, eu também não. Jacó tornou-se manco, nunca mais andaria como antes. Fiz igualzinho, tornei-me de coração quebrantado e nunca mais viveria sozinho. Jacó mudou o jeito de andar, e nós o jeito de viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Em minha última conversa com Jacó, lembramos das experiências que nos fizeram mudar a caminhada. Em nossa última conversa sorrimos pensando nos dias que andamos como todos sempre andaram e quão infeliz foi não aceitar ser aGraciado e assumir o jeito que andamos de verdade. Deus sempre esteve conosco, e no dia que decidimos parar de lutar por ele, contra ele, por nós, contra nós, pelos homens e contra os homens, descobrimos o quanto os homens são amados por Deus. A culpa não faz sentido e muito menos faz sentido andar de modo que agrade a todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Jacó começou a andar mancando e todos perceberam a imperfeição. Como andar manco? Está ferido? Não, está salvo, com um andar transformado, um andar que para outros é imperfeito, mas para Jacó é transformação. Eu comecei a ter coração fraco, que para muitos é imperfeito, mas para mim é salvação. Lutei com Cristo e com homens e venci. Não porque ganhei de todos, mas porque perdi aquele travesseiro de pedra que me servia de descanso, porque larguei da negociação que fazia com Deus, porque assumi minhas pernas, entendi minha liberdade, passei a amar e sabendo que antes de tudo, fui amado primeiro. Continuo conversando com Jacó todos os dias, ele continua mancando e eu aprendendo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8039890615174195217?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8039890615174195217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/confissoes-de-uma-conversa-que-tive-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8039890615174195217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8039890615174195217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/confissoes-de-uma-conversa-que-tive-com.html' title='Confissões de uma conversa que tive com um amigo morto'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8301218387851636877</id><published>2011-06-12T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T06:05:15.224-07:00</updated><title type='text'>Para almoços</title><content type='html'>Preparar almoços requer um certo trabalho. São algumas horas juntando elementos diversos num único prato. Vinte minutos depois de feito, o demorado processo de preparação desaparece em garfadas, facadas e goles. Sobra bastante louça... Longo período de produção, curto de prazer e as sobras trabalhosas. É a refeição que mais gosto do dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoços são retratos da vida; processos árduos de crescimento que nos convidam a instantes de prazer e depois nos reconvocam à labuta. Por isso amo a vida! Jamais esquecerei daqueles instantes de prazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoços são retratos das relações românticas; manhãs juntando os diferentes em um único&amp;nbsp;presente, um&amp;nbsp;presente&amp;nbsp;de lampejos de eternidade, que quando abertos, nos lembram que as relações não são nem a produção do presente e nem o presente em si, mas são&amp;nbsp;as retomadas do caminho que nos faz almoçar. Por isso amo o amor! Jamais me esquecerei de almoçar todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoços são retratos do que tenho contigo; dias planejando o dia que nos veremos para curtir um fim de semana, qualquer&amp;nbsp;que seja, e depois retornar para rotina, não abandonar a vida, mas tornar-te parte, a mais bela parte, dela. Por isso te amo! Jamais me esquecerei dos fins de semana fora da rotina que não abandonam a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dia dos namorados. A todos um bom almoço! E a nós, o almoço de todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para Ana Beatriz Paulichenco Tavares &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8301218387851636877?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8301218387851636877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/para-almocos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8301218387851636877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8301218387851636877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/para-almocos.html' title='Para almoços'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-220157550610775296</id><published>2011-06-07T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T14:32:50.136-07:00</updated><title type='text'>Como é a verdade?</title><content type='html'>A verdade é uma casa. Queremos muito que essa casa se abra para o mundo e que também&amp;nbsp;o mundo veja&amp;nbsp;como é dentro&amp;nbsp;casa, quer dizer,&amp;nbsp;vivemos a procura da porta.&amp;nbsp;Para isso, procuramos escritores. Entretanto,&amp;nbsp;escritores são homens e mulheres que abrem janelas. Pelas janelas vemos duas partes de dois mundos:&amp;nbsp;uma parte de dentro do mundo de dentro e uma parte de fora do mundo de fora. Os problemas que surgem da verdade não é de quem escreve, mas de quem lê e passa a fazer de porta as janelas. Quem&amp;nbsp;sai e entra&amp;nbsp;de uma casa pela janela é ladrão! Ladrão não tem tempo para observar e cuidar da casa, e nem tem paciência de ficar no mundo. Vive ansioso para&amp;nbsp;sair e para entrar, roubando assim a beleza da casa e&amp;nbsp;fugindo da realidade&amp;nbsp;da vida e&amp;nbsp;do mundo. Não&amp;nbsp;liga um mundo e uma casa pela janela, não é de bom tom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nós os bons leitores, continuamos a procura da porta. Vemos quartos, passamos por salas, admiramos quadros, sentimos cheiros de alimento&amp;nbsp;na cozinha, as limpezas do banheiro, os novos e velhos móveis... De ambientes em ambientes, janelas em janelas, vemos o mundo de fora e o mundo de dentro, mas a porta que marca um encontro para os dois ainda não encontramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia também encontramos um&amp;nbsp;lugar úmido e escuro. Vemos duas antigas tábuas de madeira que a muito tempo ninguém limpava e nem mexia. Pomos nossas mãos em cima da madeira cheia de pó e teia e a forçamos! Um feixe de luz clareia o cômodo ainda não visitado. Abrimos uma nova janela de num novo quarto! Que maravilha! Fantástico! Mas ainda não é porta... Não, não é uma porta! Mais uma janela que mostra mais uma parte da verdade, mais um contato entre a casa e o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de tudo isso,&amp;nbsp;o grande problema é que estamos do lado de fora da casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-220157550610775296?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/220157550610775296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/como-e-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/220157550610775296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/220157550610775296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/como-e-verdade.html' title='Como é a verdade?'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5540203526986556157</id><published>2011-06-06T18:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T18:35:38.422-07:00</updated><title type='text'>De quem quero o que quero</title><content type='html'>Dos amantes quero aprender a sonhar, quero saber como é sofrer de saudade feliz! Já dos pedintes, quero saber como é baixar a guarda e abrir mão do orgulho. Dos andarilhos quero a força dos pés e a capacidade de ser destemido frente ao desconhecido, quero saber andar por qualquer caminho e viajar sem saber exatamente onde chegar. Dos oradores quero a preocupação com o doar de boas palavras.&amp;nbsp;Dos pintores quero a preocupação com a cara das cores. Dos cantores quero a harmonia e a preocupação com a intensidade da voz. Dos atores quero a expressão. Dos dançarinos quero o movimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos vivos quero o tempo que lhes falta. Dos mortos quero o silêncio que a eles se presta. Das festas quero a alegria. Dos velórios quero as luzes das velas. Das igrejas quero os respeitos. Dos hospitais quero o cuidado. De quem quer muito quero sempre a vontade de querer. De quem quer pouco quero sempre a vontade de comedir. Dos acelerados quero a corrida. Dos calmos quero a ponderância. De Kierkegaard quero a angústia. De Rousseau quero a liberdade! De Cristo quero salvação, mas do fariseu não quero nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quereres em quereres sonho com uma vida construída, uma boa vida construída. Quisera eu que todos os homens quisessem sempre aquilo que nos traz esperança.&amp;nbsp;Quisera eu que&amp;nbsp;os indivíduos fossem além do que quero. Que Deus nos ajude a entender que Ele quer e que não há um se antes de seu nome. Que o querer de quem quer o que Deus quer transforme aquilo que queremos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5540203526986556157?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5540203526986556157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/de-quem-quero-o-que-quero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5540203526986556157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5540203526986556157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/de-quem-quero-o-que-quero.html' title='De quem quero o que quero'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1101703085487195818</id><published>2011-06-06T16:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T16:01:24.322-07:00</updated><title type='text'>Devaneio sobre o tempo (Sempre não é todo-dia)</title><content type='html'>Sempre preferi o "era uma vez", muito mais do que o "e&amp;nbsp;viveram felizes para sempre". O sempre do "felizes para sempre" é uma ilusão,&amp;nbsp;ele só dura até o próximo "era uma vez". Por isso gosto muito mais do "era uma vez", ele é mais real, mais regular, mais constante e menos mentiroso. Bem,&amp;nbsp;sempre acontece o&amp;nbsp;"era uma vez", mas o "felizes para sempre" não dura sempre, termina no próximo "era uma vez". Uma vez é sempre uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa confusão de começo e fim de contos de fada é para lembrar de um detalhe importante: sempre não é todo-dia. Quem me disse essa frase foi um amigo de faculdade, Pedro Conceição, e guardei-a comigo até este presente momento em que escrevo e espero lembrá-la daqui para frente em todo-dia. Me interessei muito por essa idéia porque ela me fez pensar que o sempre é ilusório, não convida à reflexão e engana a&amp;nbsp;vida. O sempre é tradicional, não respeita realidades e nem suas mudanças. Por exemplo, a frase "sempre foi assim" só é dita quando algo sai do tradicional, do comum, quando algo muda. Sempre foi assim, mas hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é um dia. Um dia não é sempre, mas só um dia. Sempre se repete um dia após o outro, até o dia que essa sucessão parar, e então o sempre morre também. Todo-dia é mais que um dia e implica em pensarmos em todas as unidades que completam um todo, finito, reflexível e não ilusório. Todo-dia não nos apresenta, como o sempre faz, um ilimitado tradicional, mas um delimitado construído. Sempre não está em nossas mãos e não é de nossa responsabilidade, mas todo-dia exige uma reflexão e o trabalho com as mudanças na realidade. A realidade não é composta de sempres, mas de dias. Marcamos nosso tempo não de sempres em sempres, mas de todo-dia esperando ou pensando, quem sabe, num sempre, que prefiro chamar de Eterno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo de "Eterno" porque Eterno é&amp;nbsp;maior que sempre e que todo dia,&amp;nbsp;engole e engloba os dois. Eterno não está em nosso controle, não depende de nós, mas se impõe e nos convida a admirá-lo e constranger-nos. Eterno atravessa o tempo, tanto o sempre que sempre foi assim até a mudança de&amp;nbsp;hoje, quanto o todo-dia que se constrói e olha para o chão e para frente. O sempre nos lembra de algo que existiu até que uma vez mudou, e o todo-dia de que algo há de existir e continuar para além de nós. Todo-dia precisamos pensar de como sempre foi e tentar imaginar do como será. Todo-dia precisamos nos conscientizar do incontrolável, do Eterno. O que foi, o que é e o que será são ínfimas partes que destacamos desse Eterno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre preferi o "Era uma vez" porque ele indica a possibilidade de mudança. Sempre preferi o "Era uma vez" porque introduz o caminho de uma nova estória. Sempre preferi o "Era uma vez" porque um dia quero saber que "Era uma vez um tempo em que pensávamos sempre ser assim, mas vivemos todo-dia, mudamos e conhecemos uma realidade que é e sempre será". Sempre não é todo-dia, mas só às vezes. Agora, todo-dia caminhamos dentro de uma Eternidade, e todo-dia será assim até o fim de todo-dia em que buscamos o Eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1101703085487195818?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1101703085487195818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/devaneio-sobre-o-tempo-sempre-nao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1101703085487195818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1101703085487195818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/devaneio-sobre-o-tempo-sempre-nao-e.html' title='Devaneio sobre o tempo (Sempre não é todo-dia)'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-984731827287116692</id><published>2011-06-06T14:14:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T14:14:24.434-07:00</updated><title type='text'>Palhaços na Câmara - Texto de minha amiga Raphaella Burti</title><content type='html'>Normalmente não me&amp;nbsp;atrevo a falar em&amp;nbsp;política, mas ultimamente sequências de descaradas&amp;nbsp;babaquices e hipocrisias no cenário político do meu país têm me revoltado. Ando indignado e sentindo-me curvado por causa de uma suposta placa presa ao meu pescoço onde inscreveram "imbecil". Desculpe-me pelas palavras graves que utilizei neste parágrafo, mas é por causa da revolta. Felizmente, recebi esta semana um texto de minha amiga Raphaella Burti, uma estudante de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo, que experimentou também um pouco de minha revolta. Com vocês, Raphaella...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palhaços na Câmara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, como cidadãos, acreditamos que fazemos nossa parte na democracia apenas votando para Presidente, Governador, Prefeito, Senador, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao visitar a Câmara Municipal de São Paulo, como parte prática da disciplina de Direito Constitucional e assistir a uma Comissão, percebi, pelo menos naquele momento, que os vereadores mais encenavam do que discutiam. O Auditório Prestes Maia mais parecia um palco teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, com uma pauta sobre comércio ambulante na região de Pinheiros e a outra não me lembro, mas o que Srs. Vereadores menos discutiram foi a pauta. A primeira fala de um dos vereadores foi sobre a votação de outra pauta, que não foi discutida em Comissão, então se iniciou uma série de “pela ordem Sr. Presidente”, a mesa revoltou-se, todos queriam discutir a pauta de outra comissão que não foi discutida e, simplesmente, esqueceram-se da atual. Pareciam crianças mimadas falando: “Ah, Sr. Fulano falou mais que 20 minutos, eu também posso!”. Arrisco dizer que parecia proposital, discutiram tanto, brigaram tanto, inclusive dois Vereadores se retiraram da mesa, e falavam do Regimento Interno, que, por não ter sido respeitado, estava ignorando a democracia e reafirmando a ditadura, porém não seria o Regimento uma “herança” da ditadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi apresentado é pior que ditadura, ao menos na ditadura é proibida participação ou qualquer questionamento do povo, mas na chamada democracia que vivemos, eles fingem que fazem e o povo finge que está bom. Está errado! Não basta elegê-los, tem de fiscalizá-los, questioná-los, PARTICIPAR de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda minha vida, essa foi a primeira comissão que participei, e me decepcionei muito. Gostaria de participar de todas, aliás, assistir a todas, porque participar mesmo, só os Vereadores e autoridades participam, o povo não tem esse direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “engraçado” é observar que, quando na mesa, são inimigos, mas, fora dela são todos muito bem entrosados. Só pode ser para nos fazer de palhaços. A mesa da Comissão mais parece um circo, em que os palhaços da mesa fazem a graça e nós rimos, porque é isto que fiz a Comissão inteira, eu gargalhei com as falas dos Vereadores. Nada é levado a sério. Eles que nos fazem rir, mas, na verdade, os palhaços somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha me exaltado, entretanto, acredito que muitos concordam comigo. Essa farsa democrática é uma vergonha, pior ainda é o povo permitir que isto aconteça. Enfim, espero poder fazer algo pelo meu país como futura gestora de políticas públicas, e denunciando fatos como este, já é um começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raphaella Burti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-984731827287116692?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/984731827287116692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/palhacos-na-camara-texto-de-minha-amiga.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/984731827287116692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/984731827287116692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/06/palhacos-na-camara-texto-de-minha-amiga.html' title='Palhaços na Câmara - Texto de minha amiga Raphaella Burti'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-715400909486807143</id><published>2011-05-16T07:51:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T19:15:30.527-07:00</updated><title type='text'>Armados e amados</title><content type='html'>"Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus... No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro." (1 João 4: 7, 18 e 19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escuro esconderijo brilhava&amp;nbsp;com os&amp;nbsp;clarões das explosões. O insuportável zumbido de projéteis assustava o pobre soldado defensor de bandeira própria. Bom talvez fosse o tempo em que as armas não existiam, ou pelo menos que nossos soldado não as via. Sair daquele&amp;nbsp;desconfortável bunker&amp;nbsp;o mataria, e ficar convocaria as sombras da agonia para um eterno jogo de cartas. Pôquer, buraco ou truco? Não faz diferença! Jogar contra a agonia sem&amp;nbsp;apostar a própria&amp;nbsp;vida&amp;nbsp;é perder sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em guerra, todos são amados,&amp;nbsp;todos estão armados. Amados por Deus,&amp;nbsp;mas&amp;nbsp;defensores cada um&amp;nbsp;de sua pátria. Seis bilhões de pátrias em estado belicoso. O medo estremece as pernas, força os dedos e dispara os gatilhos. O soldado agoniado luta contra o medo, contra a vida, contra Deus e contra os homens. Olhos fechados, esconderijo apertado, vida sem vida. Só o amor finda a guerra, só a guerra&amp;nbsp;esconde o amor. Quisera Deus que esse soldado amasse para diminuir ao menos uma arma neste mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nosso soldado já fora baleado. Uma vez, quando amou, mal se desarmara e uma bala atravessou-lhe o ombro, perto do peito, centímetros do coração. Sair novamente? Arriscar de novo? Melhor perder no jogo de cartas! Que amor triste é esse?! Enquanto participa da guerra, o soldado tem certeza da possibilidade da vida. O problema de ter certeza de uma possibilidade, é que possibilidade é sempre em potência, e pode ser que nunca chegue. Certeza de possibilidades é ilusão! Para que ser traído novamente pelo amor? Para que ter certeza da morte se posso me iludir com a vida? Soldado bom soldado mantém-se em guerra e se afugenta em desagradáveis guaridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio aos clarões, um vulto de vestido, desarmado e sem colete, passeia entre o abismo de fogo. Que linda moça! Que belos olhos! Dançante cabelo liso! Amor à primeira vista. Amor sem chance de segunda vista. Apaixonado e embebedado de amor, não teve chance de admirar aquela beleza por mais que alguns segundos. Logo angustiou-se por ver a bela mulher cair em terra. Amou, desarmou, morreu. A angústia tomou conta do coração soldado, limpou a sombra da agonia dos olhos e trouxe um fio de esperança: "Como minha amada morre? Não pode ser assim! Não posso viver sem amar! Que angústia é&amp;nbsp;esta a&amp;nbsp;que me bate?!". Um lampejo de eternidade, mil anos em um segundo. O angustiado move as pernas e afrouxa os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apressadamente e tomado de vida largou sua arma, abriu o colete, estufou o peito, esticou os joelhos e correu em direção à sua amada. Leve, vivo, solto! Experimentou a paz e a liberdade, deixou de lado o jogo da agonia, deixou ser movido pela angústia e, de coração transbordando, caiu com os braços sobre o corpo da moça.&amp;nbsp;Fora baleado. Sangrando com dificuldade de respirar, pode fixar por uma vida inteira os olhos de seu amor. Pode se apaixonar, pode amar, pode morrer. Respirou o último fôlego da amada e, baleado, caiu também no chão. O amado que amou o outro perdeu o medo. Antes, os dois foram amados, mas, por causa da liberdade do amor, deixaram de amar e armaram-se. Medo... Mas o amor voltou! Ressuscitou no meio da guerra, brilhou os olhos e trouxe uma vida para a eternidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar a todos nos mata, leva-nos para a cruz... Mas em três dias ressuscitamos... Amar nos&amp;nbsp;traz à&amp;nbsp;vida eterna! Não que seja fácil, não que eu o faça, não que se assim&amp;nbsp;não fizermos seremos culpados, julgados, condenados e castigados... Mas levemos aos extremos para sempre refletir sobre nossas relações e... Amemos uns aos outros....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratis i Kristus&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-715400909486807143?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/715400909486807143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/armados-e-amados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/715400909486807143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/715400909486807143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/armados-e-amados.html' title='Armados e amados'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4668915037890034142</id><published>2011-05-09T19:08:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T16:21:42.146-07:00</updated><title type='text'>Discussões inúteis!</title><content type='html'>"Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor. Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas. Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada." (1Timóteo 1: 2 - 8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tido problemas com discussões inúteis. Inúteis não num sentido daquelas coisas que nada tem de valor mas tudo transformam com seus significados. São inúteis porque de nada vem e a nada vão. Inúteis são as&amp;nbsp;respostas que não tiveram um caminho percorrido conscientemente e que também não percorrem o caminho do argumento diferente. Mestres da lei são inúteis. Eu, quando mestre da lei, sou este tipo de&amp;nbsp;inútil. Uma discussão que parte de um problema e requer soluções "fast-food" (palavras quase que prontas, tradicionais ou retiradas de algum texto comum sempre lido do mesmo jeito), as quais quando divergentes são paralelas e nunca entenderão uma a outra, não é diálogo, é inutilidade! Tenho tido problema com discussões inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes discutia inutilmente, mas agora aprendi um novo caminho: mostrar o caminho, não o ponto de chegada. Que belo é o caminho! Pena que depois de apresentado, os outros tem a opção de tomá-lo ou não. Mais uma vez, tornei-me refém dos livres. Para que haja diálogo, eu preciso estar disposto a trilhar o caminho do outro e o outro o meu. O objetivo de um diálogo é que transbordemos do amor que procede de um coração puro, e não as intermináveis mitologias e genealogias. Sinto falta da falta de mestres da lei... Se ela é boa, que seja utilizada de maneira adequada, não em discussões inúteis! Caminhe os caminhos, descubra pontos finais, mas não prenda-se a respostas paralelas, indispostas e categóricas. Fujamos da inutilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4668915037890034142?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4668915037890034142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/discussoes-inuteis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4668915037890034142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4668915037890034142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/discussoes-inuteis.html' title='Discussões inúteis!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1519003511797220641</id><published>2011-05-03T14:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T14:26:52.325-07:00</updated><title type='text'>Dia de um recepcionista de um Hospital</title><content type='html'>Dia 3 de maio de 2011, terça-feira&lt;br /&gt;Mais um dia de trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje como um dia qualquer levantei e fui para o trabalho. Peguei um busão lotado, ouvi Rush, Red Hot, Chambao, Ole Funk, Falcão, Zeca Pagodinho e Pavarotti. Como já sabes, gosto de diversificar meu vocabulário musical. Vi um cartaz muito interessante de um Banco holandês que tem sede nos EUA e tem grande clientela na argentina. Cheguei atrasado. Trânsito dos infernos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei em minha cadeira, ajeitei o microfone, estiquei os braços em direção ao teclado do PC e respirei fundo: "Vamos lá!". Primeiro nome a ser chamado à recepção (um Hospital vive cheio, então todos da fila já estavam nervosos): "Senhor Lars Von Füks... (um minuto de estranhamento com o nome) Senhor Lars Von Füks". Nome chique esse né?! Então ouvi um "Bom dia" grave e bem dito. Tirei os olhos do papel com o nome do paciente e me espantei à minha frente um negão 4x4 careca de barba cheia e vestido com uma bata branca. "Von Füks?" - perguntei - com estranhamento e sobrancelhas cerradas,&amp;nbsp;o afrodescendente (que pelo nome não era bem afrodescendente) balançou a cabeça sem cabelos positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estranho não?" - pensei - "Deve ser a miscigenação... É,&amp;nbsp;deve ser&amp;nbsp;a miscigenação". Pois bem, você não vai acreditar, não mesmo! Foi assustador! O próximo nome: "Por favor,&amp;nbsp;Senhor Abdulah Mohammad, Senhor Abdulah Mohammad"... Calmamente guardei o papel na gaveta, fechei a gaveta, levantei a cabeça e os olhos, e... ERA JAPONÊS!!! COMO ISSO??? UM JAPONÊS!!! ABDULAH MOHAMMAD?! JAPONÊS!!! "Deve ser a globalização, deve ser... Só pode!". Curioso perguntei: "O senhor é descendente de árabe?", respondeu: "Não, eu sou chinês". CHINÊS!!! O ABDULAH ERA CHINÊS!!! Meus olhos e ouvidos estão muito mal treinados! Você me entende? Compreende o que se passou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu compreendi. Não é a globalização e nem a miscigenação. É o preconceito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até próximas conversas querido diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Maria de Carvalho&lt;br /&gt;(Recepcionista de um Hospital)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1519003511797220641?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1519003511797220641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/dia-de-um-recepcionista-de-um-hospital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1519003511797220641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1519003511797220641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/dia-de-um-recepcionista-de-um-hospital.html' title='Dia de um recepcionista de um Hospital'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7668927827917585031</id><published>2011-05-01T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T18:11:59.926-07:00</updated><title type='text'>Preguiçosos e Excessivos</title><content type='html'>Em um mundo de dois continentes e um só mar, existiam dois povos de uma população só. No Continente-Oeste estavam os Preguiçosos e no Continente-Leste os Excessivos. O problema de chamar um lado de Leste e outro de Oeste é que no espaço não existem pontos cardeais... Mas este é um outro problema, que ficará à cargo de algum outro texto em que eu me preste a tratar de geografia-astronômicológica. O que importa é que o povo&amp;nbsp;do lado Oeste nunca ia para&amp;nbsp;a outra terra&amp;nbsp;porque era demasiadamente trabalhoso, assim como, por outro lado (literalmente), o povo do&amp;nbsp;Leste nunca parava no Oeste, pois quando se prestava a atravessar de um lado para outro não se contentava com paradas e, excessivamente andando, voltava ao ponto de partida. Um lado sempre parado e outro andando demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo do Oeste era muito lento, não via o mundo girar. Cresceram todos juntos e amontuados; explorar terras exige que o espírito sopre todo-santo-dia, e soprar sempre requer o fôlego que a preguiça não tem: o fôlego de vida. Neste Continente ninguém morria, pois a vida não é digna de descanso, apenas os preguiçosos podem parar.&amp;nbsp;A falta da vida trabalhando e pedindo descanso&amp;nbsp;impedia que os seres&amp;nbsp;crescessem. Quem é preguiçoso não cresce. Os preguiçosos eram pequenos e com grandiosa nobreza; não no sentido de virtude, mas de cargos e títulos mesmo. Todos eram nobres, nenhum era vivo. A preguiça não é digna de morte, pois em momento algum deixou que crescesse a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado (mais uma vez literalmente), o povo do Leste era muito rápido! Por esta razão também não via o mundo girar! Os excessivos&amp;nbsp;corriam, corriam, corriam... Corriam&amp;nbsp;tanto, que&amp;nbsp;todo movimento parecia inércia. Explosões para lá, transformações para cá, notícias ao norte, negócios ao sul... Excessivamente exagerados! Excessivos são o oposto dos preguiçosos: espalham-se&amp;nbsp;pela terra&amp;nbsp;com tamanha velocidade, que acham&amp;nbsp;que descobriram tudo, creem que não existem mais mistérios e que o fim do mundo encontra-se no furo de seus abdômens. Ninguém se vê deste lado do mundo. Também ninguém morre, pois&amp;nbsp;quando não se percebe&amp;nbsp;a vida&amp;nbsp;passar,&amp;nbsp;também não se&amp;nbsp;vê a morte chegar. Os excessivos&amp;nbsp;roubam de si mesmos as Sensações.&amp;nbsp;Não perceber a vida impede que os excessivos amadureçam. Imaturos e grandiosamente informados. Todos sabiam o que se passava, mas nenhum experimentava as experiências... A excessividade não reconhece a vida, pois em momento algum permite que ela se apresente de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excessivos e preguiçosos, dois povos de um mesmo mundo. Dois imortais, dois não-eternos. Os preguiçosos não crescem, os excessivos não amadurecem. O mundo de nenhum deles gira, a vida não vive e os opostos, mesmo sem se encontrarem, rumam para a mesma verdade: &lt;em&gt;para&amp;nbsp;que a&amp;nbsp;vida valha a pena, não moremos em continentes, lancemo-nos ao mar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado à Luciana Hitomi, que com poucas palavras me ensinou que "os preguiçosos nunca crescem".&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7668927827917585031?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7668927827917585031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/preguicosos-e-excessivos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7668927827917585031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7668927827917585031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/05/preguicosos-e-excessivos.html' title='Preguiçosos e Excessivos'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7763731520365697784</id><published>2011-04-29T16:20:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T18:15:03.663-07:00</updated><title type='text'>Entre mensageiros e iguais</title><content type='html'>Depois de um dia em silêncio, numa cidade aparentemente pacata, dois mensageiros entraram na casa de um&amp;nbsp;Anfitrião. O dono da casa não era bem "flor que se cheire", homem dos bons, mas sabido das artes da malandragem. Recepcionou os dois portadores de uma mensagem, preparou uma comida e&amp;nbsp;enquanto ajeitava os&amp;nbsp;aposentos de seus&amp;nbsp;filhos para que&amp;nbsp;aqueles dois desconhecidos pernoitassem, ouviu alguém bater à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem será?" - perguntou-se o Anfitrião. Era noite quente. Os humanos daquela cidade, do lado de fora da casa,&amp;nbsp;reclamavam direitos sobre a vida daqueles dois mensageiros. Onde já se viu homens desconhecidos entrarem em uma cidade desconhecida e simplesmente encaminharem-se para a casa de um morador? Onde já se viu em uma cidade má alguém trazer uma mensagem sem nem ser aprovado pelos ouvintes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dó daqueles dois mensageiros. Não, tenho mais dó ainda daqueles cidadãos. Em si carregavam maldade. Não carregavam&amp;nbsp;atos ruins, mas&amp;nbsp;maldade mesmo. Sua cidade era injusta e nenhum deles discordava da injustiça civil. Eram todos iguais. Todos iguais! Todos andavam juntos, batiam na porta juntos, gritavam juntos e ficavam cegos juntos. Aquele que com eles não andar merece sofrer em suas mãos! Onde já se viu dois mensageiros não passarem pela justiça da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois mensageiros que na casa do Anfitrião se&amp;nbsp;resguardavam foram ameaçados. Com o que? Com abuso! Seriam abusados por aqueles homens! O problema está no ato? Não, está na maldade dos cidadãos em abusarem do diferente, dos diferentes, dos dois visitantes e do Anfitrião (que lembrando: não era bem flor que se cheire). Onde já se viu alguém trazer uma língua diferente da nossa e não sofrer em nossas mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde já se viu alguém trazer uma mensagem que ninguém está aconstumado a ouvir? Onde já se viu estrangeiros virem para nossa cidade e não se adequarem à nossa injustiça? Onde já se viu um Cristo descer dos céus e apresentar uma mensagem que todos não querem ouvir? Onde já se viu alguém trazer uma mensagem para ninguém, ou melhor, para os ninguéns? Estamos falando de todos... Onde já se viu dois mensageiros entrarem em nossa cidade sem serem convidados e testados? Onde já se viu um Cristo destruir tudo e reconstruir em três dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo não prega a morte, mas a ressurreição. O Cristianismo não se preocupa com o pecado, mas com o cuidado com o pecador. O Cristianismo não se preocupa com atos, mas com os tesouros dos corações. Em Cristo não pode haver morte, destruição e condenação para quem erra, mas sempre a Graça da Salvação! O que me dói nesta estória não é a atitude de uns, mas a postura de todos os&amp;nbsp;iguais. O que me incomoda não é o "pecado" que se expressa, é a conformidade que se esconde. O que mais assusta é o abuso de todos os homens de uma mesma cidade sobre os diferentes. Os fundamentalistas que me perdoem, mas sodomia é a maldade de abusar da minoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cristo a prostituta entra no Reino dos Céus antes dos religiosos. Em Cristo o menor é sempre o maior. Em Cristo um Deus poderoso morre. Em Cristo uma mulher digna de ser exaltada é a senhora que oferta uma única moeda. Em Cristo o publicano ora com mais fé do que o fariseu. Em Cristo a maior Lei é amar ao próximo (independentemente de quem seja ou o que faça). Em Cristo a vida vale mais do que os livros. Em Cristo Moisés diz algo, mas Cristo diz outro. Em Cristo o pescador é discípulo e o sacerdote inimigo. Em Cristo quem precisa de saúde são os doentes. Em Cristo as mulheres tem mesmo espaço que os homens. Em Cristo o Templo não vale nada perto de um coração. Em Cristo o Samaritano odiado é quem ama de verdade. Em Cristo cumprir a Lei não é suficiente, precisa vender seus tesouros e dividi-los com os pobres.&lt;br /&gt;Em Cristo o próprio Deus lava os pés de seus seguidores. Em Cristo... Em Cristo... Em Cristo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cristo não há um só que não seja pecador. Mas também não há um só pecador que não seja salvo. Em nome de Cristo "Amai-vos uns aos outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto agraciado por Ana Beatriz Paulichenco: &lt;br /&gt;Obrigado por me ensinar a ler esta estória Bíblica com outros olhos. Tua inspiração foi além do romance e transcendeu o "de-sempre". Que o coração continue aberto para os sentidos&amp;nbsp;e os olhos atentos para as letras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7763731520365697784?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7763731520365697784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/entre-mensageiros-e-iguais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7763731520365697784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7763731520365697784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/entre-mensageiros-e-iguais.html' title='Entre mensageiros e iguais'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4546899698208574486</id><published>2011-04-27T16:39:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T17:33:44.978-07:00</updated><title type='text'>Jonas na barriga da Agonia</title><content type='html'>Quando eu era menino pensava como menino: achava que a estória de Jonas estava no Gênesis, muito provavelmente próximo ao dilúvio, talvez&amp;nbsp;entre Noé e Moisés (que também se figurava no primeiro livro&amp;nbsp;dos cinco primeiros). Sei lá se é porque nas três aventuras rola um mar, água, maldade e uma certa destruição, mas para mim eram todas próximas umas das outras. Aliás, eu nem imaginava a possibilidade de Jonas ter um livro só pra ele, e muito menos que um homem tão medroso&amp;nbsp;e egoísta fosse chamado de profeta (mais tarde, para&amp;nbsp;contentar&amp;nbsp;meu péssimo&amp;nbsp;senso de justiça,&amp;nbsp;descobri que pelo menos&amp;nbsp;era um profeta considerado&amp;nbsp;"menor").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma noite escura, daquelas que se segue depois de uma tempestade, apesar da "medrosidade" e egoísmo, o profeta fujão cala sua voz de denúncia e abre a porta de seu coração com uma chave das mais lindas já declamadas: "Em meu desespero clamei ao SENHOR". Este angustiado profeta,&amp;nbsp;cegado pelo mar e à deriva da escuridão, descobre o medo que apavorava à pouco os marinheiros que com ele viajavam. Os homens lembram de Deus quando suas esperanças se esvaem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estômago da Agonia, uma espécie de peixe gigante que avança nos homens&amp;nbsp;conhecedores de&amp;nbsp;uma verdade&amp;nbsp;que não&amp;nbsp;vivem, o missionário, filho de Amitai, lembra do Deus que crê, da Voz que lhe chamou à sua missão,&amp;nbsp;à&amp;nbsp;vida, e sai da sepultura para a praia: "Aqueles que acreditam em ídolos inúteis desprezam a misericórdia. Mas eu, com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei totalmente. A salvação vem do SENHOR". Os homens lembram da misericórdia quando mortos, não por quererem&amp;nbsp;viver, mas porque não querem morrer sem que sejam dignos da morte. Como diria Chaplin: "Há outra coisa mais inevitável que a morte; a vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na praia, confiante, tranquilo, talvez tendo&amp;nbsp;alcançado o porto seguro que Agostinho procurara em sua "Vida Feliz", nosso Jonas esquece de seus passos, da Agonia, abandona a angústia e, obstinado, parte para cumprir&amp;nbsp;uma missão. Não a missão da Voz que lhe chamara, a sua vida,&amp;nbsp;mas para cumprir&amp;nbsp;seu vazio desejo (ou desejo vazio). E a misericórdia? Para que se está vivo e longe de morrer? E Deus? Por que se não precisa de esperanças mais? Elas estão no celeiro e&amp;nbsp;não se esvaem, mas seu dono não se alimenta delas. Toda dor e angústia não movem mais o homem, são esquecidas por ele.&amp;nbsp;Ele não ama mais. Mas continuam no coração de Deus, o eterno amor que sempre lembra de seus filhos: "Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites frias e chuvosas, em meio a tempestades, quando esfomeado e&amp;nbsp;em mendigância&amp;nbsp;o medo bate à porta, vem o amor para abrigá-lo, alimentá-lo, esquentá-lo, dar um quarto, afofar o travesseiro e torná-lo um&amp;nbsp;hospede tão&amp;nbsp;grato, mais tão grato,&amp;nbsp;que pedirá para sair de casa em busca de trabalho e de recompensar o bom amo(r)&amp;nbsp;Samaritano que o amara. A angústia move a vida, a não conformidade move o homem. Sabendo disso, para que esperar que o mundo se&amp;nbsp;acabe para salvá-lo? Para que esperar que um homem morra para&amp;nbsp;chegar ao&amp;nbsp;fim de uma guerra? Porque não sofrer desde já a dor comum à todos e dela gerar a vida? Deus tanto chorou e sofreu que sobre si carregou todas as nossas dores, que angustiado venceu o Getsêmani. A angústia não é ruim se lembrarmos dela&amp;nbsp;enquanto ainda é dia, se lembrarmos&amp;nbsp;de que Deus sempre é misericordioso. Não esperemos pela tempestade, pela&amp;nbsp;desesperança,&amp;nbsp;pela Agonia ou&amp;nbsp;pela morte, em sentido contrário,&amp;nbsp;vivamos desde já com amor e misericórdia, desde já lembrando de Deus, desde já abrigando os arrependidos e angustiados pelos que sofrem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bom entendedor o contexto basta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4546899698208574486?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4546899698208574486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/jonas-na-barriga-da-agonia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4546899698208574486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4546899698208574486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/jonas-na-barriga-da-agonia.html' title='Jonas na barriga da Agonia'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1406580977715662640</id><published>2011-04-25T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T12:16:12.519-07:00</updated><title type='text'>Tempo bom</title><content type='html'>Nesse feriado revi um amigo daqueles que vez por outra faz falta e nas outras vezes preenche as conversas e a memória. Em nossa revisão vimos coisas novas, ensinamos e aprendemos um com o outro. Tempo bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho rádio quadrado em cima do balcão de madeira sujo e empenado por causa do calor chiava as notícias do dia. Em um dos intervalos entre&amp;nbsp;o copo de cerveja&amp;nbsp;suspenso levado à boca e o copo apoiado no balcão emadeirado, foi&amp;nbsp;chiada a previsão do tempo: "Amanhã faz um tempo firme e bom com sol na região...". Bom para quem?&amp;nbsp;- pensava&amp;nbsp;Zé da Foice, como era conhecido o "hôme" que suspendia e depositava o copo de cerveja na mesa de bar - Para mim esse sol vai é acabar com minha lavoura, já faz&amp;nbsp;meses que não chove e o tempo de colheita está chegando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequenina televisão da cozinha da casa dos Souza falava alto o jornal do almoço, enquanto Rosilene, a empregada da família,&amp;nbsp;terminava de&amp;nbsp;preparar&amp;nbsp;a comida: "Amanhã faz um tempo firme e bom com sol na região...". Bom para quem? - pensava a empregada cozinheira - Com&amp;nbsp;esse ar seco entra pó o dia inteiro nessa casa e "dá-le" trabalho!&amp;nbsp;Oh, canseira! Sem contar a tosseira que dá nas crianças e os espirros de&amp;nbsp;que meu nariz reclama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala separada da cozinha por um balcão-mesa com quatro cadeiras altas, Léozinho brincava com seu carrinho e ouvia a panela de pressão que assobiava&amp;nbsp;acompanhando a televisão branca&amp;nbsp;que mais parecia um rádio reclamando: "Amanhã faz um tempo firme e bom com sol na região...". Bom para quem? Para mim! - sorria o menino gordinho - Amanhã será dia de piscina ou de futebol na escola!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No eterno espaço vazio, invisível e imcompreensível do Céu, ouvia Deus as conversas do mundo e dos livres e entre eles as boas e velhas notícias não tão novas assim: "Amanhã faz um tempo firme e bom com sol na região...". Bom, muito bom... - pensava o Criador dos céus e da terra que ao fim de dias viu que tudo o que fizera era bom e então descansou - Espero que saibam compartilhar&amp;nbsp;suas liberdades, proteger os desfavorecidos e não se fechar em suas rotinas: chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Tempo bom para quem? Para aqueles que souberem viver independentes do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu amigo Vinícius Bueno;&lt;br /&gt;Que Deus o abençoe e que tu&amp;nbsp;não te prendas ao tempo, mas que&amp;nbsp;vivas Sem-Tempo... Viva uma Vida Eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1406580977715662640?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1406580977715662640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/tempo-bom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1406580977715662640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1406580977715662640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/tempo-bom.html' title='Tempo bom'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1387708537550654846</id><published>2011-04-25T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T14:08:49.684-07:00</updated><title type='text'>Não se indigne, mas leia!</title><content type='html'>Li hoje uma entrevista que a revista Carta Capital fez com um homem que por sua integridade, caráter e sequidão de ironia no rio que liga o território das ideias ao território das práticas, é dos mais admiráveis que conheci, o pastor Ricardo Gondim. Muito provavelmente (eufemismo para substituir&amp;nbsp;"com absoluta certeza"), um dos tópicos da entrevista chamará atenção e chocará leitores evangélicos. Sobre este ponto, gostaria de discorrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma cidade do interior de Minas Gerais, um homenzinho franzino, negro, com um sério problema de miopia e a perna esquerda um tanto quanto bem torta, era escritor e colunista do jornaleco da região. Por sua rara habilidade de manusear os signos linguísticos e pela falta de jornalistas, escrevia quase todos os dias em colunas diferentes da imprensa local, mais precisamente às terças, quartas, quintas, sextas e domingos, pois segunda era dia de falar de futebol e&amp;nbsp;sábado das festas e rodeios da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilson, que&amp;nbsp;é o nome do nosso escritor, era socialista e tinha também como ideal&amp;nbsp;a luta&amp;nbsp;pelos direitos dos negros, ou afrodescendentes, como preferia chamar. Teve uma vida complicada, difícil, de trabalho árduo na lavoura e pobreza na família. Sua mãe foi boa gente, uma afrodescendente de&amp;nbsp;quatro "pês" (pobre, preta e de pretensa periferia) como Vilson&amp;nbsp;costumava&amp;nbsp;com&amp;nbsp;leve&amp;nbsp;humor&amp;nbsp;brincar, e incentivou seu menino a estudar e ser "sabido de letras".&amp;nbsp;Esse nosso&amp;nbsp;Machado menos famoso não chegou a conhecer o pai que, um pouco&amp;nbsp;antes da vinda&amp;nbsp;do filho ao mundo, morreu acometido&amp;nbsp;de cirrose, pois era um homem muito apegado ao canavial e aos produtos da cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, confiando na fidelidade e boa compreensão de seus leitores, Vilson despretenciou um texto em que dizia que o preconceito e os problemas sociais não estavam na exterioridade, mas nos corações. Então abriu mão de leis que defendessem os negros, obrigações judiciais de patrões&amp;nbsp;aos empregados e de batalhas por direitos. Experimentou novas palavras, degustou um belo texto e apresentou um lindo prato de lentilhas, entregando&amp;nbsp;conscientemente a&amp;nbsp;sua primogenitura, o&amp;nbsp;seu dom, aos demais irmãos. Buscou aprofundar as relações e tirar do fundo da alma o que de fato transformava o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, foi para a redação. Ela esta estava fechada, as portas lacradas e as paredes pixadas. Intrigado, tomou o caminho de volta para casa.&amp;nbsp;Seus irmãos ao passarem por ele cuspiam no chão, abriam vozes destruidoras e cantavam palavrões. Um coral de maledicências. Mas por que? O que fizera?&amp;nbsp;Apenas disse&amp;nbsp;o que sempre tinha dito de modo direto!&amp;nbsp;Todos se indignaram, esqueceram da história&amp;nbsp;de Vilson, de sua integridade, da meninice pobre, da cor da pele, dos ideais, dos textos anteriores, da religião, do amor, da luta e de tudo! Não importa! Ele disse que as lutas não valem nada!... Opa! Espera aí! Vilson não disse isso, não desistiu das críticas e das transformações,&amp;nbsp;somente aprofundou a reflexão, fez com que todos enxergassem o que já estava na frente dos olhos! Mas não importa. Ninguém lê o que o autor escreve, todos&amp;nbsp;lêem aquilo que lhes apraz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldade está nos olhos de quem lê e a bondade na boca daquele que&amp;nbsp;degusta as palavras. "Tudo o que disseres será usado contra ti" não é dito por quem quer justiça, mas pelo cego que acha que vê. E o míope escritor negro e franzino foi o único que viu claramente a justiça! Pretensos homens de bem, não enxergam o outro e&amp;nbsp;somente vêem o que lhes convém! Talvez seja por isso que somos convidados a ver o mundo pelos olhos da fé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler, tenhamos como parâmetro o contexto da vida, o coração daquele que escreve e o texto que se lê. Não leiamos com os olhos,&amp;nbsp;apenas o que queremos&amp;nbsp;e com o&amp;nbsp;egoísmo que ninguém vê, escondido atrás de colunas de pureza, moralidade e razão, mas com os Olhos da Fé. A maldade está nos olhos de quem lê e a bondade na boca daquele que&amp;nbsp;degusta as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1387708537550654846?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1387708537550654846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/nao-se-indigne-mas-leia.html#comment-form' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1387708537550654846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1387708537550654846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/nao-se-indigne-mas-leia.html' title='Não se indigne, mas leia!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2448483465491523371</id><published>2011-04-17T03:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T03:50:34.763-07:00</updated><title type='text'>Gênesis 28: 16</title><content type='html'>Passadas horas de atraso da locomotiva que vinha de Minguelim e ia em direção à costa Oeste, Estêvão deu seu primeiro suspiro e ajeitou o tronco para frente, desencostando do banco de madeira escura que ficava junto à parede vermelha, próximo à porta&amp;nbsp;da pequena&amp;nbsp;estação cidade de&amp;nbsp;Laguinhos. Apesar da aparente postura de tranquilidade, fazia tempo que não ficava tão ansioso. Retornaria para casa depois de dois meses de estudos e pesquisas sobre certos tipos de plantas que existem apenas na região daquela cidade do interior.&amp;nbsp;Seria possível que&amp;nbsp;estas fossem remédio para cura de vários tipos de doença. Um prato cheio para um biólogo. Um prato cheio para Estêvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia muita&amp;nbsp;saudade de sua mulher, a&amp;nbsp;bela Lúcia, que a pouco tempo&amp;nbsp;depositara no anelar uma aliança&amp;nbsp;dourada&amp;nbsp;após uma longa cerimônia cristã. Apesar do marido não ser muito religioso e o fervor da esposa chamado de "não-praticante", fora um belo evento na Igreja Matriz. Sentia falta de suas conversas com primo Ângelo, matemático aplicado e&amp;nbsp;fissurado por Euller,&amp;nbsp;que&amp;nbsp;também&amp;nbsp;propunha uma fórmula matemática&amp;nbsp;para explicar&amp;nbsp;Deus. Fazia tempo que não conversava com Ferdinando, cabeleireiro italiano de esquina que lia muita filosofia e tinha interessantes sacadas intelectuais. Como faz falta a casa da gente! Como faz falta abrir mão de nós mesmos para termo-nos com outros. É uma ponte muito estranha essa que que se constrói entre o frio na barriga,&amp;nbsp;a saudade e a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão concentrado em controlar sua ansiedade, Estêvão nem viu o velho bilheteiro se aproximar. Um velhinho simpático, de óculos redondo, nariz alongado,&amp;nbsp;um&amp;nbsp;&lt;em&gt;cap&lt;/em&gt; azul escuro e uma farda de funcionário&amp;nbsp;ferroviário&amp;nbsp;adornada com&amp;nbsp;botões dourados de número um pouco maior que o tamanho de seu corpo. Já se aproximava da quarta hora da tarde, horário que todo bilheteiro que se prese dá uma saída do trabalho para esticar as pernas.&amp;nbsp;É que a bilheteria é&amp;nbsp;muito reservada e depois de certa hora do dia cala-se de vez, esquecendo de seu relacionamento diário com os bilheteiros.&amp;nbsp;Enquanto&amp;nbsp;puxava dedo por dedo da luva branca da mão esquerda, admirando o reflexo nos trilhos&amp;nbsp;causado pela queda que o Sol dá quando avisa de sua partida, o velhinho&amp;nbsp;deu um suspiro e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, como Deus é bom. Faz tudo tão perfeito que este mesmo Sol, nesta mesma hora do dia, em todos os dias, ande até certo ponto e me dê esta paisagem divina, maravilhosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como?! - perguntou Estêvão interessado em ensinar ao velhinho toda sua biologia-matemática-filosófica - Meu senhor, todos os dias é a Terra que gira em torno do Sol. E mesmo que tenha sido Deus que os tenha feito, não foi bem&amp;nbsp;para o senhor, mas para tudo. Aliás, não é bem uma "paisagem divina dada para ti", pois enquanto que para um velho bilheteiro da cidade de Laguinhos é bom, para algumas plantas no Outono é causa de morte, para alguns pobres sedentos é motivo de desespero e para mim é catalisador de ansiedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velhinho balançou a cabeça positivamente e&amp;nbsp;guardou a luva esquerda no bolso traseiro da calça azul escura. Calmamente, passou a mão desluvada no queixo com&amp;nbsp;um ar&amp;nbsp;surpreso&amp;nbsp;e em seguida&amp;nbsp;começou a tirar a luva branca&amp;nbsp;da direita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito interessante isso que me falas, filho. Enquanto muitos&amp;nbsp;explicam&amp;nbsp;tudo sem nem&amp;nbsp;percebê-lo, tive uma experiência de fé antes mesmo de saber como tudo é. Eu sempre vivi antes mesmo&amp;nbsp;de saber que era vivo.&amp;nbsp;Muitos procuram com as próprias pernas encontrar Deus. Caminham pelo mundo, invadem as menores cavernas, descobrem&amp;nbsp;os maiores tesouros, pegam trens, voltam para casa, reencontram amigos e a fé&amp;nbsp;ainda&amp;nbsp;parece muito distante. Deus está aí, rapaz! Talvez não controle o Sol, nem a Terra, nem a mim e nem ao sedento, mas Sua face está estampada nesse quadro. Talvez tanta dor, tanta morte, tanta ansiedade e tanto desespero, haja&amp;nbsp;porque não se vê que Deus está aqui, debaixo dos meus pés. Também&amp;nbsp;está ali depois daqueles trilhos. E&amp;nbsp;está no céu, está&amp;nbsp;no Sol, nos trens&amp;nbsp;e&amp;nbsp;na tua&amp;nbsp;casa, na esperança daquele que ama. Vá em paz,&amp;nbsp;jovem.&amp;nbsp;E que Deus&amp;nbsp;esteja contigo&amp;nbsp;em sua viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2448483465491523371?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2448483465491523371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/genesis-28-16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2448483465491523371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2448483465491523371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/genesis-28-16.html' title='Gênesis 28: 16'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7161974929442965039</id><published>2011-04-07T14:02:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T14:13:42.262-07:00</updated><title type='text'>13 pessoas morreram por isso...</title><content type='html'>7 de Abril de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem entra numa escola e dispara contra alunos e professores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dia cinzento! Apesar do sol e do bom tempo, da brisa vinda da praia, do comum&amp;nbsp;trânsito de todos os dias e das rotineiras práticas do acordar, este dia seria cinzento. Não por causa dos prédios, da fumaça dos ônibus e caminhões, das nuvens de chuva ou do uniforme de alguns policiais. O dia seria cinzento porque mais uma vez a vida não se apresentaria como preta ou branca. Uma gama de tons sempre esquecidos e desapercebidos,&amp;nbsp;lembraram-nos de&amp;nbsp;longos períodos de silêncio e pesadas respirações. Como é incômodo o silêncio! Como são insuportáveis as pesadas respirações. Um homem acordou angustiado, arrastou o corpo e lembrou-nos de longos períodos de silêncio e pesadas respirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tamanha angústia seria capaz de guiar a morte&amp;nbsp;nas as&amp;nbsp;mãos desajeitadas e trêmulas de um jovem? Ou será que foi um abismo de egoísmo que encheu de temeridade e fúria o coração de um desconhecido? Como é possível que tamanha&amp;nbsp;frieza acumule-se em um corpo humano de sangue quente&amp;nbsp;e&amp;nbsp;brilhe&amp;nbsp;os olhos de terror? Qual fora a maldade que sofrera durante a vida e que o tornara capaz de perder a própria alma dentro de si? Criminoso infiel ou inocente parvo? Lembrei-me de que a vida não é e nem nunca foi preta e branca. O dia hoje foi acinzentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, Tom, como era conhecido entre os amigos da escola, acordou de madrugada. Uma barulheira danada vinha da sala-cozinha de seu casebre na Zona Oeste do Rio. Naquela noite tenebrosa, pela fresta da porta do quarto onde dormia com seus 4 irmãos, viu seu pai em casa bêbado abusando de sua mãe. A pobre senhora negra e baixinha com um dos olhos roxo, cortes e arranhões no braço e sangue escorrendo pelo canto da boca, sofria nas mãos e no corpo de seu covarde e temeroso marido. Um homem de barba mal feita, feitio desgastado, sumido que apenas&amp;nbsp;vez por outra aparecia em casa, que por sinal não era a única que visitava desta maneira. O menino Tom guardara para si seu primeiro grande medo. Junto ao medo, sempre é plantada a semente da vingança, que não brota, mas cresce debaixo da terra, e quando&amp;nbsp;germina, germina&amp;nbsp;tudo de uma vez, sai de&amp;nbsp;dentro do terreno&amp;nbsp;uma árvore formada&amp;nbsp;logo&amp;nbsp;que&amp;nbsp;algo lhe permite respirar. O perigoso destas árvores é que podem crescer tanto, que saem do fundo do&amp;nbsp;coração e cobrem os olhos.&amp;nbsp;O vingador já não age mais por si,&amp;nbsp;é a árvore que cria vida e domina por inteiro suas ações. O menino Tom, a criança Tom, ainda veria muitas vezes esta cena, ainda apanharia daquela figura paterna&amp;nbsp;alcoolizada, sofreria nas mãos de colegas, seria traído por quem amava, perderia seus desejos, não criaria mais sonhos, morreria antes mesmo de perder a vida. A criança Tom descobriria o cinza da vida. Encontraria refúgio em filmes violentos e músicas que pedem alguma ação! Perderia o controle de si, deixaria que a árvore cobrisse seus olhos... 13 pessoas morreram por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quando criança, o menino Li, como era chamado pela mãe e os irmãos, tinha um gênio difícil. Descobriu a delícia de trazer os prazeres para si. Li conheceu o gosto do egoísmo, sentia-se o maior centro que o mundo já tivera, o maior umbigo que o mundo já viu. Sua vida valia mais que tudo e os outros não seriam nada além de meros mortais. Nem seus irmãos, nem seus pais, nem ninguém, nem todos... Para Li&amp;nbsp;o importante era ele, era o eu. Porque os outros e não a mim? Embriagou-se de egoísmo. A pior das bebidas para tornar-se viciado é&amp;nbsp;o egoísmo. Este, além de torná-lo alcoolatra, nunca o permitirá tratá-lo com grupos anônimos, não existem Egoístas Anônimos. Você sempre será e deverá ser o destaque, o nome em pauta. Pois bem, não era o caso de Li. Seu nome era pauta em casa, mimado e amado, no colégio, pentelho e folgado, na rua, traficantezinho mal-criado. Mas não era suficiente, seu egoísmo ainda não tinha sido saciado. Jamais o seria, pois egoísmos são surdos que falam mais que a boca. Encheu-se do egoísmo, encheu-se do mal. Os olhos fumegaram de raiva! Seu ego começou a berrar!&amp;nbsp;Em tiros silenciou o ego, e logo depois começou a chorar... Covarde! Não suportou o sangue que derramara... Ou então, para que seu ego fosse saciado, deveria ser o nome de Li falado em todos os jornais... 13 pessoas morreram por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez doença, psicopatia, trauma de infância,&amp;nbsp;maldade pura! 13 pessoas pagaram por isso. Wellington por causa deste incompreensível matou. Wellington lembrou-nos que a vida não é preto e branco. O mundo não é preto e branco. Tudo é muito confuso, tudo está muito acinzentado! Alguns culpam a ele, outros culpam ao sistema, à sociedade, à Deus ou ao Diabo. Não importa! O mundo continua acinzentado! Nossas vidas embaçadas, nossa dor compartilhada e a fala silenciada. Quem o culpa eu entendo, quem responsabiliza o sistema eu também estou do lado, tenho pena quem dá o crédito ao Diabo e muito me assusta e preocupa quem diz que Deus tem o controle, um propósito, que Deus é responsável. Não importa! O mundo continua acizentado! Escrevi, escrevi e escrevi e não consigo mais parar... Minha boca cala, e meu coração está cheio. Tudo para ver que é imconpreensível! Hoje, 13 pessoas morreram por isso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7161974929442965039?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7161974929442965039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/o-homem-e-as-13.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7161974929442965039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7161974929442965039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/o-homem-e-as-13.html' title='13 pessoas morreram por isso...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5435122669482996149</id><published>2011-04-06T16:05:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T16:39:21.899-07:00</updated><title type='text'>No Psicólogo</title><content type='html'>A luz baixa na saleta de chão esverdeado destacava uma figura interessante sentada em um sofá um tanto confortável.&amp;nbsp;O&amp;nbsp;sofá, porque o figura não sentia-se muito confortável, nem um pouco&amp;nbsp;a vontade. Tremia a perna direita num silêncio comedor de palavras. Foi quando ouviu de um outro não muito destacado sentado depois da mesa de madeira pintada de branco: "Podes começar, dize-me...". A figura assustada reclinou a cabeça, fechou os olhos, respirou fundo e desatou a falar. Contou de sua conturbada infância quando morava num prédio acinzentado na zona sul de São Paulo, seus dois gatos pretos e o papagaio João, este, presente da vizinha negra do apartamento 62 que jogava búzios e tarô. Isso sem contar no trabalho não divulgado de amarrações para o amor (com pagamento mediante a resultados). Declarou ter medo do escuro desde que se conhece por gente e que até hoje, depois que sua mulher dorme, levanta-se e acende a luz do banheiro no corredor. No dia seguinte culpa o "sonambulismo" que não tem. Sua mulher inclusive que não é bem mulher... Não que seja homem, jamais... É que não é de papel passado sabe? Aliás, naquele corpo feminino nada tem de passado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrou também das tristes experiências religiosas pelas quais passou. Fora católico quando criança, batizado e crismado, metaleiro adorador de Ozzy Ousborne na adolescência, budista na faculdade e vez por outra mudava para religiões jamaicanas adeptas à ervas contemplativas nesse mesmo período. Passou um tempo ateu na juventude boa e decidiu tornar-se evangélico quando conheceu a bela moça com quem é "casado". Desde então mantém a mesma profissão de fé, apesar de sempre ser assolado por dificuldades, crises e demônios que grudam eu seu encalço. Pois bem! Poderia ser este seu problema: os demônios! Seria possível? Com certeza... Até provável... Mas como derrotar estes seres? E se não forem eles? O que é bastante provável também... O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que achas? O que devo fazer? perguntou o figura recuperando o fôlego respirando fundo novamente (ou profundamente...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dize-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dize-me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizer-te o que? Acho que já disse tudo! A menos que... Sim! Devo dizer-te de meus fantasmas psicológicos, minhas sombras do passado, tentar encontrar uma raiva reprimida ou algo assim. Ou quem sabe deva contar-te os segredos das mentiras que contei e não me fazem bem até hoje. Pode ser também que deva dizer-te meus sonhos, meus anseios, meus desejos certo? Até aqueles vestidos de muita terra dentro de meu subconsciente. Dizer-te minhas psicopatias e anomalias, minhas esquisofrenias os defeitos do psiquismo... É isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Dize-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizer-te o que, Santo Cristo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Di-zi-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Sim! Porque não disses-te antes? Devo dizimar estes problemas! Aniquilá-los! Derrotar meus monstros internos! Estas feras não me deixam dormir, trazem problemas para casa e para a cama, tanto com o travesseiro quanto com a minha mulher... Mas este é um outro problema, devo dize-lo a tu ou dizimá-lo antes mesmo? Aliás, como devo dizimá-lo? Com tapas? Pensamento positivo? Livros de auto-ajuda? A Bíblia? Oração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Dizime, homem de Deus! Dizime! Não (a)creditas em Deus? Dê tua parte e entregue esses caminhos ao Senhor! Tudo mais ele fará... Olhe, a nossa conta corrente está nesse cartão e se preferires também aceitamos dinheiro ou cartão de crédito. Apenas tenha fé e (a)credites em Deus. Dizime!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah pastor... Se é assim, acho que&amp;nbsp;é melhor&amp;nbsp;pagar&amp;nbsp;e ir no&amp;nbsp;psicólogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5435122669482996149?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5435122669482996149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/no-psicologo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5435122669482996149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5435122669482996149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/04/no-psicologo.html' title='No Psicólogo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7681960417478598561</id><published>2011-03-30T15:52:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T16:06:06.649-07:00</updated><title type='text'>A hora do banho... (A Convenção)</title><content type='html'>A hora do banho para mim é&amp;nbsp;extremamente importante, é a hora da Convenção. Durante o dia converso pessoalmente com cada Chefe de Estado do meu mundo, o&amp;nbsp;mundo de Bruno. Um a um, em diferentes situações do dia, os soberanos vem&amp;nbsp;ter comigo na tentativa de manter legítimo e vivo o tratado de paz entre nós. Infelizmente, cada Chefe de Estado tem ciúmes das minhas reuniões particulares com os outros. Bem, faz-se necessária a Convenção. A hora do banho para mim é extremamente importante! Não tranquila, mas importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soberanos tem total controle de seus domínios, completo poder e plena lealdade de seus súditos. Embora cientes de sua soberania, sempre temem que esta seja violada ou enfraquecida pela soberania de outro. Faz-se necessária a Convenção. Soberania não&amp;nbsp;restringe-se ao "total domínio dentro de seus limites", mas também é o reconhecimento de seu nome pelos outros soberanos. Todos os soberanos sabem disso, o problema é que no mundo de Bruno todos se chamam Bruno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Bruno é grande, gigantesco, suficientemente comprido para às vezes até ser chamado de infinito, de eterno. O suficientemente comprido para que surjam infinitos territórios com seus eternos soberanos. Quando isso acontece, é o caos! Faz-se necessária a Convenção. A hora do banho é extremamente importante para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta hora que recolocamos cada um em seu domínio, do qual nenhum dos soberanos tinha saído. É nesta hora que reabastecemos os rios fronteiriços, relembramos as existências dos territórios, irrigamos os campos, preparamos a terra e limpamos o que estava sujo para que reconheçamos um a soberania do outro, um o nome do outro. Fez-se necessária a Convenção. Fim do banho. Agora o mundo de Bruno está em paz, reconhece-se a si mesmo, um soberano lembra o nome do outro. O detalhe, é que no mundo de Bruno todos se chamam Bruno. A hora do banho, para&amp;nbsp;mim,&amp;nbsp;é extremamente importante. Estou em paz! Pelo menos agora, que acabei de sair de uma Convenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7681960417478598561?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7681960417478598561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/hora-do-banho-convencao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7681960417478598561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7681960417478598561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/hora-do-banho-convencao.html' title='A hora do banho... (A Convenção)'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8678264976698948193</id><published>2011-03-28T16:31:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T16:31:54.596-07:00</updated><title type='text'>O primado do outro</title><content type='html'>Logo que nasci me dei conta de que estavam olhando para outro antes de olharem para mim. Estava feito! Sou o irmão mais novo. Por causa de 32 segundos a mais ou a menos, fiquei para trás e tornei-me irmão do outro. Levou consigo a chance de ganhar o primeiro nome, a ser chamado primeiro para as festas e até nas broncas seu nome vinha antes. Os&amp;nbsp;convites&amp;nbsp;remetiam-se&amp;nbsp;em segundo a mim, em primeiro&amp;nbsp;ao outro. Nasceu primeiro é primogênito.&amp;nbsp;Primogênito&amp;nbsp;é o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com nossas regras familiares, o outro receberia presentes antes de mim. Seria ele quem levaria o nome da família. Ah! Seria ele também aquele que organizaria&amp;nbsp;nossa casa. Se deu bem quem&amp;nbsp;nasceu como o outro. Entendi&amp;nbsp;bem o recado dos outros para cuidar do outro, apesar de sempre discutir comigo mesmo o porque o outro merecia o primado e o&amp;nbsp;eu&amp;nbsp;não. Invejei o outro. Até o dia que crescemos, eu como eu e o outro como outro, e resolvemos nos falar. Fui conversar com o outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que o outro me chamava de outro também! Achava que os olhos dos outros voltavam-se para o outro (eu) e nunca para ele (o outro). Cria que eu me via como o outro, que era querido como o outro, quando na verdade me achava rejeitado pelo outro. Enfim entendi que na verdade o primado sempre é do outro, não porque nasce primeiro ou segundo, não por ser melhor ou pior, não por ser mais fraco ou forte, mas simplesmente porque aquele que não sou eu é o outro. É na minha relação com o outro que me formo. É na relação do outro comigo e com os outros que o outro se forma. Só sou eu porque nasci com o outro. O outro só é o outro porque eu me vejo em relação com ele. Nunca nos esqueçamos do porque devemos amar o outro: o outro vem em primeiro lugar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8678264976698948193?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8678264976698948193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/o-primado-do-outro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8678264976698948193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8678264976698948193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/o-primado-do-outro.html' title='O primado do outro'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-46621943454810763</id><published>2011-03-24T18:07:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T18:40:38.275-07:00</updated><title type='text'>Sem-Tempo</title><content type='html'>Na Cidade do Tempo, toda criança que nascia ganhava um relógio. Com ele, deveria marcar os dias, as horas, os meses, anos, os trabalhos, as pessoas que conheceu, as informações que recebeu e os lugares em que visitou. Uma vida boa era uma vida bem marcada no relógio; aquele que marcasse direitinho e conseguisse a maior quantidade de&amp;nbsp;marcações por ponteiro até o fim da vida seria herói, teria valor, seria exaltado, nobre, o cume da "cadeia-temporal". A cidade era grande e dividida ao meio, não por uma ponte e nem por uma praça, mas por uma floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A floresta da Cidade do Tempo era densa, larga e muito trabalhosa de ser vencida. O melhor jeito de passar pela Floresta-da-Perda-de-Tempo eram pelos atalhos. Com o tempo as pessoas criaram atalhos que levavam de&amp;nbsp;um lado para outro da cidade em menos de 2 minutos, o que economizaria uma boa quantidade de marcações. Atravessar pela Floresta-da-Perda-de-Tempo perder-se-ia tantas marcações que era impensável fazê-lo. De atalhos em atalhos, ninguém via a floresta e todos ganhavam a "vida" (as marcações). Os relógios sempre correndo e as pessoas com pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era atalho, até as palavras iam diminuindo de tempos em tempos! Os tic-tacs não paravam, a correria continuava e&amp;nbsp;o barulho era ensurdecedor. Ficamos cansados só de lembrar da Cidade do Tempo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia nasceu um menino. Seu pai todo orgulhoso comprou (com muita pressa, diga-se de passagem) um relógio grande e dourado, todo pomposo. Fazia um barulhão e os ponteiros eram grandes, o que facilitava na hora de fazer as marcações. O problema é que na hora de dá-lo para o menino, tomou um atalho entre o berço e a cômoda e caiu, marcando exatamente em sua vida&amp;nbsp;o minuto que o relógio dourado espatifou no chão. Santo Tempo! O menino já nasceu com marcações a menos! Onde conseguir um relógio agora? Como economizar o tempo? Acho que não seria possível... Aliás, até seria, se não fosse tão valoroso o tempo das marcações ou as marcações do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pobre menino ganhou o nome de Sem-Tempo. Sem-Tempo não tinha tempo para nada, não porque estivesse muito ocupado, mas porque nunca conseguia ou poderia marcar seu tempo. Sem-Tempo não tinha ponteiros, então não fazia sentido pegar atalhos. Era lento coitado! Em casa nunca sincronizava com sua mãe e seu pai, estes marcavam os minutos de conversas que para Sem-Tempo deveriam levar horas. Na escola não conseguiam acompanhar seu raciocínio, porque todos marcavam tantas coisas em tão pouco Tempo, que as poucas coisas que Sem-Tempo dizia não cabiam em minutos, mas levariam semanas&amp;nbsp;para serem entendidas. Sem-Tempo era triste, tinha algo que os outros não tinham: um não-relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabisbaixo, Sem-Tempo resolveu atravessar a cidade. Ia tomando seu atalho como de costume quando se questionou: "Pra que atalho se ninguém me acompanha? Já que todos passam por atalhos, vou aonde ninguém vai, vou pela floresta!". Sem-Tempo entrou naquele lugar esverdeado, brigou com espinhos, saltou troncos e encontrou a beleza... Lindas árvores! Que belas! Nunca tinha parado para reparar como voam calmas e tranquilas as borboletas... E as flores? Que cores vivas! Como dançavam calmamente sem se preocupar com o tempo da dança... Os pássaros que cantarolavam... A poeira que sobia bem devagar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito andar, Sem-Tempo chegou à uma clareira no meio daquele mato todo. Bem no meio da clareira que ficava no meio daquele mato todo, Sem-Tempo viu duas árvores bem próximas uma da outra. Uma das árvores era bem bonita, vistosa, cheia de charme e com frutos grandes, coloridos e em formato de relógio. Enquanto a outra era mirrada, acinzentada, com frutos escuros e franzinos, com aspecto até meio murcho. Um homem alto e forte cuidava destas árvores, era o Bom-Jardineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem-Tempo aproximou-se do homem e, esperando que logo fosse embora marcar horas em outro lugar como os outros&amp;nbsp;em&amp;nbsp;todas as horas&amp;nbsp;faziam,&amp;nbsp;desembestou a&amp;nbsp;falar&amp;nbsp;de sua tristeza de ser só. Falou por horas! E o homem pacientemente continuou lá ouvindo, trabalhando e vez por outra dirigindo os olhos à Sem-Tempo e deixando escapar do canto da boca um sorriso. Sem-Tempo falou, falou e falou até cansar, até aliviar tudo o que tinha para falar, até descobrir que para tudo tem seu tempo, até para Sem-Tempo. Fez-se silêncio. O Bom-Jardineiro juntava as folhas que caíram daquela árvore mirradinha. Depois de feito um primeiro monte de folhas secas, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem-Tempo,&amp;nbsp;a muito tempo eu plantei estas duas árvores no meio desta grande floresta. Trouxe para cá amigos para serem livres e viverem em paz. Quis que todos descobrissem a boa vida que tenho aqui, encontrassem a liberdade e o Verdadeiro Tempo: a Vida. O problema é que nenhum deles tinha paciência de ser livre, dava muito trabalho. Nenhum deles queria o Verdadeiro Tempo, era muita responsabilidade a Vida. Então fizemos um combinado, que todos poderiam viver em paz mas não deveriam comer desta árvore bonita aqui, essa com frutos em formato de relógio. Entretanto, como é de bom grado para aqueles que não são pacientes para a liberdade, comeram e ganharam uma energia absurda! Começaram a fazer tudo rápido, correr mais que o tempo, trabalhar muito e colher pouco, não querer andar todo o caminho, procuraram atalhos, um queria chegar antes que o outro, deram valor à velocidade... Se prenderam tanto ao fruto que comeram que descobriram o fim: a morte. Começaram a fazer tudo tão rápido que começaram a morrer muito rápido também. Lembraram-se então desta outra árvore aqui, que ninguém queria comer porque era feia, a árvore da Vida. Quem come desta árvore vive pra sempre. Mas eles não queriam esta árvore para viver para sempre, para desfrutar da vida para sempre, mas queriam correr pra sempre, marcar para sempre, prender-se ao tempo para sempre. Seria uma angústia eterna! Todos querendo marcar mais que os outros por toda a eternidade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem,&amp;nbsp;tirei todos daqui da floresta e escondi a árvore. Criaram em volta disso a Cidade-do-Tempo, onde você nasceu. Tinham tanta pressa que pararam de passar pela floresta e começaram a criar atalhos. Fazem tudo rápido demais! Logo não precisei mais guardar a árvore. Mesmo que coloque no meio da cidade todos passarão por ela sem nem se dar conta de algo novo. Ninguém a verá! Talvez por isso você tenha chegado até aqui! Porque ninguém anda com você, e se ninguém a vê, você também a vê! Teu relógio quebrou quando nasceu, então você teve tempo para encontrar a vida. Se as pessoas parassem um pouco e deixassem de correr contra o tempo para fazer marcações, talvez encontrassem o que de fato vale a pena, o que de fato gera vida, o que tira o Marco da morte. O que valeria não seriam então as marcações da vida, mas a vida em si, todos encontrariam esta árvore mirradinha velha aqui e descobririam o fruto da Vida. Viveriam como você, que agora pode desfrutar se quiser dessa floresta comigo, degustar todas as sensações que teve tempo de degustar no percurso até a clareira. Venha... Coma do fruto franzino e viva eternamente, Sem-Tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sentido da Vida é um Segredo. O Valor da Vida é um Mistério. Mas, independentemente de ser impossível conhecê-lo, percorrer a vida guiado por Ele é o que&amp;nbsp;nos traz sentido, Vida Eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-46621943454810763?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/46621943454810763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/sem-tempo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/46621943454810763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/46621943454810763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/sem-tempo.html' title='Sem-Tempo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3958915600025329719</id><published>2011-03-22T13:06:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T13:06:51.819-07:00</updated><title type='text'>Um Tema?</title><content type='html'>Texto que utilizei no Curso Básico de Preparação de Professores do DAC (Deus ao Alcance da Criança - Ministério Infantil da Igreja Betesda de São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes eu penso que o que as escolas fazem com as crianças é tentar forçá-las a beber a água que elas não querem beber... [Os mundos das crianças são imensos! Sua sede não se mata bebendo a água de um mesmo ribeirão! Querem águas de rios, lagos, lagoas, fontes, minas, chuva, poças d’água...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rubem Alves, O desejo de ensinar e a arte de aprender)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando crianças temos um Paraíso a nossa volta, um mundo lindo e cheio de vida. Animais que falam, leões mansos, rios que correm pra cima, fogo que não queima, frutas mágicas! O problema é que crescemos, e nossos mais velhos nos fazem conhecer o que não queremos, comer o fruto que não nos cai bem, além de nos levarem para um deserto árido, morto, com animais ferozes e obstáculos intransponíveis que nos obrigam a suar para conseguir o pão e sofrer para dar a luz. Nossa sede se contenta com qualquer água e a fome com qualquer pão. Mas quando crianças não! O mundo ainda é grande! O desejo pelo novo, diferente, belo ainda se faz presente, a eternidade se faz presente. Infinitos sonhos e interminável terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nós, os mais velhos, podemos encontrar um assunto para tratar com as crianças se nossos mundos são pequenos e sem vida, enquanto que os delas são gigantes e dinâmicos? Precisamos de um TEMA. Mas não um tema tirado daqueles desertos, e sim destes Paraísos que nos oferecem muito mais possibilidades. Quando queremos expressar nosso amor à amada ou ao amado, procuramos conhecer seus gostos, os filmes que assiste, livros que lê, esportes que pratica e ainda tentamos adequar nossa linguagem para manter contato, despertar interesse, aproximar a relação e abrir um DIÁLOGO. Porque em nossas igrejas, quando nos propomos a falar de amor, do Amor, não fazemos o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um diálogo pressupõe que duas partes de uma relação comunicativa utilizam da fala. Como é possível falar de algo que não se conhece? Não se pode. Pois bem, nosso tema deve ser conhecido por nós e pelas crianças, para que estas duas partes possam falar sobre ele. O pedagogo Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia, diz que ensinar não é transmitir conhecimento, mas construir junto com educandos um conhecimento, a partir daquilo que é sabido e da realidade dos educandos em contato com aquilo que é sabido e da realidade do educador. Há a necessidade de aprendermos com seus brinquedos, gostos, desenhos e heróis antes de querermos imprimir um conceito cru em suas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecida e respeitada esta realidade da criança, precisamos contemplar sua curiosidade insaciável, sua exigência pelo novo. Em uma era tecnológica provavelmente podemos ser enganados pela cultura da novidade, da “última geração”. Novo não é a última música lançada, o último filme, o lançamento de um brinquedo, efeitos especiais ou um celular futurista. Isto é o recente, ou o mais recente. Aqui o novo e muito mais novo do que qualquer outra coisa, é a boa nova da imaginação! Nada mais fantástico do que uma criação própria, uma idéia, imagem ou estória que a criança acaba de gerar em seu Paraíso! O fruto de sua imaginação, um DESCOBRIMENTO! A saga para o tesouro de nosso tema tem que passar pela ponte da novidade, a trilha da imaginação e o chamado do descobrimento. E aqui encontramos o mais difícil de nossa jornada: desvendar uma mensagem nova, um descobrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar aquilo que a criança já sabe é como expressa Rubem Alves no excerto que introduz este texto; é levá-la para tomar água num lugar em que ela já bebeu. Para uma sede insaciável e ávida pelo novo, por outros rios e lagos desconhecidos, isso nada tem valor. Perguntar o certo e errado, tematizar apenas questões religiosas, repetições e “decorebas” não geram o nosso tema, não produzem descobrimento e não dialogam com a realidade da criança. Livros e apostilas como base não o fazem também. Como é possível que uma apostila feita em São Paulo, em uma igreja de um bairro de centro e frequentada por pessoas de classe média, possa também tematizar a vida de crianças de uma igreja periférica, de uma cidade no interior de Minas Gerais e frequentada por cortadores de cana? Em uma geração formada numa sociedade cristã, conhecedora do “certo e errado” e que tem consigo tudo pronto (filmes e desenhos que apresentam efeitos especiais fenomenais), qual a novidade que podemos apresentar? Crianças que acessam a internet e tem respostas em suas mãos? O tema tem que ir além de nossas tradições. Os suspiros de uma geração não podem amassar e sufocar as aspirações de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de um tema tem que partir das necessidades das crianças e de suas realidades conhecidas somados à sensibilidade de nossos corações. Esta relação educador/educando para a construção de conhecimento será mediada pelo desejo de transformar o mundo. Em nosso meio cristão, será mediada por nossa missão de amor a Deus e amor ao próximo. Precisamos ouvir aquilo que nos é soprado pelo Espírito ao estabelecermos diálogo com essa geração. Se pregamos um mundo novo, um mundo melhor onde não há choro e o leão anda ao lado do cordeiro, porque destruímos e congelamos um dos poucos lampejos deste mundo que conhecemos hoje: o Paraíso da criança? Precisamos através dessa eternidade que se faz presente incentivar a busca pelo Reino e saciar através de nosso tema o beber da Água da Vida, a qual quem bebe nunca mais tem sede pois sempre tem em si um rio novo. As crianças anseiam por uma Água Viva, por um Pão da Vida, experimentam isso em seu Paraíso, pois encontremos isto e que este seja nosso tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3958915600025329719?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3958915600025329719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/um-tema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3958915600025329719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3958915600025329719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/um-tema.html' title='Um Tema?'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3803108299554790596</id><published>2011-03-21T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T16:27:10.181-07:00</updated><title type='text'>Gigantes e Almas</title><content type='html'>Todo homem quer se agigantar. Arranha-céus, palácios, edifícios, estádios, aviões, foguetes espaciais, dinheiro, riqueza, conhecimento... um monstro chamado Ego.&amp;nbsp;Se todos os admirarem debaixo para cima&amp;nbsp;, os gigantes&amp;nbsp;são sonhos, são heróis. Estes gigantes chamados Ego querem ganhar o mundo, querem crescer fora de si, estender seus domínios. Não querem ser livres, querem escravizar. Estes gigantes dão largos passos e logo o mundo fica pequeno, logo voltam para onde começaram, logo a vida perde sentido e o agigantar-se se transfigura em desespero. Mas é preciso crescer, nem que seja a custa de diminuir os outros. Então ao invés de agigantar-se, pois não dá mais,&amp;nbsp;diminuamos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens monstruosos. Corações desconhecidos. Cresceram tanto para fora que mal sabem a eternidade que há dentro de si. Ego é tão gigante e Alma é tão pequena. Alma é o nome dado para aquelas pequenas pessoas anãs vistas como insignificantes. Os gigantes cresceram e tornaram-se prisioneiros do mundo que conquistaram. As almas não, foram dominadas e perderam o mundo, mas encontraram um eterno dentro de si o qual é impossível ser dominado e controlado pelos gigantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as Almas estava um pequeno garoto que desafiou uma vez um gigante procurando a liberdade de seu povo. Golias era tão grande por fora e tão miserável por dentro. O garoto era tão franzino e anão que&amp;nbsp;em si carregava um infinito de possibilidades, era livre o suficiente para que com uma pedra pudesse mudar o rumo da estória. Dentre as Almas estava um asceta magrinho indiano que sabia tanto de sua eternidade cardíaca que disse sobre os gigantes: "Eles podem ter nossos corpos, nos machucar e até nos matar, mas nunca terão nossa obediência". Dentro de si carregava tamanha infinidade de possibilidades e eternidade que apenas com palavras derrotou gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Almas diziam umas as outras: "Muito maior é o que está em nós do que o que está no mundo". As Almas descobriram&amp;nbsp;que nada&amp;nbsp;vale "um homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma". As Almas descobriram que a liberdade estava dentro dos&amp;nbsp;corações independentemente dos tamanhos,&amp;nbsp;mas assustava tanto os Gigantes que eles precisavam dominar algo fora de si para mostrar segurança. Os Egos não eram livres, aprisionaram-se em suas conquistas, foram controlados pelos grilhões de sua estatura. A Liberdade traz ao homem tamanho Gigante dentro de si que chega a assustar gigantes, mas é boa e&amp;nbsp;eterna para os pequeninos. Para gigantes a Liberdade é território da&amp;nbsp;utopia. Para Almas, liberdade está dentro dos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3803108299554790596?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3803108299554790596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/gigantes-e-almas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3803108299554790596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3803108299554790596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/gigantes-e-almas.html' title='Gigantes e Almas'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7429262708819813189</id><published>2011-03-12T08:51:00.000-08:00</published><updated>2011-03-12T09:07:46.055-08:00</updated><title type='text'>O menino que contou uma verdade</title><content type='html'>Uma vez um menino contou uma verdade. Tomou um tapa na boca de&amp;nbsp;sua avó por falar algo tão feio. Ficou assustado, chorou, achou estranho e saiu trombando nas mobílias que entravam&amp;nbsp;em seu&amp;nbsp;caminho. Capotou no sofá e encheu a almofada de lágrimas. Sua irmã mais velha ao ver a situação calmamente sentou-se no sofá e perguntou o que havia acontecido. O menino contou uma verdade. "Vá embora daqui, menino malcriado!", berrou a irmã. A criança saiu mais uma vez tropeçando no que via pelo caminho, dessa vez os degraus da escada. Atravessou o corredor e saltou na cama, encharcando agora o travesseiro. A mãe vendo aquele pequeno vulto passar como um raio no andar de cima, tranquilamente foi ao quartinho, atravessou a porta, sentou-se na cama,&amp;nbsp;suspirou: "O que foi, meu filho?". O rapazinho levantou a cabeça devagar, passou a manga da camisa no nariz, esfregou com a mão esquerda os olhos, e respondeu: "Contei uma verdade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe toda paciente pôs a mão na cabeça do filhote dizendo: "É meu filho, a verdade vez por outra dói. As palavras são tão livres que não se importam em quais ouvidos cairão, e algumas pessoas não são capazes de suportar essa liberdade... Ainda mais porque estas verdades normalmente libertam, ou pelo menos tiram os esconderijos em que os homens, e até as crianças, gostam de ficar, deixando-os expostos. Imagine você&amp;nbsp; quando brinca de esconde-esconde. Você quer se libertar, mas para isso tem que sair de seu esconderijo que&amp;nbsp;o protege e encarar o 'pega' com a possibilidade de perder a brincadeira, ficar fora do jogo, não sorrir quando todos forem achados. A verdade nos tira desse esconderijo. Mas não te importe meu filho! Seja você um rapaz livre! Vale mais descobrir o mundo e a vida do que esconder-se e sumir no escuro! Seja verdadeiro e descubra que 'a verdade vos libertará!'". O menino sorriu&amp;nbsp; :)&amp;nbsp;. Ficou mais calmo. Já não tinha lágrimas. A mãe contente por não ver a angústia do filho por ele&amp;nbsp;ser verdadeiro, perguntou: "Agora, meu filho, o que foi que você disse para sua avó e sua irmã?". O menino contou uma verdade. "Fique no teu quarto moleque! Não desça até a hora do jantar pensando nisso que acabou de me dizer!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... A verdade mais uma vez é calada e a liberdade continua dentro de seu quarto, sem comer e sem nos mostrar os esconderijos de nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7429262708819813189?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7429262708819813189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/o-menino-que-contou-uma-verdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7429262708819813189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7429262708819813189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/o-menino-que-contou-uma-verdade.html' title='O menino que contou uma verdade'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-420425365123142775</id><published>2011-03-10T16:24:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T16:35:22.555-08:00</updated><title type='text'>Máscaras da liberdade</title><content type='html'>Máscara é aquilo que utilizamos para esconder nosso rosto,&amp;nbsp;fingir a aparência. Normalmente a metáfora do "baile de máscaras" é uma crítica a sociedades que vivem de aparentes coerências com regras. Quando uma regra não condiz mais com a realidade de uma sociedade e os indivíduos desta não têm força para formalmente recusá-la, fingem vivê-la quando, na verdade, burlam-na. Vestem-se de máscaras. As religiões adoram suas máscaras cerimoniais! Que belas festas! Tão cheias de efeitos, tão aparentes, tão reluzentes, tão vazias e mascaradas. Prisões em que as pessoas tanto mascaram que perdem-se de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível falar de liberdade num ambiente tão mascarado? Simples, retiremos estas expressões que escondem quem somos sumindo&amp;nbsp;com as regras! Pensando deste modo, acabamos por lançar fora as máscaras que expressavam falsos sorrisos, choros mentirosos, raiva descrente e fervor frio. Demos "tchau" às regras, mas ainda não sabemos quem somos. Porque? O que nos falta? Nada. Ainda algo&amp;nbsp;nos sobra. Agora demos "oi" para novas máscaras. Colocamos no lugar das regras algumas&amp;nbsp;máscaras sem expressão, vazias, limpas, razas. Máscaras mórbidas,&amp;nbsp;máscaras&amp;nbsp;livres! Mas ainda são máscaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebramos os ritos, os símbolos, os altares, as doutrinas, os costumes e as tradições. Somos livres? Não, vivemos presos à apatia, somos apáticos. Utilizamos máscaras da liberdade, peças novas que substituíram as antigas mas com uma mesma função: escondermos de nós mesmos. Pensamos que liberdade são atos exteriores&amp;nbsp; e não transformações do ser. Continuamos sem identidade, esquisofrênicos que dizem sagrado e fazem profano, enquanto que o ser é morno e desconhecido. Abrimos mão do eterno em nome de episódios felizes. Não queremos viver&amp;nbsp;de aparências, mas também não nos preocupamos com a estética do ser, a busca pelo belo e bom, por ser igual a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa liberdade não está e nem é fora de nós, atos, atitudes e feitos que realizamos em contato com o mundo. Não, nossa liberdade é interna, é o&amp;nbsp;decidir aquilo que somos. Exteriormente somos condicionados pelo mundo, pela vida, por acidentes e tropeços,&amp;nbsp;quando nos deparamos&amp;nbsp;então&amp;nbsp;com nosso coração, com&amp;nbsp;a liberdade de determinarmos e decidirmos o que queremos ser. "Tudo me é lícito" é liberdade? Não! É lei. "Mas nem tudo me convém" sim, é livre, é&amp;nbsp;decisão, é escolha! Liberdade não é abrir mão das regras, máscaras, pois isso&amp;nbsp;também traz consigo&amp;nbsp;uma máscara. Liberdade na&amp;nbsp;verdade&amp;nbsp;é não abrir mão da reflexão, do pensar e decidir o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postura morna, estática, apática, sem expressão, é tão prisão quanto as regras que exprimem hipocrisia. Uma máscara de liberdade é tão máscara quanto a religiosa que vive de aparências. Somos livres em Cristo porque descobrimos poder decidir o que ser independentemente das condições. Cristo não aparentou homem, mas livremente esvaziou-se de si e se fez homem, decidiu caminhar para a morte, e morte de cruz. De fato viveu sua liberdade, escolheu sua vida, decidiu seu ser e foi fiel até o fim. Sejamos livres, vivamos nossa liberdade e deixemos nossas máscaras pelo caminho, inclusive as máscaras da liberdade. Somos livres em ser, não no fazer. A eternidade é, enquanto que a temporalidade se faz de&amp;nbsp;ser... Largue esta máscara de liberdade e seja livre o suficiente para decidir ser alguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gratis i Kristus&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-420425365123142775?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/420425365123142775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/mascaras-da-liberdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/420425365123142775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/420425365123142775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/mascaras-da-liberdade.html' title='Máscaras da liberdade'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3049241025615951690</id><published>2011-03-01T13:23:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T13:31:01.434-08:00</updated><title type='text'>Fiéis fidedignos</title><content type='html'>Um amigo uma vez me disse que nunca sabia no que acreditar, pois com dois ou três bons argumentos uma ou outra teologia o conquistava. Isso se deu quando eu ainda discutia sobre "predestinação ou livre-arbítrio". Outro amigo me perguntou porque eu pegava no pé de posturas teológicas dentro da minha religião, e outro indagou-me o seguinte: "Se tudo é uma questão de fé, porque questionar, analisar ou criticar percepções religiosas?". Pois bem, dialogando com meu amigo "A", que é o primeiro mencionado neste texto, consegui responder aos outros dois. O problema da fé não está no que se diz crer, mas nas atitudes de confiança tomadas frente ao desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fiéis, por assim dizer, tomam suas decisões na vida confiando em algo, e este mesmo algo foi-lhes revelado através da própria experiência de vida. Quer dizer, há uma relação dialética deste indivíduo na qual a fé expressa a vida e a vida expressa a fé. Frisando bem frisado: aquilo em que se diz ter fé deve ser o que nos dá confiança para agir frente ao desconhecido, as decisões da vida. Portanto, minhas atitudes tem que expressar o "aquilo" em que digo ter fé. Tem que condizer com minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate religioso e a crítica teológica que faço, então, não partem de argumentos doutrinários, do certo e errado, bom e mau, crente e descrente, demoníaco ou divino. Mas sim, partem de uma reflexão entre a profissão de fé e a prática na vida. O ponto não é a elaboração de dois ou três bons argumentos ou a caça 'as bruxas. É, na verdade, incentivar a fé a ser fé e não um sistema religioso ou teológico, ou frases de papagaios doutrinadores ou heréticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, o sistema teológico não pode sufocar a experiência de fé individual, e nem o indivíduo sistematizar sua experiência como se fosse universal (como nota pessoal diria que o melhor é abrir mão dos sistemas, Doutrinas e Teologias Sistemáticas). Se sua fé professa que tudo está determinado, seja íntegro e fiel ao expressar sua vida como um bom determinado: não tome decisões e nem peça algo ao Divino, pois não há o que o homem faça que possa mudar os planos já determinados por Deus. Já se sua fé declara que se declarares, jejuares, orares ou cantares o Senhor faz com que tudo na vida do crente vá bem, seja íntegro e um bom fiel: declare, jejue, ore ou cante para ser protegido de assaltos e balas-perdidas e deixe de lado seu carro blindado. Declare paz sobre sua vida! Ou melhor ainda! Declare a paz mundial! (estamos precisando) Larguemos nossos empregos também, tanto os predestinados quanto declaradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fé que não expressa a vida, é da boca para fora (no máximo acompanhada de um friozinho na barriga e pensamento positivo), é vazia, nada vale. Não é fé. Pode ser moda, ditado, crendice, conversa de loucos, mas não é fé. Fé é viver de maneira íntegra, condizente com o que se professa, o que se crê. Que encaixe na vida e não seja como um sistema sufocante e "a-vivente" (sem vida). É necessário que seja avivada! Gere vida! Lembrando sempre que a experiência do dia-a-dia tem que ser respeitada! Não faz bem vivermos uma vida esquizofrênica. Esqueçamos dos dois ou três argumentos, entreguemos valor a nossa prática de vida e enobreçamos nossa fé. Se nosso discurso é refletido em tudo e em toda a nossa vida, então estamos começando a sermos fiéis, e fiéis dignos de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a vida expresse fé e a fé expresse vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3049241025615951690?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3049241025615951690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/fieis-fidedignos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3049241025615951690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3049241025615951690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/03/fieis-fidedignos.html' title='Fiéis fidedignos'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3357575998056777335</id><published>2011-02-28T08:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T18:22:31.489-08:00</updated><title type='text'>Tive que escolher entre ganhar o mundo ou não perder o dia</title><content type='html'>Tive que escolher entre ganhar o mundo ou não perder o dia. Vi todas as galáxias&amp;nbsp;e enxerguei o universo debaixo e de cima. Foram-me apresentados todos os reinos e seus reis, me propuseram poder e glória em troca de um nascer e pôr do Sol meus. Mas não enganei-me; dei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fizeram sonhar com anjos e seres sobrenaturais. Fui convidado para ter o dom de milagres, ter poder sobre demônios e o toque de Midas. Porém, vi um clarão. Fiquei cego para aquilo que não é real, deixei de lado todas as vãs práticas antigas e mudei meus objetivos de perseguir e aprisionar para difundir e libertar. Lembrei que nada faz sentido debaixo do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidaram-me para todos os banquetes, os gigantes banquetes. Todo tipo de comida -&amp;nbsp;as sobras e as faltas.&amp;nbsp;Prometeram-me tudo, todo o&amp;nbsp;alimento em meu nome. Seria senhor do resultado do trabalho dos homens, da busca do trabalho dos homens. Entretanto, me recordei de que nem só de pão viverá o homem e de&amp;nbsp;que a boa fome não é de comida, mas de justiça! O bom pão não é aquele que afasta o homem da morte, mas dá ao homem a Vida. Toda a comida em troca do meu pão-do-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chaves do mundo foram entregues na minha mão em troca da porta-do-meu-dia aberta, mas não pude aceitar. Ouvi o choro da criança, senti a dor do meu avô, vi a tristeza do meu irmão e passei a fome do meu vizinho. Pensei no trabalho e no suor sem sentido que os mortais fazem debaixo do Sol. De que adianta o homem ganhar o mundo e perder sua alma? Bateu forte meu coração contrito. Sou humano. Que eu seja como aquele que sendo Deus não quis ser igual a Deus, mas esvaziou-se de si e se fez como nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia é sem sentido demais, sofrido demais, vivo demais para ser passível de indiferença. Talvez neste dia a criança sorria, meu avô descanse, meu irmão escreva uma poesia ou eu dê um prato cheio ao meu vizinho. Talvez eu salve o dia! Quem sabe neste dia o Reino de Deus se faça? A ressureição dos justos? Talvez o mundo seja salvo! Porque trocar este dia? Para que ganhar o mundo? Antes, vale&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;aprender a contar os meus dias. Antes, vale mais buscar um sentido. Antes, vale mais viver uma vida boa, uma vida eterna, nem que seja por um dia. Tive que escolher ganhar o mundo ou não perder o dia. Fiquei com o meu nascer e pôr-do-sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3357575998056777335?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3357575998056777335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/tive-que-escolher-entre-ganhar-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3357575998056777335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3357575998056777335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/tive-que-escolher-entre-ganhar-o-mundo.html' title='Tive que escolher entre ganhar o mundo ou não perder o dia'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7226865027644101178</id><published>2011-02-23T16:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T16:57:48.605-08:00</updated><title type='text'>No meu tempo este texto era outro...</title><content type='html'>No meu tempo o mundo era outro... Os jovens tentavam saber viver e os velhos ensinavam a saber morrer. Quanto mais novo era-se cheio de vigor e sonhos, e quanto mais maduro cheio de sabedoria e serenidade. Não se confundia a vida com êxtase e nem a morte com depressão. O tempo não era nem&amp;nbsp;lento e nem rápido, nem&amp;nbsp;amigo nem inimigo. Era simplesmente necessário; era tempo. O eterno não era estático e nem o finito ruim. O mundo não era imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu tempo a mente era outra...&amp;nbsp;Não se chamava ilusão de imaginação e nem fé de fuga do real. A razão não buscava ter certezas e nem a fé procurava soluções. No meu tempo a dúvida convivia bem com o crescimento, as incertezas impulsionavam nossos saltos e meros métodos não eram&amp;nbsp;suficientes explicações. A fantasia fazia bem e o desejo não se tornava obsessão. As pessoas sabiam suas missões. A mente não nos enganava, era boa companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu tempo o dinheiro era outro... Pessoas valiam mais que números e papéis, as trocas eram entre sobras e necessidades, os nomes e palavras valiam alguma coisa. A vida era mais valiosa do que as suas partes. A morte era tão respeitada que apenas os dignos a mereciam. O sofrimento quando sentido era curado por liberdade, não escravizado por sensações e aprisionado por objetos. No meu tempo&amp;nbsp; dinheiro era símbolo para a igualdade. O dinheiro não era dono de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu tempo tudo parecia estar de cabeça para baixo... E meu tempo não faz tanto tempo, ou talvez faça tanto tempo, que ainda não me esqueci dele! Meu tempo só tem o tempo de vinte e um anos! Mas mesmo assim deu tempo para lembrar de um tempo que nunca vivi. Não conheci este tempo,&amp;nbsp; mas tenho lembranças dele, tanto que sonho e falo&amp;nbsp;a todo tempo com esse tempo mesmo só tendo estado aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7226865027644101178?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7226865027644101178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/no-meu-tempo-este-texto-era-outro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7226865027644101178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7226865027644101178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/no-meu-tempo-este-texto-era-outro.html' title='No meu tempo este texto era outro...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3606950324620052271</id><published>2011-02-23T14:24:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T14:59:57.102-08:00</updated><title type='text'>Mito dos homens e das estrelas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"&lt;em&gt;As estrelas são lindas, mas não podem participar ativamente de nada, só observar. Isso se deve a um castigo que receberam por alguma coisa que fizeram há tanto tempo que nenhuma delas sabe do que se trata.&lt;/em&gt;"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(James Mathew Barrie, &lt;em&gt;Peter Pan e Wendy&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que os&amp;nbsp;homens não eram livres,&amp;nbsp;viviam sob tutela e custódia do firmamento de cima, do amor&amp;nbsp;das estrelas.&amp;nbsp;Não havia nem dia nem noite, era tudo um tempo só. Por não serem livres os homens não&amp;nbsp;tinham atos. Não dormiam nem acordavam, não comiam nem esfomeavam, não&amp;nbsp;geravam vida nem matavam e&amp;nbsp;não sumiam nem ficavam. As estrelas sim, estas eram ativas e sempre estavam lá olhando e velando os homens. Trabalhavam para manter a vida e se alimentavam de sua beleza. Quando descansavam brilhavam mais, quando trabalhavam brilhavam menos e sentiam fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia uma estrela maior, querendo crescer ainda&amp;nbsp;mais, decidiu parar de trabalhar para se alimentar. Com isso as outras estrelas tiveram que aumentar seu fardo de trabalho. Consequentemente cansaram-se mais também. O amor&amp;nbsp;das estrelas pelos homens se&amp;nbsp;esvaia.&amp;nbsp;Logo uma a uma iam parando e fugindo para descansar e se alimentar de seu brilho. As maiores a princípio empurravam as menores de volta ao trabalho, mas logo estavam tão grandes e brilhantes que nada mais além de si viam. Enquanto fugiam, o firmamento de baixo escurecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as estrelas fugiram para alimentar-se de si, cegaram-se por causa de seu brilho, e agora o firmamento de cima estava sem luz, e o debaixo em plena escuridão. Um buraco se abriu entre os homens. Estes não eram livres, não tinham atos e&amp;nbsp;por isso não conseguiam se proteger.&amp;nbsp;Estavam acorrentados pela escuridão. Surgiu o medo. As estrelas que eram ativas e responsáveis pelos homens não mantinham mais a vida. Os homens agora estavam&amp;nbsp;encurralados pelo medo;&amp;nbsp;presos à&amp;nbsp;morte, mas não podiam morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o que acontecia,&amp;nbsp;o Mentor se entristeceu. Não havia criado estrelas para viver para si, e nem homens para morrer sem perder a vida. Decidiu rever sua Peça.&amp;nbsp;Em busca de salvar a vida, castigou os astros. Prendeu as estrelas no firmamento de cima, fixou-as distantes umas das outras e as obrigou a olhar, piscar mas nunca agir. Seriam tão belas quanto nunca, lindas! Mas presas a sua beleza, ao que fizeram com sua liberdade. Já para que os homens se&amp;nbsp;libertassem do medo, foi-lhes dado o amor das estrelas. Com ele, vieram a responsabilidade, o trabalho, o brilho e o tempo. Dia e noite foram feitos. Dois lados de uma vida apresentados: o amor e o medo, o medo e o amor. Os homens agora conheciam a escuridão e conheciam&amp;nbsp;o brilho. Eram livres e limitados por sua liberdade. Agora dormiam, acordavam, comiam, esfomeavam,&amp;nbsp;geravam vida, matavam, sumiam e ficavam. As estrelas não. Não trabalhavam, não mantinham a vida e nem se alimentavam. Os homens tinham o medo e&amp;nbsp;aquilo que afastava o medo. Poderiam viver e morrer. Eram livres... Devem manter a vida até que seu brilho os pare.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3606950324620052271?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3606950324620052271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/mito-dos-homens-e-das-estrelas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3606950324620052271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3606950324620052271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/mito-dos-homens-e-das-estrelas.html' title='Mito dos homens e das estrelas'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1947315889513068037</id><published>2011-02-19T15:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T15:26:12.273-08:00</updated><title type='text'>Enfim fui representado!</title><content type='html'>Assistam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deputada Cidinha Campos na Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;Enfim fui representado. Enfim fomos representados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MRL-dvE0OzY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MRL-dvE0OzY&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1947315889513068037?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1947315889513068037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/enfim-fui-representado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1947315889513068037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1947315889513068037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/enfim-fui-representado.html' title='Enfim fui representado!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4172625621051864475</id><published>2011-02-18T08:21:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T08:28:28.836-08:00</updated><title type='text'>Sumiu quando cresci...</title><content type='html'>Conheci um cachorro que falava, Rodolfo, meu companheiro. Peregrinou comigo por florestas que pulsavam vida. Comemos frutos tão doces que faziam com que as abelhas não produzissem mais mel. Subimos altas montanhas, nos aventuramos por rochas flutuantes, saltamos entre as nuvens, nadamos em águas de cachoeiras que corriam pra cima e desvendamos cavernas e esconderijos enigmáticos. Trotamos com cavalos selvagens, conversamos com os macacos e choramos com elefantes. Descansamos em savanas que leões deitavam ao lado de cordeiros, em selvas que tigres jogavam com cobras e jumentos riam com jacarés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci o Paraíso quando criança;&amp;nbsp;sem nem&amp;nbsp;sair do meu quarto! Não tinha a certeza do amanhã e nem a dúvida de ontem. Ninguém sentia fome, a tristeza não era a vida, o riso não era necessidade e a sede era pelo novo, não só de água. O tempo era tão grande que o vazio não era percebido. A eternidade se fazia presente. Não é que a morte não fazia parte da vida, mas o Reino era tão grande que a morte não era o fim. A eternidade se fez presente. Pena que logo me fizeram (por inveja) comer um fruto que me roubou a vida, cegou os olhos e ensurdeceu meus ouvidos. Não vi mais Paraíso e Rodolfo não falava mais. Não há mais tempo! O último lugar&amp;nbsp;onde quero estar agora é no&amp;nbsp;meu quarto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4172625621051864475?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4172625621051864475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/o-eterno-ja-se-fez-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4172625621051864475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4172625621051864475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/o-eterno-ja-se-fez-presente.html' title='Sumiu quando cresci...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1199443435179784071</id><published>2011-02-03T12:10:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T12:22:00.584-08:00</updated><title type='text'>Toque, marche e tenha consigo a esperança</title><content type='html'>Após uma apresentação da orquestra, com o anfiteatro já vazio e silencioso, apenas com as luzes do palco acesas, o jovem trompetista sentava-se só e cabisbaixo segurando em sua mão a maleta preta de seu instrumento. À esquerda do palco, o maestro despedia-se dos últimos elogios caros adornados com vestidos e peles e smokings e bengalas. Enquanto virava-se resmungando das triviais e evasivas conversas que nos protegem de elogios caros, viu o pequeno jovem balançando suas pernas suspensas alguns palmos do chão à beira do palco. Aproximou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois de uma bela noite, o que há, filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois de uma bela noite, não sou lembrado por ninguém. Sou apenas o trompetista. Esforço-me, tiro os melhores sons de meu instrumento, corro contra as forças do trabalho e do tempo para continuar soprando minhas notas e ainda assim, sou engolido pelos outros e nunca lembrado, sempre esquecido. Sou apenas o trompetista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maestro com seus longos cabelos grisalhos e postura imponente, deu alguns passos frouxos em círculos. Parou, levantou os olhos para as galerias do anfiteatro e soltou conversas não triviais e nem um pouco evasivas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando nascemos nos dão uma trombeta e sandálias nas mãos seguidas com uma ordem: "Toque e marche!". Uns apenas tocam, outros apenas marcham. Uma parte ainda nem toca e nem marcha. Mas feliz aquele que entra na Terra Prometida! Lembre-se, são apenas sete voltas. Tocar e marchar até que os muros caiam, até que a cidade se abra e aviste a bela terra! E lembre-se, são apenas sete voltas. O que seria de Josué sem seus trombeteiros? Alias, o que vale mais? Ser lembrado como Moisés? Ou esquecido como o trombeteiro? Feliz aquele que entra na Terra Prometida!&lt;br /&gt;Entretanto, tristes os que se esquecem do flautista. Feliz o flautista que não esqueceu a sua música, o que ela faz e quem ele é! Enquanto sua música levava embora os ratos e limpava as casas e as ruas, a cidade não se lembrava dele, apenas queria esquecer dos ratos. Porém, o flautista não se esqueceu de que era flautista, do que sua música era capaz. Quando então sua flauta leva consigo as crianças, a cidade cala, envelhece, morre. O novo, a esperança, o futuro estão nas mãos do flautista.&lt;br /&gt;A grande sacada não está em ser lembrado pelos outros, mas em não esquecer-se de si. Não se esqueça de sua missão: "Toque e marche!". E lembre-se, são apenas sete voltas. A grande sacada não está em fazer algo com perfeição para que os outros te aplaudam, para seres herói! Mas sim, em fazer algo com perfeição para que tua vida valha a pena. O segredo da vida é: toque, marche e leve consigo tudo o que há de novo, esperançoso e dê sentido para o futuro da vida! Toque, marche, veja os muros da cidade ruírem e entre na bela terra cheio de esperança. São só sete voltas. Feliz aquele que entra na terra prometida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1199443435179784071?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1199443435179784071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/toque-marche-e-tenha-consigo-esperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1199443435179784071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1199443435179784071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/toque-marche-e-tenha-consigo-esperanca.html' title='Toque, marche e tenha consigo a esperança'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7817207224590414451</id><published>2011-02-01T20:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T07:31:12.571-08:00</updated><title type='text'>Contar, Ouvir e Escrever</title><content type='html'>Apesar das estórias bíblicas serem milenares, datarem milênios antes de Cristo, foram escritas e compiladas apenas alguns séculos antes de Cristo. Como foram tão longe? O segredo e a graça da brincadeira estavam no ouvir. Por tradição oral, os mais velhos ensinavam para as crianças a língua, a religião e a cultura utilizando-se destas estórias. O grande segredo e a graça da brincadeira era o ouvir. Parar o corpo, aquietar a alma e deixar que as palavras ditas revelem aquilo que está oculto aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar, ouvir e escrever estórias é o que fazemos todos os dias, é o que somos e é o que seremos. Alguém nos conta ou contou, nós ouvimos e passamos a assinar estas coisas de próprio punho. Se um dia Cristo nos conta sua estória, nós ouvimos e a escrevemos em nosso coração. Pois bem, esta é a caminhada que temos, a carreira que nos é proposta. Corramos com perseverança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto, é necessário que alguém nos conte algo e que nós ouçamos para então escrevermos em nós, com o nosso punho, este algo contado. Se somos capazes de escrevê-lo, também somos capazes de contá-lo. Nosso desafio é conseguir cumprir estes passos. Novamente, é necessário deixar que as estórias se contem a nós e nós possamos ouvi-las para tê-las conosco, podendo então escrever estas “leis” não em tábuas de pedra, mas em tábuas carne, em nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita então que a Bíblia te conte as estórias, e não que você as procure e as tire de lá. Pois se isso acontecer, não são as estórias que se contam a você, mas você que sem tê-las ouvido, fala histórias. Cála-te! Não como um imperativo autoritário e maldoso, mas sim como um suspiro de “calma, meu coração”. Deixe que Deus te fale e te traga as novidades do Evangelho, da Palavra que se renova todos os dias, que nunca deixa de ser Palavra. Não podemos nós dar o valor à Palavra, mas ela que pode nos dar o Valor, o Valor Eterno. Portanto, para que possamos contar as estórias para as crianças sedentas por aventuras e novidades, antes precisamos ouvi-las e escrevê-las em nós. Não sou eu e não é você que dominamos a verdade e a falamos para crianças, mas é a Verdade que nos liberta e é livre com seu Espírito para soprar, assim como o vento, onde quer sem que alguém a controle e diga  que será “por lá ou por aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nós não devemos dar o valor das estórias, não podemos criar nelas uma “lição de moral”. Apenas contemos estas estórias! Deixemos que elas se encantem e se marquem, sejam ouvidas e escritas na vida das pessoas. Não pela lição limitada, temporal e recortada de um excerto, mas pela Verdade Eterna, ilimitada, perfeita e libertadora para a qual apontam! Que possamos combater bem este combate. Que as estórias se contem e nós as ouçamos, que escrevamos em nossas vidas e que pessoas possam também escrevê-las ao ouvi-las contadas por si mesmas através de nós, de nossas vidas. Para contar é necessário ouvir aquilo que fora escrito. Para escrever é necessário ouvir aquilo que é contado. Para ouvir… Deixe que as estórias se contem…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7817207224590414451?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7817207224590414451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/contar-ouvir-e-escrever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7817207224590414451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7817207224590414451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2011/02/contar-ouvir-e-escrever.html' title='Contar, Ouvir e Escrever'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8535187208385349570</id><published>2010-11-24T05:04:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T06:06:29.328-08:00</updated><title type='text'>Religião e um percurso Verde</title><content type='html'>Eu adoro mato. Adoro ir para o interior, curtir um descanso, sentir a grama nos pés, um lago, cachoeira e, principalmente, um silêncio. Quando o "mato" não me é possível, um parque já quebra o galho... Opa! Essa frase não se encaixa muito bem nesse texto! Ok, refazendo: Um parque já é "meio caminho andado".  Um desses dias minha namorada veio aqui em casa e ficou impressionada com a barulheira da minha rua e de meus vizinhos. Noutro, estava passando do lado de um muro e avistei por cima dele a bela copa de uma árvore. Adimirei-a, mas quando o muro acabou, um portão de ferro se abriu e vi, debaixo dessa árvore de bela copa, uma montanha de lixo. E por aí vão outros exemplos de "adeus mato"... Encontrei também um amigo de faculdade que, depois de um bom papo, umas xícaras de café e muitas reclamações políticas, me perguntou: "Afinal, a religião tería algum papel num projeto de sustentabilidade?". Claro, depois das eleições deste ano, nas quais a candidata à presidência que levantava a bandeira Sustentável, era religiosa (cristâ, crente, evangélica... desse meio), a pergunta fora pertinente. Explicarei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que, para ele, por alguma razão, a religiosidade trazia um certo descrédito para a bandeira da sustentabilidade. Perceptível, para mim, que um dos motivos é a falta de engajamento da religião (no nosso caso, meu e da Marina, a cristã) na defesa pelo meio ambiente e um desenvolvimento sustentável. Então, o motivo que levara as pessoas a votarem 43 não fora o projeto de governo e seus valores, mas a religiosidade da candidata. E desta conversa, depois de um bom papo, umas xícaras de café e muitas reclamações políticas, refleti sobre a religião e o desenvolvimento sustentável. Se não temos um papel importante neste percurso Verde, então estamos tranquilos e sem culpa no cartório ("Essa zica não é minha"). Entretanto, se existe alguma função importante na qual a religião se encaixa nesta defesa da Vida (só pela frase já dá para perceber que tem), estamos atrasados ("Somos o Sr. Coelho, de Alice").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da década de 70, em meio a Guerra Fria, crises do petróleo, primeiros sinais de crise do novo capital, movimentos contra a voracidade do capitalismo e movimentos de defesa dos excluídos, surge o ideal de Desenvolvimento Sustentável. Esta proposta (que vigora e ganha força hoje) ficou baseada no seguinte tripé: socialmente sensível, ecologicamente correto e economicamente viável. Foi um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;start&lt;/span&gt; para o percurso Verde. Mas, sempre existe um "mas", 40 anos depois desta proposta, reparamos que ela ainda não é suficiente, falta um detalhe, tem um errinho, a bússola ainda não aponta perfeitamente para o norte. Consegue perceber qual é? Leia novamente o tripé: socialmente sensível, ecologicamente correto e economicamente viável. O que está faltando? Ou sobrando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este projeto sustentável foi construído ainda dentro da lógica que ele mesmo tenta fugir, a lógica capitalista. A primeira crise é enxergar o meio ambiente como um recusro necessariamente explorável, necessariamente como produto. O que pode e deve ser debatido pela religião. Claro, sensívelmente pensado, o meio ambiente é de onde retiramos matéria para a subsistência humana, mas, friamente calculado, é um produto que serve para a ostentação "divina" (do deus latino &lt;span style="font-style:italic;"&gt;homo sapiens&lt;/span&gt;). Oferendas de sangue e de ouro para este ser divino. Como religiosos, devemos protestar contra esta idolatria! Precisamos viver, não em nome do fim do mundo, mas em nome daquele que veio "salvar o mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda crise na construção deste ideal e que aponta para a religião seu papel, é a o atrasado terceiro pé: economicamente viável. Este deve ser apenas uma lanterna no escuro, um guiazinho mais ou menos para não criarmos fardos que não possamos carregar. Se for ele o nosso norte, o nosso rumo, então, assim como na primeira crise, continuamos dentro da lógica capitalista. O trabalho deste pé seria incentivar as pessoas a baratear o custo produtivo e todos terem acesso aos meios sustentáveis, e que estes fossem atrativos para o voraz mercado, mas, como já sabemos, eles não o são, pois preservam. Destruir é sempre mais barato. O xamã da parada continua sendo o dinheiro, e não o meio ambiente, a Vida. A religião ganha como papel a luta contra esse outro deus, contra esse demoninho chato que nunca morre, o dinheiro. Precisamos apresentar para além deste tripé um Norte, o Norte, o valor ético da Vida. Mais importante e mais valoroso do que esta moeda é a Vida. A religião tem a função de tornar o economicamente viável apenas um incentivo para uma produção barata, e fazer o importante de fato ser a Vida. Muito mais vale ela do que o dinheiro. Se o lucro das empresas diminui com um projeto sustentável, paciência, preferimos continuar vivos e manter um planeta em que possamos viver, que reflita o Reino de Deus, onde há "vida e vida em abundância", onde as pessoas tem o que comer, o que vestir e ONDE MORAR, tem casa, tem mundo, tem planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste movimento sustentável, 40 anos depois de sua criação, sua existência depende de valores éticos. Depende de valores que defendam o meio ambiente, que defendam a permanência da vida. Dizemos lutar por uma vida verdadeira, dizemos combater os comensais da morte, pois então temos uma grande oportunidade de o fazer. Respondendo à primeira pergunta, temos sim um papel! A religião tem sim um papel! E um papel importantíssimo! Guiar a Fé! Apresentar uma fé Viva, na Vida, e não em números ou num pedaço de papel. Uma Fé que crê na natureza, que confia em Deus, que acima dos próprios interesses de homem, defenda os interesses humanos, divinos, cristãos! Que defenda a Vida, e a Vida em abundância...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8535187208385349570?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8535187208385349570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/religiao-e-um-percurso-verde.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8535187208385349570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8535187208385349570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/religiao-e-um-percurso-verde.html' title='Religião e um percurso Verde'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7888255075357803921</id><published>2010-11-16T14:09:00.001-08:00</published><updated>2010-11-16T14:34:20.319-08:00</updated><title type='text'>Nos falta o chamado dos poetas...</title><content type='html'>"Se num pequeno país talvez só nasçam três poetas por geração, o que não falta são pastores, e a sua turba excede os empregos. Fala-se em vocação a propósito dum poeta, mas, aos olhos dum sem número de pessoas (cristãos, portanto!) basta um exame para se ser pastor. E contudo, contudo, um verdadeiro pastor é um acaso ainda mais raro do que um verdadeiro poeta, e contudo a palavra “vocação” é ordinariamente do domínio da religião." - Sören Kierkegaard (&lt;em&gt;O Desespero Humano&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendamos com os poetas. Amemos nossa vocação, nosso chamado. Este nos falta. Um tapa no rosto, um sacodir e chacoalhar o corpo. Temer e tremer pensando numa crítica tão antiga, tão real, tão presente. Que belo seria se o amor que os poetas tem pela palavra, fosse o amor que os pastores tem pela Palavra. Que lindo seria se o amor que os poetas tem pela vida, fosse o amor que os pastores tem pela Vida. Que doce seria se a sede que os poetas tem pela harmonia, fosse a sede que os pastores tem pela Água. Que excelente seria se a preocupação que os poetas tem pela estética de seus versos, fosse a preocupação que os pastores tem por seu chamado (vocação, modo de viver). Que sereno e perfeito seria se como os poetas comem e bebem de sua inspiração, comessem e bebessem os pastores da Carne e do Sangue. Que bom seria se ao invés de empregados, fossem vivos. Como me apaixono por Cristo! Como me angustio com os cristãos... Mas que um dia tornemo-nos poetas, chamados pela fe', vocacionados por Cristo. Que amemos nossa vida, que amemos nosso mundo. Que amemos a Vida, que amemos e isso é tudo! Nos falta o chamado dos poetas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7888255075357803921?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7888255075357803921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/nos-falta-o-chamado-dos-poetas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7888255075357803921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7888255075357803921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/nos-falta-o-chamado-dos-poetas.html' title='Nos falta o chamado dos poetas...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6979913179913623345</id><published>2010-11-09T08:19:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T08:21:22.778-08:00</updated><title type='text'>Rascunho de um pré-projeto filosófico meu ... hehehe</title><content type='html'>Problema (Rascunho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participamos de um momento histórico em que o desenvolvimento tecnológico, os avanços científicos e os turbilhões de informação desferem golpes no tempo e parecem acelerar a vida. Não há espaço nesta correria para a reflexão, esta tem sido ignorada. Criamos um mundo injusto, com práticas injustas, somos cientes, conscientes e vivenciamos isto, mas ignoramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Sócrates, ignorar a ignorância e ignorar aquilo que se sabe gera a injustiça. Na interpretação de Kierkegaard, esta injustiça ganha uma valoração de pecado, e tem consigo a máxima: “pecar é ignorar”  . As duas expressam que não buscar o saber, mesmo que seja o saber do não-saber, ou seja, não buscar a reflexão, gera a injustiça. O problema está então neste ponto, precisamos refletir e deixar de ignorar, deixar de sermos injustos, ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento do tema (Rascunho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de se tratar do tema da ignorância em Sócrates, é que este se estabelece como uma das bases para a construção de seu conceito de justiça, e esta, a geradora de uma reflexão ética. Sócrates se presta em uma missão de, como apresenta Hadot, “fazer que os outros homens tomem consciência de seu próprio não-saber, de sua não-sabedoria”  . Porque a necessidade de levar os homens à consciência de seu não-saber, de sua ignorância? Porque, em Sócrates, ignorar o que se sabe leva-nos à injustiça. Não pode um homem consciente de uma verdade deixá-la de lado, ignorá-la, isto seria injusto. Nisso gera-se injustiça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Defesa de Sócrates, fica clara esta missão do filósofo, na qual se diz em nome do “oráculo de Delfos” o homem mais sábio. A princípio Sócrates parece relutante em ser considerado o mais sábio, e mete-se a examinar e procurar alguém que seja mais sábio que ele. Entretanto, em sua busca não encontra ninguém. Vai aos sábios, políticos, poetas e artesãos, porém, nenhum destes se sobressai como mais sábio que Sócrates. Em todos estes a falta de sabedoria é a mesma: “supõem ser os mais sábios dos homens em outros campos, em que não o são”  . Esta seria a maior ignorância para Sócrates, supor saber algo que não se sabe: “A ignorância mais condenável não é essa de supor saber o que não se sabe? É talvez nesse ponto, senhores, que difiro do comum dos homens;” (1987, p. 46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ignorância de ignorar a própria ignorância, geradora de injustiça, será interpretada por Kierkegaard e, em sua visão cristã, será a causadora do pecado. Tirando a carga religiosa da palavra pecado, podemos compreender nesta interpretação a construção do justo para Sócrates, como diz Kierkegaard: “Admiti-lo [o pecado] é crer, como Sócrates, que nunca sucede praticar-se uma injustiça sabendo-se o que é injusto” (1979, p. 77). Logo, trazer os homens à consciência de sua ignorância é levá-los a não praticar uma injustiça. Como tomar alguma decisão justa sobre algo que desconheço? Não posso meter-me a supor que conheço este a mim desconhecido, pois assim praticaria uma injustiça. Então, antes de decidir preciso assumir que desconheço, tenho um não-saber sobre este algo, depois tentar descobri-lo, e ai sim, tomar uma decisão que apresente justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crivo para uma decisão justa está na relação entre admitir o próprio não saber e não ignorar aquilo que se sabe. O homem justo jamais tomaria uma decisão injusta conhecendo a justiça, levando em consideração este crivo. Como Kierkegaard apresenta: “a verdadeira compreensão do justo depressa o levaria a fazê-lo, e ele seria em breve o eco de sua compreensão: portanto, pecar é ignorar” (1979, p. 83). Como exemplo, na Defesa, Sócrates é acusado de corromper os jovens, e como argumento, utiliza-se da seguinte lógica: “Se corrompo, sem querer, a lei não manda trazer-me aqui por semelhante erro involuntário, mas tomar-me de parte, ensinar-me, ralhar comigo; evidentemente, depois de aprender, deixarei de fazer o que sem querer ando fazendo” (1987, p. 42).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta argumentação e trabalho com o tema da ignorância como uma das bases para compreender a justiça em Sócrates, dá-nos chão para caminharmos em uma reflexão sobre nossa postura frente a um mundo de transformações rápidas, em grande quantidade, turbilhões de informações e descobrimentos, num avanço desenfreado de nossa ciência e tecnologia. Corremos e corremos muito, sem nem sabermos se ainda existe chão sob os nossos pés. Aí reside o problema de nossa ignorância, não podemos ignorá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão filosófica que Sócrates propõe e Kierkegaard interpreta, é necessária como freio para nossa voracidade humana. Não podemos esquecer que aquilo que não sabemos, ou ainda, não podemos menosprezar o nosso desconhecido, não podemos pensar que somos capazes de tudo saber ou ainda supor que sabemos o que não sabemos. Com tamanha presunção científica de onisciência, deixamos de lado a prática da reflexão, logo, a da justiça. Portanto, cometemos a injustiça. Se somos conscientes de nossa prática injusta, estamos a ignorando, logo, cometendo, para Sócrates, a maior das injustiças. Ou, se não somos conscientes, é porque supomos saber aquilo que não sabemos. De qualquer modo, resistimos e esquecemos a prática da reflexão, o crivo para a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, é-nos necessário não ignorar o que sabemos. Somos cientes de que nossa exploração dos recursos naturais tem degradado e destruído nosso mundo, que nossa organização econômica incentiva a desigualdade e corrói as relações humanas, que nossos avanços na ciência e biotecnologia são rápidos demais para conseguirmos acompanhar, temos dado passos maiores do que nossas pernas. Logo, não podemos ignorá-los, não podemos ser injustos! O crivo reflexivo para a justiça traz consigo uma placa há milênios, que nos alerta o fato de que esta ignorância destrói, arruína, aniquila, pratica a injustiça. Tracemos então em nossa consciência o justo, busquemos não ignorar e sermos ignorantes, pelo contrário, reflitamos, reflitamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HADOT, Pierre. O que é filosofia antiga?. 2. ed. São Paulo – SP: Loyola, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- KIERKEGAARD, Sören. O Desespero Humano. São Paulo – SP: Abril Cultural, 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PLATAO. Defesa de Sócrates. 4. ed. São Paulo – SP: Nova Cultural, 1987.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6979913179913623345?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6979913179913623345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/rascunho-de-um-pre-projeto-filosofico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6979913179913623345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6979913179913623345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/11/rascunho-de-um-pre-projeto-filosofico.html' title='Rascunho de um pré-projeto filosófico meu ... hehehe'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4395314364249907602</id><published>2010-10-30T06:43:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T08:06:26.737-07:00</updated><title type='text'>Devaneio... gigante devaneio...</title><content type='html'>Nas expressões do tipo "o cérebro humano tem a capacidade de armazenamento de 'x' computadores", ou "o corpo humano é como uma bateria de 'y' volts", tem como pressuposto a necessidade de comparação com uma máquina. Aliás, coloca o ser humano em uma leve "competição" com a máquina, como se esta (criação do homem, lembrando) fosse melhor ou mais perfeita ou a medida das coisas. Um lance meio "Matrix", mas bem-vindos à insani... Modernidade. Na verdade, esta introdução foi só um pequeno devaneio para anunciar o gigante que virá agora. O texto não tratar-se-á desta disputinha entre homem/máquina, mas sim de um certo padrão homem/máquina, ou alguma coisa que nos diferencia do homem ou da máquina, já não sei bem nossa natureza (piadinha sem graça...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os computadores tem uma capacidade absurda de armazenamento de dados. Sim, superam o cérebro. E além desta capacidade de guardar informações, tem consigo uma programação fantástica de organização destes dados. A virtude humana explorada em nossa Modernidade até então fora essa capacidade de guardar informações. A Educação construída sob o alicerce do "decorar" (nosso decoreba) que vigora ainda hoje em nossas instituições de ensino, é a expressão deste desejo Moderno de acumular o máximo de "conhecimento" (na verdade, informação) na memória. Tabuada, datas, nomes, guerras, órgãos, ossos, fórmulas e por aí vai. Nosso método de avaliação de um aluno bom, um aluno que aprendeu, está firmado também neste quesito. O ser capaz de guardar estas coisas está capacitado a frequentar uma universidade, passa no vestibular, vai bem nas provinhas do colégio e se assemelha muito a um computador. Agora, o que este devaneio propõe-se a devanear, é se esta potência de decorar, guardar, salvar na memória estes dados são a nossa virtude, o algo que constrói o humano, o que caracteriza sua humanidade, o que pode medir quem ele é. Será que o decorar é nosso mediador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma coisa que a máquina por si só não é capaz: esquecer. Nesta afirmação continuo preso àquela comparação entre homem/máquina em uma disputa, e porque? Porque enquanto você lê este texto, em sua concepção construída de acordo com o espírito de nosso tempo, o esquecer é ruim, e esta diferença homem/máquina te dá a impressão de que estamos "perdendo", porque modernamente, o que é bom (como discutimos no parágrafo anterior) é a capacidade de armazenar dados, e não a possibilidade de esquecê-los. Entretanto, perceber que somos capazes de esquecer não é um demérito, a idéia é refletirmos e repensarmos nossos valores do que é "bom ou ruim". Um computador armazena todos os dados que lhe forem apresentados (esta palavra é importante, dê atenção a ela, "apresentados": trazidos à presença), os organiza e por si só não esquecerá. Ele não é capaz de "deletar" de sua memória sozinho, numa relação dinâmica e reflexiva consigo e com o outro. Isso é fantástico! Nós temos um dom brilhante de esquecer, de não percebermos mais as coisas, de termos dados conosco e não acessá-los, não encontrarmos o caminho até eles. Os humanos são complexos demais e vivos demais para existirem em inércia. Sua reflexão consigo e com o outro o faz esquecer. Ou, não sei, seu esquecer o torna reflexivo consigo e com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas se revelam para nós. Um fenômeno surge e nós corremos atrás dele para descobrirmos o que o fez surgir. Não encontramos as coisas por nossos méritos, mas porque "elas resolvem se mostrar a nós". Elas se fazem presentes, a nós são apresentadas. Em nossa memória também se fazem presentes. As coisas ausentes não existem, a ausência não existe. Então porque consigo imaginar coisas ausentes? Ou ausentar coisas presentes? Porque concebo a possibilidade do meu esquecimento. Eu esqueço! Eu esqueço, logo imagino. Em Parmênides, o ser e não ser, o caminho do presente e do ausente, estas segundas possibilidades são excluídas por não serem, logo, não existirem  e não nos levarem a lugar nenhum, um caminho inexequível. O nada não existe. Então como o concebo? Como o imagino? Sabendo de sua capacidade de esquecimento. Como seriam as coisas se me esquecesse disso? Se deixasse de lembrar da existência daquilo? E se me esquecesse de tudo, chegaria ao nada? Sim. O nada não existe, mas nosso esquecimento sim. Somos capazes de desprezar os dados que armazenamos. Nessa luta por lembrar e desprezar as informações, refletimos, criamos e imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta reflexão me levou a pensar da primeira reflexão de que me lembro de ter ouvido falar: "PARA ONDE VOU?". O "de onde vim" e o "quem sou" em ordem cronológica viriam antes desta, mas, em ordem humana, vem depois. Pensar no amanhã, no que teremos para comer, se teremos algo para comer, veio antes do "o que sou" e do "de onde vim". O que sou é num meio de iguais não exige tanta reflexão (por isso a demora do pensamento de individualidade), e o de onde vim sempre foi simples ao olhar sua progenitora. O pensar "para onde vou" criou o imaginário religioso, os sonhos pós-morte e estas coisas. E porque pensamos esta coisa estranha? Porque nos esquecemos, e ainda pensamos se nos esqueceremos. Lembrarei do que vivi? Lembrarão do que vivi? Haverá lembrança? A partir disso, qual o sentido de eu estar aqui? Se esquecerão de mim, porque estou aqui? Aliás, quem sou? Então: de onde vim? Quem sou? Para onde vou? Se tudo isso será esquecido! Se me esqueço de mim! Se esquecem-se de mim! Ai de mim! Ai de nós! Precisamos guardar as coisas, fazer com que se lembrem, que não esqueçam, imaginemos o "como": pinturas na parede, poemas, histórias dos antepassados, tradição, culto aos mortos. Tudo porque esquecemos. Esquecemos, logo refletimos. Diferente daquele bando de armazenamento de dados. Armazenamos sim, mas a possibilidade de esquecê-los nos faz humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos um medo pelo esquecimento e este nos trouxe o "sentido da vida". Esquecermos nos dá sentido. A maneira como lidamos com o esquecimento guiará o modo de viver e o imaginário do pós-morte. A nossa História humana foi construída na base deste esquecimento. A nova historiografia percebeu isso, logo, começou a dar ênfase àquilo que ficou debaixo dos panos, abaixo dos fenômenos históricos, daquilo que guardamos em nossos dados e livros de História. Para o surgimento de um Gandhi, existiu um numero gigantesco de desconhecidos e fatos escondidos não lembrados que o construíram, o tornaram um fenômeno histórico. Para o estourar de uma guerra, muitos termos, pessoas, acontecimentos esquecidos se passaram. Para um vencedor, existiram e foram esquecidos milhares de vencidos. Nossa história está baseada e chegou onde chegou por causa dos esquecidos, do nosso esquecimento. O valorizar apenas o lembrado, a lembrança, nos fez destruir o mundo. Se tudo será esquecido, porque guardá-lo? Protegê-lo? Antes as explicações místicas, divinas e tradicionais ainda resguardavam um pouco o todo, mas, depois de nosso marco Moderno, o único deus vivo a se manter foi a lembrança, a capacidade de guardar informações, e todo o resto nem como demônio fora tido, tudo tornou-se indiferente, pois tudo será esquecido. Esquecemos o esquecimento, aquilo que trouxe a reflexão humana, valorizamos apenas os dados (que por alguma razão chamamos de conhecimento) e agora destruímos tudo. Temos uma sociedade cheia de dados e zerada de reflexão. Uma sociedade de massas cheias de decoreba que em seu interior clamam por reflexões sufocadas por informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que banirmos o esquecer se ele nos torna humanos que refletem? Se ele nos freia, desacelera o trem que ruma para o fim? Esqueçamos nossas desavenças com o esquecimento. Sou cristão, e conversando essas idéias estranhas com outros cristãos (entre eles minha mãe, cristã), todos disseram que nossa vida não pode ser voltada para si, aqueles que vivem em função de outros não temem a morte. Bem cético, concordei e somei: não temem a morte pois sabem que não serão esquecidos. Viver em prol do outro, como disse em parágrafos anteriores, refletindo consigo e com o outro, não tememos o esquecimento ou o esquecer, seremos lembrados. Mesmo que por pouco tempo, não para todo o sempre, seremos lembrados por quem amamos até que estes deixem de ser lembrados por nós, sejam lembrados por outros que também amam e estes por outros, e por outros, e por outros... Algo simplório e ingênuo, belo demais para a voracidade da lembrança Moderna. Puro demais para a intoxicada e drogada necessidade de eternidade Moderna. Abriu mão do Reino dos Céus cristão, muito fantasioso para uma mente que não gosta de esquecer, para ficar com um Reino de Informação, indiferente, preocupado apenas em não ser esquecido na eternidade! Nas máquinas! E azar do resto que será esquecido e lembrado por ninguém! Ninguém, que é um nome lembrado por todos, e que se refere a alguém esquecido por nossa possibilidade de esquecer,que não existe, mas o concebemos porque esquecemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4395314364249907602?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4395314364249907602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/devaneio-gigante-devaneio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4395314364249907602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4395314364249907602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/devaneio-gigante-devaneio.html' title='Devaneio... gigante devaneio...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6519965219888559278</id><published>2010-10-22T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T13:55:06.945-07:00</updated><title type='text'>O problema da Fé e da Razão</title><content type='html'>Exclamaram: "Fé!". Retrucaram: "Razão". Pensaram: "Deve ser a Ciência!". Repensaram: "Deve ser a Religião!". No fim a eterna discussão. O problema não é a Fé, o problema não é a Razão; o problema é o homem. Anterior à este debate chato, arrastado, pesado, truculento e desgastante, existe uma essência mutante, um problema no maquinário, uma peça defeituosa: o debatedor. O infeliz que se propõe a incentivar os socos ao ar. O debatedor. O cara que olha para fora de si e expõe o "bem e o mal", "Deus e o Diabo", "A Fé e a Razão ou Razão e Fé" (como preferir). A insistência em dicotomias externas e inalcançáveis é uma teimosia humana para fugir da realidade. É o mesmo que dizer que o problema é o "burguês", o "povo", o "sistema", o "diabo" ou o "destino", não tem fundamento, não tem consistência, não existe, não é real. Dê-me um punhado de Fé, ou um tanto de Razão. Não dá! Porque? Uma dicotomia inventada para nos dar segurança existencial e retirar de nós a culpa ou o problema da própria existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é pior (me perguntam), a Fé ou a Razão? Nem uma nem outra. O problema está na pergunta, ou melhor, naquele que pergunta, no perguntador! Entre a Fé e a Razão existe um mediador, ou inventor, sei lá, o homem, aquele que as denomina e as manipula. Adoro esta parte,  denominar e manipular. Denominar é dar o nome à cria, à criação. Damos nomes a estas duas "forças", as separamos e ainda nomeamos também a disputa eterna entre estes dois deuses. Divinamente também tomamos estas divindades e as subjugamos, as obscurecemos, as tornamos "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;homo sapiensídicas&lt;/span&gt;". Municiamos ambas as partes e as controlamos de acordo com nossa vontade, nosso desejo, nosso percurso forçado à uma tomada de poder. Evocamos algo, o divinizamos, dividimos em dois e os deturpamos em monstros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto não é uma moralidade conveniente. A Fé é boa/má. A Razão é boa/má. O ponto é a virtude, a virtude humana. Não são boas ou más, são Fé e Razão. São "são". Agora, o humano é homem. Sendo homem, não aprendeu a não querer ser igual a Deus. Mas encheu-se de si e se fez aquilo que não é. Criou uma grandissíssima ilusão. Uma ilusão mãe, mãe solteira. Na trilha por nosso poder, nosso desejo de ter aquilo que não temos e/ou ser aquilo que não somos, utilizamos destas forças em nossa ilusão para dominar, denominar e manipular tudo. O ponto é o homem e o que ele faz com aquilo que chama de Fé e Razão. Então quando me perguntarem o que é pior, responderei da seguinte forma: "Nem uma nem a outra. O problema é crer que se é racional e/ou racionalizar aquilo que se crê". A Fé pode aprisionar e a Razão matar. Mas não elas por elas mesmas, mas como instrumento do debatedor, da peça defeituosa do maquinário, do homem. O problema é crer que somos racionais e racionalizarmos aquilo que cremos. O problema é criarmos nestas forças divinas ilusões para sermos deuses ou sermos iguais a Deus, ao invés de sermos humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6519965219888559278?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6519965219888559278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/o-problema-da-fe-e-da-razao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6519965219888559278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6519965219888559278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/o-problema-da-fe-e-da-razao.html' title='O problema da Fé e da Razão'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1650747692920811110</id><published>2010-10-20T16:17:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T16:27:21.453-07:00</updated><title type='text'>Um mínimo de respeito</title><content type='html'>Perdoem-me mas não posso ser desrespeitoso e leviano. Os textos devem ser tratados com o devido respeito! É de péssimo coro, deprimente imagem e completa demonstração de desinteresse, falar de um texto sem conhecê-lo, sem pensar sobre ele, sem descobrir em qual contexto ele se encaixa. Isso vale para qualquer texto. Não podemos falar frases soltas sem saber de onde elas vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em especial, é de tremenda falta de tremor e temor pela Palavra de Deus, que os crentes tanto evocam, jogar versículos ao ar sem conhecer em que livro, capítulo e perícope ele se encaixa! E neste cenário, de qual tempo histórico ele pertence! Por favor, em respeito e amor à Palavra, à Bíblia, ao que chamamos de texto sagrado, não sejam levianos, não decorem versículos sem saber do que eles tratam, não leiam a Bíblia achando que já sabem o que ela diz! Você pode se surpreender, Deus pode falar com você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1650747692920811110?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1650747692920811110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/um-minimo-de-respeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1650747692920811110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1650747692920811110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/um-minimo-de-respeito.html' title='Um mínimo de respeito'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4909619236888251922</id><published>2010-10-07T08:30:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T09:13:12.995-07:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>Ontem estava no seminário e em uma das aulas entramos em um assunto tenebroso (que comentando aqui à parte, não tinha nenhuma relação nem com a disciplina e nem com o assunto em pauta), um assunto que sempre que faz parte da conversa tudo vai por água abaixo. Como diz meu pai, que também é professor, "sempre que o 'diabo' entra na aula', ele estraga tudo". Esse nome quando é dito por alguém em uma igreja, ou entre crentes, parece que gera um mal estar tão grande, uma euforia momentânea espetacular, algo complicadíssimo de se compreender. Chega até a parecer que cristão mais crê no diabo do que em Cristo (vai entender?!). Já escrevi outros textos sobre o Diabo, chifrudo, pé-preto, belzebu, corinthiano (eu sou corinthiano ok?! Isso é apenas uma piada) e seja lá como queres chamar, mas este é mais um desabafo do que propriamente uma reflexão ou um pensamento "bem pensado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da minha casa, na minha família mesmo, na igreja ou no seminário, todas as pessoas tem suas experiências com coisas "assustadoras" e inexplicáveis (as quais eu também tenho!) e sempre atribuem-nas ao diabo. Eu nunca consigo atribuí-las ao diabo como todos entendem; uma possessão, um ser que paira por aí e entra no homem, não dá! Então surge a célebre pergunta: "Então como você explica?". Por que eu tenho que explicar???! Porque eu tenho que ter uma explicação?! Aliás, porque você quer explicar? Como que um homem ou uma mulher fica numa posição absurdamente estranha? Como muda de voz? Como sai colando nas paredes? Eu sei lá! E direi outra coisa: você também não sabe! O que sei é que como ser humano tenho um potencial tremendo, como homem sou capaz de coisas inimagináveis, como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;homo sapiens&lt;/span&gt;, animalesco, tenho muito mais!O distanciar-se do ser ser humano, animalizar-se, deixar de ser humano, nos torna tão atribulados, fortes, loucos, instintivos, quanto os animais. Não sei explicar, ninguém sabe! Mas porque é necessária uma explicação? Não é mais fácil eu conseguir uma solução? Que aliás, deveríamos ter em mente, conhecer essa solução: Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me atenho em inventar um ser ou me ater a um ser que é pó, verme, lixo, nada, quando tenho comigo Cristo? Que sentido faz? Os crentes tem uma mania de "libertar a opressão do inimigo" com palavrinhas mágicas! Cinco palavras que em ordem certa e intensidade correta na voz resolvem o problema do demônio. Que simples! Quem dera esse fosse o maior dos problemas, o maior dos males! "Fui até aquele casebre e expulsei o demônio. Era um casebre isolado, perto de um esgoto, caindo, faltava comida, bem obra do inimigo! Aí expulsei o demônio, orientei a família e acho que até hoje devem ter tomado o caminho"... Como assim?! O problema não era o demônio! O problema era a casa! Era o casebre! Sujo, pobre, sofrido. Faltava pão, faltava água! Faltava vida! Faltava humanidade! Quem dera os problemas fossem resolvidos com aquelas cinco palavrinhas! O problema é mais fundo, é mais embaixo, esse comportamento animalesco que chamamos de demônio é só o fenômeno, a ponta do iceberg. E a vida? Comida? Dignidade? Humanidade? Pra que né?! O demônio já foi expulso, ganhamos a batalha espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dá vontade de dizer muitos e muitos palavrões. Mas não posso, provavelmente pareceria que estou possesso. Estou é indignado! Como podemos viver olhando para nosso umbigo? Para um mundinho pequeno? Procurando explicações transcendentais que são resolvidos com cinco palavras ao invés de olhar para a dor? Não pode! Não cabe! Não dá! Pessoas morrem todos os dias por causa não do diabo, mas por causa do homem! &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Homo Sapiens&lt;/span&gt;! Milhares de pessoas na Faixa de Gaza morrem inclusive em nome de Deus! Países invadem outros e matam milhares em nome de Deus! Isso é homem! Homem! Não é Diabo! Pessoas morrem de fome por causa da sede, da fome, da péssima distribuição de terras, e nós preocupados com um ser que nem vemos! Como? Como é possível?! Vemos todos os dias miseráveis nas ruas, mendigantes, discriminados e não nos preocupamos. Mas o diabo que não vemos, ah, esse sim é perigoso! Não! Isso é Homem! Isso é Homo Sapiens! Isso sou eu! Eu! Eu! Penso todos os dias em meios de matar melhor uma pessoa, produzo armas cada vez mais precisas, penso em como me apropriar do outro, escravizo mão de obra, me educo e furto a educação dos outros, sou ambicioso, ganancioso, cobiço, sou mundano! Fui capaz de subjugar nações, capaz de destruir famílias, homens, mulheres, crianças! Fui capaz de matar seis milhões de judeus com uma precisão incrível, racionalmente, calculando, consciente! Sou Homem! Sou eu! Não Diabo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem que eu sou "racionalista" por tentar explicar estes fenômenos estranhos. Jamais, longe de mim! Pelo contrário, chamo-os de inexplicáveis. Não quero explicá-los, quero saná-los! Não em meu nome, pois sou eu o causador disso, mas no nome daquele que me salvou, Jesus Cristo! Racionalistas são vocês que querem explicar o como e o porque acontecem estas coisas, com quais palavras mágicas podemos resolver estes problemas. Racionalistas são vocês que não conseguem conviver com o desconhecido e precisam nomeá-lo! Precisam controlá-lo! Precisam estar em conflito com ele! Prestem atenção! Olhem para o que vemos, para a vida, e vejam que este é o menor dos males, o mais simplório. Percebam que a dor do mundo é causada por nossa racionalidade, por nossas mãos, por esta racionalidade que vocês utilizam para "combater o desconhecido". O mundo precisa de pão! Do Pão! De água, da Água! Precisa da Carne e do Vinho. Nós precisamos disto, não de demônios. Nós vemos, agora deixamos de ser cegos, somos então culpados! Nossa culpa, máxima culpa! Não nos prendamos a picuinhas religiosas, a manipulações da dor, a manipulações do "transcendente", e vivamos a vida, cuidemos da vida, sejamos a vida! Por favor! Deixem que do Diabo, o Diabo que o carregue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diabolos&lt;/span&gt; - aquele dividido em dois. Anda em dois caminhos. Duas caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para "vencermos o Diabo", basta sermos íntegros e cuidarmos do ser humano como um ser, integral. Só que este "basta" é pesado demais né? Real demais para aceitarmos... Mais fácil derrotar o desconhecido, o inexistente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4909619236888251922?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4909619236888251922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/desabafo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4909619236888251922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4909619236888251922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5495167217885550125</id><published>2010-10-07T07:25:00.001-07:00</published><updated>2010-10-07T08:10:51.373-07:00</updated><title type='text'>Credo</title><content type='html'>Creio em Deus Pai Todo Poderoso; amoroso, misericordioso, gracioso, eterno e bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criador dos céus e da terra; e de tudo o que há! Todas as coisas! Inclusive Criador de mim. Destas coisas que como diabo (do grego &lt;span style="font-style:italic;"&gt;diabolos&lt;/span&gt;, que significa dividido em dois, dois caminhos, "duas caras") tenho matado, roubado, destruído, poluído, desgastado... Tudo por minha miserável ambição, miserável dualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio em Jesus Cristo; a encarnação de Deus, o esvaziamento do divino em humano, o demasiadamente humano que tornou-se divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Único Filho; o unigênito de Deus Pai. A revelação Daquele que é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor; meu Senhor, de quem me fiz escravo por ser livre! A quem entreguei minha vida depois de tê-la recebido Dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O qual foi concebido por obra do Espírito Santo; que refez o humano, transformou o coração, trouxe conforto, graça, paz e consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nasceu da Virgem Maria; mulher graciosa, revestida pela graça, mãe do Filho do Homem, mãe de Deus. Provavelmente estuprada por um romano, mas que por Aquele Espírito, teve sua dor transformada em Cura, na Cura. Sua desgraça em Graça, seu choro em Alegria, sua vontade de morrer na Vida Eterna. De seu ventre veio o Redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; e sob o meu. Sob o dos homens. Sofreu nas mãos do poder humano, do grande causador das dores, do responsável pelo pecado. Sofreu sob nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi crucificado; com meus martelos e meus pregos, segurados por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morto e sepultado; descobriu as desgraças que somos capazes de fazer. Conheceu o preço da liberdade, a irresponsabilidade. Esvaziou-se de si, entregou-se a morte, deu sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu em Hades; conheceu  a profundeza do inferno, da ausência de Deus, da barreira que criamos entre nós e o Amor. Esvaziou-se de si, e foi preenchido com chicotadas, ofensas, escárnio, violência, solidão, completa solidão, e o pior de todos os males, a indiferença. Descobriu o inferno que seres divididos em dois caminhos são capazes de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; ressuscitou! Recebeu as chaves da vida! Triunfou sobre a morte! Mostrou o que é viver, como viver e o que vale a pena na vida! Apresentou uma Vida Eterna! Encarnou um Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu aos céus; voltou para o Pai. Ao Reino que tentou viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está sentado a destra de Deus Pai; ao lado Daquele que é Criador, Daquele que se esvaziou, Daquele que primeiro amou, Daquele que mesmo conhecendo o inferno que sua Criação é capaz de gerar, ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo Poderoso; amoroso, misericordioso, gracioso e bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que há de vir a julgar os vivos e os mortos; com sua Justiça de Vida, Vida Eterna, seu Amor, Graça, Paz, Divindade... Além da compreensão humana, do julgamento humano. O Deus que em seu julgamento traz Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio no Espírito Santo; aquele que refaz o humano, que consola, transforma corações e une a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Santa igreja católica; não uma instituição, não paredes, mas uma universal e una família carregada de vida e de valores que transmitem a mensagem Daquele que deu a vida por nós. Unida por Aquele mesmo Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comunhão dos santos; não por serem  perfeitos, doutrinados, regrados, rebanhos, mas sim por serem revestidos do Espírito, santos por serem demasiadamente humanos como Aquele Filho do Homem foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na remissão dos pecados; mediante a graça, ao único sacrifício necessário, ao amor, o Verdadeiro Amor, que julga os vivos e os mortos e a eles derrama de sua Justiça, Paz e Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ressurreição do corpo; de todo o ser. De tudo aquilo que o humano é. Do humano refeito, transformado. Do corpo dos santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Vida Eterna; que sempre foi, é hoje e sempre será! A Vida em abundância! A Vida do Filho! O Reino do Pai! O Reino dos Céus! Minha Esperança! Nossa Esperança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMÉM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5495167217885550125?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5495167217885550125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/credo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5495167217885550125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5495167217885550125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/credo.html' title='Credo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-3910660394515207213</id><published>2010-10-04T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T16:29:25.651-07:00</updated><title type='text'>Depois de sabido, é impossível "dessabê-lo"</title><content type='html'>"Disse Jesus: 'Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um tio que diz o seguinte: "A ignorância é uma bênção". Claro, faz todo o sentido. Depois de sabido algo, é impossível "dessabê-lo". O problema do saber é que este consigo traz um fardo, um fardo árduo e pesado de se carregar; a culpa. Enquanto ignorantes bebemos leite. Enquanto esvaziamo-nos de nossa ignorância, ou nos enchemos de "sabedoria" (no sentido de saber algo), começamos a comer comida sólida. Depois de alimentado com algo além do leite, o leite é insuficiente. Parece que cada vez que conhecemos alguma coisa, esta coisa nos rouba uma parte de nós, e por medo de nos perdermos de tudo o que somos, corremos atrás dessa coisa que conhecemos para recuperar o que nos foi roubado. O problema é que neste percurso conhecemos outras coisas, e estas outras coisas nos roubam outras partes, e passamos a correr atrás das várias coisas que nos roubaram várias partes. Isso não pára nunca! A menos que desistamos da corrida ou morramos no caminho. Mas não conseguimos desistir, e se chegarmos a este ponto, lutamos contra nossas próprias pernas, entramos em crise com nós mesmos, a famosa "crise existencial". Depois de sabido algo, é impossível "dessabê-lo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos como cegos, ou estamos nas trevas, um homem cospe no chão, faz um barro, pede para que lavemos nossos rostos e passamos a ver, um homem é a luz que veio ao mundo para espantar as trevas. Entretanto, como é bom viver a escuridão, como é bom manter-me cego! Quão difícil é seguir o Filho do Homem! Mal tenho onde reclinar a cabeça! Depois de sabido algo, é impossível "dessabê-lo"! Mas esta é a condição da liberdade... Sentir o gosto de ser livre traz rejeição pela escravidão. Como é bom ser livre! "Foi para a liberdade que Cristo nos libertou!"; como é bom ter esta paz! "A minha paz vos dou"... Entretanto, quão difícil é assumir o controle da vida, como é difícil saber que decidir quem sou está em minhas mãos, como é viver sem Cristo depois de conhecê-lo! Como é difícil! Mas como é bonito! Depois de conhecida a vida, é impossível viver uma morte. Depois de sabida a vida, a Vida, a Vida Verdadeira, a Liberdade, é impossível "dessabê-la". Se agora enxergamos, carregamos conosco uma culpa, a parceira da nossa sabedoria... Depois de sabido, é impossível "dessabê-lo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-3910660394515207213?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/3910660394515207213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/depois-de-sabido-e-impossivel-dessabe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3910660394515207213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/3910660394515207213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/10/depois-de-sabido-e-impossivel-dessabe.html' title='Depois de sabido, é impossível &quot;dessabê-lo&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-572696498150760070</id><published>2010-09-29T10:04:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T10:18:54.418-07:00</updated><title type='text'>Rebanhos... Apenas rebanhos...</title><content type='html'>Voltava hoje para casa, saído da faculdade, acompanhado por meu compadre Pedro Conceição (ótimo músico por sinal, aconselho que procure algo deste fera na internet). Discutíamos (dentro de nossas limitações) as influências de um pensamento chamado “marxista” em nossa sociedade, na nossa maneira de viver. Enaltecemos o brilhantismo de suas análises econômicas, suas críticas, e a incontestável e indiscutível complexidade de suas obras. Uma ciência tào difícil, e como percebemos, tão banalizada. Faz parte da boca de qualquer um. Mas não, este não fora o foco de nossa conversa, o objetivo era falar de suas influências. De modo bem simplista (como corre na boca deste qualquer um que te escreve), notamos que a solução de Marx para os problemas da sociedade capitalista era a consciência de classe por parte da “classe operária” (observação: hoje em dia quem é a classe operária?) e isso influencia ainda os movimentos sociais e os partidos de esquerda na busca por uma tal de igualdade. E é neste ponto, finalmente, que descobrimos uma influência sublime, suprema, elevada: a “consciência de massa”. Talvez não fosse objetivo de Marx, ou ainda, não foi ele quem inventou essa consciência, ou idéia de consciência, mas de sua teoria e também de sua ideologia, percebemos uma intensificação do agrupamento de rebanhos, do ajuntamento de bandos, das grandes manadas humanas... Das massas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setorizamos nossa sociedade. Marx ajudou bastante nestas divisões. Pessoas que buscam grupos que validem direitos que desejam adquirir, que conquistem algo que as torne parte da sociedade (que dialeticamente e' composta por estas, por sinal). Ser parte não é apenas ser cidadão, viver em um tal lugar ou manter relações de proximidade com os demais humanos, criar laços, é necessário levantar uma bandeira, seguir uma série de regras, doutrinar-se à molde de alguéns. Vivemos em constantes conflitos de grupos, não divergências humanas, mas batalhas de alcatéias. Essa noção de consciência de massa nos trouxe artifícios antes nunca pensados como o marketing e a mídia, o pastor e o cajado (não necessariamente nesta ordem). Aprendemos a manipular esta consciência, a controlar as manadas, a preparar cabrestos, caixas, grades e currais. Não guiamos mais nossos passos, mas somos empurrados e condicionados a acompanhar as demais pernas. Até precisamos repensar o ditado de “nadar contra a maré”, deve agora ser “caminhar contra a manada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos influenciados por esta idéia de classe a nos fecharmos uns para os outros. Aquele que não pertence a minha classe não é digno de partir comigo o pão (ou o feno, sei lá). Como diz outro compadre meu, Rafael Diogo Valmoleda, “quem não pensa é pensado”. Somos pensados por nossa massa, deixamo-nos pensar por nosso bando. Inclusive na política! Delegamos nossa responsabilidade de governar nossa terra a bandos que representam nossos bandos e ainda culpamos a massa por escolher mal os bandos representantes. Que incoerência! Mais incoerente ainda é que nessa complexidade de massas, de massificação, as pessoas ao invés de se unirem, estão cada vez mais individualistas, mais indiferentes, mais blasé. A consciência de classe ao invés de incentivar a fraternidade e o cuidado por aqueles que fazem parte de manadas, incentiva o egoísmo, egocentrismo e mais algum outro ismo que exclua pessoas. Somos individualistas com uma moral de bando, quer dizer, ou sem identidade ou bem esquizofrênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cristão, quando olho para as igrejas que fazem parte desta sociedade, ao invés de ver seres humanos que imitem o homem que foi mais humano, vejo gigantescas manadas cercadas e felizes em sua prisão, em seu pasto fechado. As massas religiosas, alienadas. Marx chamou os religiosos de alienados, mas não são apenas eles, todos somos alienados, fazemos parte de bandos. E aqueles que não são alienados, são alienígenas. Cristo compreendeu que ser humano não pode ser animal, não pode viver em bando, em grandes manadas, deve ser ser humano, indivíduo. Deve pensar para além de sua moral de bando, deve ser como o samaritano que interrompe sua viagem para ajudar um judeu largado quase morto a beira da estrada, deve aprender a curar no sábado e a se sentar com ímpios e pecadores, prostitutas e publicanos. Mas os cristãos não, sua moral de bando os impede de olhar para a miséria da vida, para a necessidade de um governar-se a si mesmo, de caminhar com as próprias pernas, de um amadurecer, crescer, explorar da sua humanidade. Não conseguem. Sua moral de bando chama isto de egoísmo! Veja só! Egoísmo! É egoísta pensar para além do que dizem que você deve pensar! É egoísmo olhar para a humanidade e ver seu flagelo! Egoísmo buscar respostas às perguntas que ainda não foram feitas, refazer a realidade! E enquanto esta moral esmaga o peito, pessoas morrem, o individualismo impera, o sofrimento aumenta e a liberdade clama por ser liberta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é pedir demais abrirmos mão de nossas manadas? Esquecer de nossos bandos? Deixar de sermos animais que andam como rebanhos e sermos humanos que são responsáveis por si mesmos? Já passamos da maioridade! Já é século XXI! Lembremos do que somos, sejamos o que deveríamos ser. Conversando hoje com meu compadre Pedro Conceição (lembra dele no começo do texto?), lembrei-me de Kierkegaard: "A contemplar as multidões à sua volta, a encher-se com ocupações humanas, a tentar compreender os rumos do mundo, este desesperado esquece-se de si mesmo, esquece do seu nome divino, não ousa crer em si mesmo e acha demasiado ousado sê-lo e muito mais simples e seguro assemelhar-se aos outros, ser uma imitação servil, um número, confundido no rebanho”. Desesperados! Rebanhos desesperados! Esquecemo-nos de nós. Classe demais e vida de menos. Temos um desafio de buscar a humanidade de cada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;homo sapiens&lt;/span&gt;, a potencializar o governo de si mesmo, a consciência da vida, não a de classes, mas a da vida. Isso não gera individualismo e egoísmo, mas independência e amadurecimento. Para aqueles que são mais religiosos, santidade e imitação de Cristo. Temos o desafio de deixarmos nossa organização animalesca e voltarmos a nossa construção humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-572696498150760070?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/572696498150760070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/rebanhos-apenas-rebanhos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/572696498150760070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/572696498150760070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/rebanhos-apenas-rebanhos.html' title='Rebanhos... Apenas rebanhos...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-7004783657326304311</id><published>2010-09-27T15:22:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T15:46:08.162-07:00</updated><title type='text'>A Palavra</title><content type='html'>João 1: 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus. Letra? Texto? Bíblia? Não! Carne. Não! Sangue. Aquele que come este pão e toma este vinho, aprecia e degusta esta carne e este sangue todos os dias, o faz em memória dele. O faz em memória da Palavra. Denomina-se como santo. Santo não por si, mas pela Palavra. Santo não por uma vida regrada, mas por uma vida textificada: escrita com sangue e impressa na carne. Um valor vivido, uma Palavra encarnada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus veio aos homens. A Palavra de Deus que se faz homem. A Palavra de Deus que é a graça e a verdade. A Salvação dos homens. Vimos sua glória, a glória do Único vindo do Pai. Cheio de graça e verdade. A graça que salva, a verdade que liberta. Conhecemos esta verdade, ela viveu entre nós, ela nos libertou. Vimos sua glória, glória do Único vindo do Pai. Por esta graça somos salvos. Vimos sua glória, glória do Único vindo do Pai. Uma glória que morre, uma glória que se esvazia, uma glória que fracassa. Uma glória sentada em um jumento, nascida numa manjedoura, morta assassinada como criminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus testemunha. A Palavra de Deus martiriza-se. A Palavra que era no princípio e deixou silenciar-se. A Palavra que criadora fora calada pela criatura. A Palavra que por amor deixa o silêncio falar alto, muito alto. Tão alto que este clama pela Palavra. Clama pela luz. Luz que não é derrotada pelas trevas. Luz dos homens. Palavra. Carne. Sangue. O Deus encarnado, a palavra encarnada, o amor que se fez homem. Os homens que vêem este homem, encontram a Palavra. Os homens que vivem este homem, vivem a Palavra. Não é necessário ler, não é necessário falar, não é necessário ouvir. É necessário viver. A Palavra de Deus não se escreve, fala ou ouve, mas vive. Vive entre os homens, vem ao mundo, encarna-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus: Jesus de Nazaré, aquele que é chamado de Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-7004783657326304311?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/7004783657326304311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/palavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7004783657326304311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/7004783657326304311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/palavra.html' title='A Palavra'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8216237027231595522</id><published>2010-09-27T07:24:00.001-07:00</published><updated>2010-09-27T07:31:57.767-07:00</updated><title type='text'>Odisséia - Resenha Filosófica (Trabalho para a faculdade)</title><content type='html'>Livre para ser em devir frente a aleatoriedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Odisséia de Homero conta a história de Odisseu, o rei de Ítaca, que participara durante dez anos da guerra de Tróia e agora retornava para casa. Entretanto, este regresso não seria tão simples; Ítaca já não era mais a mesma, sua mulher Penélope não era mais a mesma, seu filho Telémaco já não era mais o mesmo, e inclusive Odisseu já não era mais o mesmo, aliás, ele mesmo buscava descobrir quem era. Os muitos anos distante desfiguraram-no e bagunçaram sua casa. Ítaca agora não tem um rei, Telémaco não tem consigo o pai e Penélope está  acompanhada por pretendentes que desejam desposá-la por considerarem o marido desaparecido, que tenta redescobrir-se, como morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno conturbado para casa sofreria intenperes e resistência dos deuses. Poseidon setir-se-ia afrontado e perseguiria Odisseu. Calipso aprisionaria Odisseu em sua ilha, Zeus destroçaria seu barco por causa de uma desonra cometida pelos homens de Odisseu aos gados de Apolo. O homem tenta encontrar-se, busca voltar àquilo que já foi. O homem em busca de ser homem, descobrir o que é ser homem, mas sofre na caminhada as interferências deste divino. Afinal, o que são estes deuses? Se este homem sofre dos destinos e nas mãos dos deuses, os incontroláveis deuses, como será que é livre?  Qual liberdade, se é que existe, que este homem possui frente a este incontrolável? Como este homem descobre-se livre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente dos desejos de Odisseu, de suas práticas, seus sonhos, metas e planos, quaisquer decisões tornar-se-iam ineficazes caso um deus decidisse intervir em sua vida. Para escapar de tal interferência, dependeria do consentimento e intervenção de outro deus. Logo, este homem está solto e rendido à aleatoriedade, não é capaz de controlá-la. Vive em um “salto de fé”, como diz Kierkegaard em seu livro “Temor e Tremor”, no qual apresenta a vida de um homem como se este estivesse suspenso sobre um fio, atravessando um abismo em completa escuridão e sempre arriscando o próximo passo, já que não enxerga a continuidade do fio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odisseu nunca pôde decidir o de “onde viria” e talvez jamais alcançasse o cumprimento de seu anseio do “para onde iria”. Seu destino é traçado, transformado e retraçado pelos seres divinos. Sua viagem é aleatória, não é boa nem ruim, triste ou alegre, do bem ou do mal, simplesmente é um percurso, é vida. Nesta aleatoriedade cabe então uma moral extremamente conveniente, que ora para o homem viajante situações iguais serão boas, ora más. Em detrimento deste aleatório chamado divino, gera-se então esta moral conveniente, jogada na conta de deuses, os inexplicáveis deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a formação, delimitação e definição desta moral que a ele convém, o homem forja-se e procura formar, delimitar e definir aquilo que ele mesmo é. Face aos acontecimentos e desastres de sua jornada, Odisseu toma decisões e faz escolhas que resultarão, em sua somatória, aquilo que ele é: sua memória. Estas memórias, que em sua moral conveniente serão assistidas como boas ou más dependendo do que melhor convir, farão de Odisseu aquilo que ele é. Logo, a possibilidade de liberdade que o homem tem é de construir sua moral conveniente frente a aleatoriedade. O decidir como encarar sua jornada, como guardá-la em sua memória e como lembrá-la, então, decidir quem é. A liberdade de Odisseu não está em decidir o de onde vir ou o para onde ir, mas sim, no “quem ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não tem controle sobre sua viagem, mas tem controle daquilo que pode ser em sua viagem. Nisto surge outra questão: sua moral é tão conveniente que transforma-se sempre e a todo instante, nunca cristaliza-se. Claro, se esta moral cristalizar-se, não será uma moral conveniente, que adequa-se as vontades e ao percurso percorrido daquele que a rege, mas sim uma moral estática, absoluta e não participante da aleatoriedade. Logo, esta moral não participa da vida que se apresenta. A moral estática não trata da existência do ser, da liberdade do ser, mas do “não-ser do ser”, da morte ou aprisionamento do ser. Se este ser parar de transformar-se, ser em constante devir, para tentar consolidar o que é, na verdade perde o seu ser, morre, deixa de existir. Quando Odisseu vai ao Hades, fica perceptível uma diferença entre o mundo dos vivos e dos mortos na dinâmica de um e na inércia de outro. Enquanto entre os vivos as memórias se constroem, entre os mortos elas mantém-se sempre as mesmas, nostálgicas e eternamente estáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odisseu é livre para decidir quem ser ao enfrentar a aleatoriedade e confrontar-se com o incontrolável (viver a vida), mas seu ser nunca é. Este homem nunca pode viver estático, sua existência não se dá sempre igual, mas, pelo contrário, como tudo a sua volta muda e é aleatório, sua existência da mesma maneira tem que ser dinâmica. A vida sempre em devir, Odisseu sempre em devir. Sua existência, sua moral conveniente, sua liberdade, sua memória e aquilo que ele é nunca sendo, mas sempre em devir. Frente a aleatoriedade da vida o homem não é, mas descobre-se livre por poder escolher quem ser neste sempre devir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8216237027231595522?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8216237027231595522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/odisseia-resenha-filosofia-trabalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8216237027231595522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8216237027231595522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/odisseia-resenha-filosofia-trabalho.html' title='Odisséia - Resenha Filosófica (Trabalho para a faculdade)'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1655052210833225091</id><published>2010-09-22T15:21:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T08:11:39.527-07:00</updated><title type='text'>Igreja sem paredes e hora marcada</title><content type='html'>"Amigos, apressem-se. Está na hora de irmos à igreja." - disse um rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que diferencia uma igreja de uma casa? O que diferencia uma igreja de um shopping? O que diferencia uma igreja de qualquer outra construção dotada de paredes e portas? É interessante como numa frase simples está implícito um conceito de igreja que guia nossa religiosidade (no melhor sentido possível da palavra), nossa fé e nossa relação com o divino. É interessante como numa frase simples descobrimos que somos cristãos de hora marcada, Corpo de hora marcada, Igreja de hora marcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição básica de igreja: Corpo de Cristo/Noiva de Cristo/Sal da terra e Luz do mundo. Respostinha de nossas escolas dominical, mas sem reflexão de sentido e sem reflexão na nossa prática de vida. Não somos Corpo. Não somos noiva. Se somos, estamos desmembrados e divorciados. Não vivemos sob uma mesma missão e nem sincronizamos nossos órgãos (olhos, cérebro, coração...). Como igreja, aliás, mal somos humanos o suficiente para sermos comparados com um corpo ou com uma mulher. Nossas igrejas não tem alma nem dinâmica, são rígidas demais, fortes demais, com tijolos demais. Não somos luz, mas nos preocupamos muito com as contas de luz a pagar. Não iluminamos vidas e muito menos iluminamos da porta da igreja para fora, apenas para dentro. Enchemos de raios e claridade nossos palcos, nossos púlpitos e nossos cultos, mas do mundo mesmo, pouco somos luz. Sal? Só se for grosso jogado no chão. O partilhar da comida, do pão, do sal, não são pautas. Somos igreja de hora marcada, de lugar marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser/Fazer igreja não tem como ser para si. Ser/Fazer igreja não tem como parar em paredes. Ser/Fazer igreja não tem como se limitar a hora marcada. Como naquela frase construímos nossa religiosidade? Nossa Fé? Nossa relação com o divino? Um belo bem-de-serviço. Vivemos para aumentar nossa casa, nosso negócio, nossa parede. Vivemos para cumprir nossos horários, nossos ritos, nossos compromissos com Deus. Pago minhas contas de fé e espero a entrega de meu benefício celestial. Construímos grandes templos, cheios de gente, cheios de paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo de Cristo. Noiva de Cristo. Sal da terra e Luz do mundo. Igreja não é parede, igreja é Corpo. Igreja não é parede, igreja é Noiva. Igreja não é parece, igreja é Sal. Igreja não é parede, Igreja é Luz. Igreja não tem horário, Igreja tem dinâmica. Igreja tem vida, tem libertadade, tem responsabilidade, tem submissão, tem gosto, tem visão. Igreja tem Humanidade. Igreja é gente. Gente que partilha de sonhos, que vive Cristo, que é Corpo, Noiva, Sal, Luz. Gente que vive Igreja todos os dias, que tem uma missão todos os dias, que sente a dor dos órgãos, a dor da vida, o sofrimento das discórdias, o desgaste da comida, a obscuridade e as trevas a sua volta. Gente que anseia por brilho, pelo Reino, que vive ser Igreja, que vive ser Cristo. Igreja que não está presa a um lugar, que não tem hora para começar e terminar. Igreja é vida, maneira de viver. Missão. Igreja não é parede. Igreja é pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amigos, apressem-se. Está na hora de sermos igreja." - disse o Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1655052210833225091?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1655052210833225091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/igreja-sem-paredes-e-sem-hora-marcada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1655052210833225091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1655052210833225091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/igreja-sem-paredes-e-sem-hora-marcada.html' title='Igreja sem paredes e hora marcada'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2566529105321834059</id><published>2010-09-13T15:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T16:03:12.722-07:00</updated><title type='text'>Sabedoria trágica</title><content type='html'>"Ser ou não ser?" - diz Hamlet. "O sumo bem?... Melhor não nascer, não ser, nada ser." - diz Cileno à Midas. "O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador... Este é o mal que há em tudo o que acontece debaixo do sol: o destino de todos é o mesmo... e por fim eles se juntarão aos mortos." - escreve o sábio em Eclesiástes. "Quem prevê o que vai acontecer? Desordem reveza com ordem, Erros sucedem verdades. Em sua cegueira o homem ignora As vicissitudes das coisas..." - reflete Lao-Tsé. Pesado, triste, forte, trágico. Como destas coisas existe esperança? De onde vem uma vida? Uma força pra viver? Como pode o homem continuar em sua miséria, constatando sua miséria, vivendo sua vida limitada, resistindo à sua consciência de seu sofrimento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Das divergências surge a harmonia" (Heráclito). Uma sabedoria trágica, uma existência "Eclesiástica", a esperança que surge do "é o que temos para hoje". Se melhor fosse não nascer, não ser, nada ser, se somos, é o que temos para hoje. A vida é aleatória, incontrolável, caótica, mas é vida. Uma esperança que surge na possibilidade de ser, amadurecer, crescer, se formar, aprender e render a vida, mesmo que seja em meio a esta triste miséria, triste realidade. Uma esperança cristã. Uma força de Cristo. "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo". Um Deus que se esvazia, se faz homem, sofre a miséria da vida, e vence. Vence? Sim, dá sentido, significado à sua existência e à própria miséria, aleatoriedade. Faz de seu nada valores. Faz de sua dor esperança. Faz de sua morte vida. E apresenta desta morte, uma nova vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2566529105321834059?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2566529105321834059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/sabedoria-tragica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2566529105321834059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2566529105321834059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/sabedoria-tragica.html' title='Sabedoria trágica'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8071132064948011989</id><published>2010-09-11T08:09:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T08:48:43.548-07:00</updated><title type='text'>"Apple Age"</title><content type='html'>Ser extremamente técnico, prático, objetivo, útil e cumpridor de tarefas específicas; esta deve ser a função de um ser na Era da Maçã. Sempre novo, incansável, desbravador de atalhos e descubridor de fins rápidos, "fast-food". Estas são as ações de um ser da Era da Maçã. A preocupação não está em percorrer um bom percurso, correr uma boa corrida, mas sim, inventar maneiras de estar na linha de chegada sem se cansar, sem desgastar, sem sofrer, sem sentir, sem perder, sem ganhar, apenas chegar quebrando todos os recordes de tempo e de espaço. O menor tempo no menor espaço. Fugindo da fadiga, fugindo da velhice. O devagar é descartável e o velho obsoleto. Estes são os padrões nesta Era da Maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como numa era tão dinâmica a vida seja tão estática. Tudo corre tão rápido que não se percebe mais o tempo. Aquele ou aquilo que é novo logo tornam-se velhos, e nem se passou a vida. Na busca por mascarar a velhice precoce, a estética desenvolve-se. O novo que logo torna-se velho tenta manter as aparências, ouve músicas novas, acompanha a moda, mas todas estas coisas também já tornaram-se obsoletas. Um mundo inteiro descartável, uma praticidade tão prática que torna todos aqueles que a praticam, impraticaveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atalhos que logo nos entregam os fins prontos são tão úteis que nos tornaram completamente inúteis. Já não vivemos mais. Já não envelhecemos mais. Já não sentimos mais. Viver, envelhecer e sentir: privilégios e futilidades que não cabem em nossa nova era. O fruto que comemos era proibido, a caixa que abrimos continha todos os males e o Kronos que matamos nos roubou a humanidade. Somos imortais. Imortais que não vivem a vida, mas vêem-na passar. Um mundo tão dinâmico que tornou-se inerte. Tão mecânico que tornou-se estático. Somos obsoletos para esta nova era, somos obsoletos para a Era da Maçã. A criatura que engoliu o criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual fora o problema daquele Adão e daquela Eva no tempo em que maçã era um fruto e não uma Era? O problema de querer crescer antes do tempo, maturar antes da hora, ser Deus ainda sendo recém-nascido humano. Qual é o problema dos Adões e das Evas neste tempo em que maçã é Era e não mais fruto? O problema de querer crescer antes do tempo, maturar antes da hora, ser Deus ainda sendo recém-nascido humano. Comemos o fruto do-bem-e-do-mal, comemos um fruto que abriu um buraco em nosso estômago, um buraco que nos engole por inteiros, engole corpo-alma. Já não somos mais espírito. Este está muito fora de moda, não se adequa aos padrões desta nova era, Era da Maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não ouvimos Lenine? Porque não deixamos entrar em nós um pouco mais de paciência? Porque esquecemo-nos de Pessoa? E das pessoas? Porque não deixamos mais um Sócrates falar de virtude? Porque não paramos para fazer perguntas? Porque não permitimos um existencialista falar da existência? Porque escondemos nossas angústias? Porque um Lao-Tsé não pode mais falar seus poemas? Porque não compreendemos que fazemos parte de um Todo? Porque um Nietszche não pode mais criticar? Porque não escrevemos mais nossas vidas com sangue? Onde está o sangue? Onde está o coração? Fomos tão engolidos assim? Este buraco é tão grande assim? Agostinho falava dele, só não viu onde ele estava. Porque não podemos viver ao invés de sermos vividos? Será que é tão ruim sentir dor? Tão ruim ter medo? Tão ruim sorrir? Tão ruim ter angústia por causa de um amor? Tão ruim amar? Tão ruim morrer? Como saberemos se já não vivemos mais? Como querer cuidar da vida se não a conhecemos mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Era da Maçã roubou-nos de nós. Precisamos de um freio. Precisamos aprender a percorrer todo o percurso, correr toda a corrida. Quem disse que ser feliz é estar na linha de chegada? Quem disse? Porque não pode ser percorrer o percurso para chegar lá? Será que a felicidade não está no caminho? Como saberemos se hoje temos apenas o técnico, o prático, o objetivo, o útil e o atalho? Nessa Era da Maçã este texto está obsoleto. O tempo gasto por quem o lê é desperdício. Que sentido faz ler um texto como este que não tem finalidade, não cumpre um papel, não muda o mundo, não é prático, não acelera e nem te dá uma resposta? Um texto que não apresenta atalho, mas na verdade quer voltar ao percurso? É completamente inútil! Não perca tempo, feche a janela e dê boas vindas a Era da Maçã...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8071132064948011989?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8071132064948011989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/apple-age.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8071132064948011989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8071132064948011989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/09/apple-age.html' title='&quot;Apple Age&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2449929881980960552</id><published>2010-08-20T17:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T18:35:29.799-07:00</updated><title type='text'>Confessando que se conhece</title><content type='html'>Confesso: sou o culpado. Interessante como lemos aquilo que queremos. Sou culpado por ler diferente ou querer algo diferente. Sempre pensei (ou sempre pensamos) que o passo para tornar-se cristão era "Confessar os pecados". Confesso, peco em querer reler esse "passo". Não sei se fui ensinado ou se me ensinei a imaginar assim, mas quando pensava em confessar meus pecados, imaginava em relatar a Deus ou Jesus ou sei lá quem a lista de falhas cometidas desde o último confessionário. Fantasiava Deus esperando para ouvir palavra por palavra todos os erros cometidos, para daí então, graças ao que chamava de "Graça", esquecer de tudo o que tinha feito. Mas claro, antes eu teria de explicar e reconhecer os feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo essa semana a Primeira Epístola de João, e me deparei com o seguinte no capítulo 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"6 Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7 Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a Sua palavra não está em nós."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conhece-te a ti mesmo". Os gregos mandavam muito! Resumiram bem demais esse versículo. Como? O que uma coisa tem a ver com a outra? Este trecho não está falando de uma "causa e efeito", de uma obrigação, de uma prática religiosa e muito menos de uma ação literal. Prestemos atenção ao que me chamou atenção: a condição de estar na luz, caminhar com Deus, não é a ausência de pecado, como diz o versículo 8 ("Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós"). Precisamos confessar os nossos pecados, essa é a condição. Mas o confessar neste caso não é o catalogá-los a Deus ou caminhar com uma culpa angustiante, é na verdade, reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se afirmar que não tenho pecado é enganar-me, significa na verdade que ou sempre estou pecando (e nesse caso o gerundismo não é vício de linguagem e nem erro gramatical) ou sou pecador por natureza (tendo em vista que pecador por natureza não significa que sou geneticamente mal, mas simplesmente que não sou divino, não sou Deus). Logo, o confessar meus pecados é assumir esta minha condição de pecador, de humano, a condição de que peco. E esta condição (como esclareço em outro texto meu deste blog: "Pecar é Humano") não é ruim, má, errada. Apenas não é divina. Esta condição faz parte de nossa liberdade, de nossa vida independente, de nosso amadurecimento. Conheço-me a mim mesmo e compreendo que peco, sou pecador. Agora, começo minha caminhada sem culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade está em reconhecermos quem somos e caminharmos na luz. Agora, o caminho chamado "luz" é a comunhão uns com os outros do versículo 6. Por isso João apresenta essa relação. O que me ensinará a, sendo pecador e conhecedor de quem sou, tomar decisões que me comunguem com Ele, é a comunhão com os outros. Logo, o problema não é a consciencia de ser pecador ou a natureza de pecador, mas, se frente aos outros e sua comunhão eu não opto por manter esta comunhão, afasto-me da luz e caminho para as trevas, logo, não amadureço, não sou purificado deste pecado, não caminho para o amadurecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isto para dizer: "Conhece-te a ti mesmo". Confesse-se. "Conhece-te a ti mesmo". Depois de confesso, descubra como caminhar na luz. A luz é a comunhão com os outros. A comunhão com os outros é o que nos purifica e nos comunga com o Pai, aquele que, diferente de nós, é livre mas sem pecado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2449929881980960552?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2449929881980960552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/confessando-que-se-conhece.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2449929881980960552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2449929881980960552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/confessando-que-se-conhece.html' title='Confessando que se conhece'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2288156468617789436</id><published>2010-08-19T10:22:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T11:11:01.590-07:00</updated><title type='text'>Máxima "brunísticas" - de Bruno Reikdal</title><content type='html'>- A ambição imposta por um é compartilhada por ambas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filosofia se faz com Peter Pan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao invés de dizermos o que a vida diz, ouçamos o que ela tem a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao invés de dizermos o que a Bíblia diz, deixemos ela falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Homem não é bom nem mau, é apenas Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Homem é homem em qualquer lugar, em qualquer tempo, sendo qualquer um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para aprender, esqueça tudo o que já "sabe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nenhuma parte explica-se por si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque nos entristecemos quando alguem novo morre? Porque imaginamos a tristeza de não ter a oportunidade de ao menos ser recordado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os deuses são eternos infelizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tenho fé por causa de um pós-vida, pois minha vida não é uma grande barganha. Não negocio com Deus. Apenas vivo como homem e caminho para a certeza que tenho: hei de morrer e ser esquecido. Entretanto, a morte e o esquecimento terão de valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não queira enxergar o mundo através de óculos, enxergue o mundo com seus próprios olhos. Pois, quem disse que nós temos miopia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para além do sentido, é necessário um significado. O sentido orienta, mas o significado é quem fortifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sou nem Deus e nem Diabo. Não sou nem Imortal e nem Idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O extremo da liberdade é, no universo, a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que sei é que a vida é vida e vale a pena viver. Vida pela vida. Curta a curta vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2288156468617789436?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2288156468617789436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/maxima-brunisticas-de-bruno-reikdal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2288156468617789436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2288156468617789436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/maxima-brunisticas-de-bruno-reikdal.html' title='Máxima &quot;brunísticas&quot; - de Bruno Reikdal'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2870755333622696866</id><published>2010-08-16T11:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T19:37:41.463-07:00</updated><title type='text'>Imortais: eternos infelizes!</title><content type='html'>Hoje andava com uns amigos na rua depois das aulas na faculdade, e lemos uma placa assim: "Jesus Salva", em vários postes e em várias paredes. Meus companheiros filósofos e eu, começamos a questionar-se sobre esta "salvação" com um ar irônico e rindo muito, até chegar ao ponto de um de meus parceiros de caminhada dizer: "Vamos escrever em cima do 'nome' a palavra Filosofia, 'Filosofia Salva'!". Então refleti rapidamente e apresentei uma nova idéia, uma nova crítica, um novo questionamento. Algo que até então nunca passara em minha cabeça. A questão não é "se salva", ou "quem salva?", mas sim, de quê salva? Seja Jesus, Filosofia ou Genésio, salva de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cristãos cheio de respostas prontas, somos salvos da "morte". O problema é definir que morte: física? Espiritual? Aquela que nenhum da qual nós pode fugir? Pois bem, para respondermos a isso tudo (esta é uma daquelas perguntas as quais não temos certezas mas precisamos encontrar respostas), precisamos encarar os fatos que em nossa existência se apresentam: tudo tem um fim e nós caminhamos para a morte. A única resposta categórica da vida é que ela morre. Não temos segurança em uma existência que continue depois da morte, não temos certeza de uma vida para além desta, não temos certeza de algum tipo de continuação. A única categórica é a morte certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso, não posso tentar alienar aquilo que tenho para viver e/ou fugir da minha própria existência. Aquilo que dá sentido a vida é a morte. É o norte que guia a vida e que possibilita valores e significados para os momentos vividos dentro da existência efêmera e crua. O que faz da vida vida e do homem homem é a morte. A condição primordial e definidora daquele que vive é o destino imutável de morrer. Se admiramos um imortal, não admiramos um vivente, mas apenas um existente. A existência por si não tem sentido, apenas existe. Agora, quando ganha um fim, um ponto final, recebe uma dádiva, um sentido, um significado e pode então ser chamada de vida. Logo, a morte da qual Cristo vem nos salvar não é aquela física que nos "dá  a vida", mas aquela que nos rouba a vida. A morte da qual somos salvos é aquela que enquanto vivos estamos mortos. Não saber viver, ou ainda, não fazer com que a vida seja uma vida abundante, uma vida eterna, é a morte. Não amar o próximo, não caminhar com dignidade, humildade, ser prudente e respeitador da vida, gerar vida, é a morte, é estar morto, não salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, somos salvos de nós, daquilo que nos rouba a vida e nos faz morrer enquanto vivos. A promessa não está em uma troca de vida regrada por vida eterna. Aliás, a idéia de salvação não pode ser uma negociata e nem é uma barganha com Deus. Vivo tal qual ele aconselha e ganho de presente a continuação de minha existência. A Salvação está em descobrir o valor do dom divino, do presente de Deus: da Vida. Jesus salva da morte, daquilo que rouba a vida, do pecado. A existência humana depende de uma morte para ter vida. Negá-la é negar a mensagem de Cristo. Negá-la é não ser humano. Na nossa tentativa de ser divinos, invejamos a imortalidade de seres que são eternamente infelizes, por exemplo as divindades gregas. Os deuses são eternos infelizes. Por isso na mitologia utilizavam dos homens para ferir uns aos outros. Já que nenhum morria, o único sentido de sua ira ou felicidade era naqueles que viviam, nos mortais viventes, os quais em suas limitações e imperfeições eram a dependência dos deuses para suportar sua enfadonha, sem graça, depressiva e sem sentido eternidade. A eternidade só tem valor se antes de si existir a vida, que é a existência norteada pelo fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho fé por causa de um pós-vida, pois minha vida não é uma grande barganha. Não negocio com Deus. Apenas vivo como homem e caminho para a certeza que tenho: hei de morrer e ser esquecido. Entretanto, a morte e o esquecimento terão de valer a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2870755333622696866?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2870755333622696866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/imortais-eternos-infelizes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2870755333622696866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2870755333622696866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/imortais-eternos-infelizes.html' title='Imortais: eternos infelizes!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4609699232253921896</id><published>2010-08-12T11:22:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T15:08:24.672-07:00</updated><title type='text'>"Carpe-diador"...</title><content type='html'>Depois de anos ouvindo sobre o "Carpe Diem" (Aproveitar o Dia), talvez finalmente tenha começado a compreender esta idéia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o que há. Não o que foi ou o que será. Mas apenas o que há. É estranho pois chamamos o que há de "presente", mas o tratamos como uma maldição, problema ou merecedor de rejeição. Preterimos a única coisa que temos (a vida) pelo que ainda não temos (a morte). Preferimos aquilo que já morreu (o passado e os nossos egos anteriores) como algo bom, o que denominamos saudosismo, ao invés de olhar para a vida que se apresenta e caminhar passo a passo, escolha a escolha. Ou ainda, preferimos e sonhamos com aquilo que ainda não é, aquilo que não existe (que ainda está morto, em estado de dormência). A questão é que a vida só pode ser vivida dentro daquilo que há, daquilo que chamamos de presente, ou ainda, dom de Deus. Qualquer jornada na vida que não for trilhada passo a passo, escolha por escolha, ou não é jornada, ou não é vida. E o contrasenso, é que viver as escolhas passo a passo (o que leva mais tempo) é o que nos faz aproveitar cada segundo da vida melhor, enquanto que não pensar em cada passo pode nos custar todo o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitar o dia, Carpe Diem, é escolher bem. Viver bem é escolher bem. O lugar ao Sol só se faz presente se tiver consigo presente as boas escolhas. Não se pode categorizar o que são boas escolhas para uma boa vida, quais as decisões que nos tornam "carpe-diadores", mas sabe-se que o crivo, o critério para sua validade é a consciência de que tudo é breve, tão breve que em segundos é possível deixar escapar o infinito, e que o eterno as vezes escorre em segundos. A vida é uma caminhada. Não uma caminhada qualquer, mas uma caminhada num rio raso, onde não deixamos marcas, caminhamos sozinhos, sem fórmulas e sem enxergar onde os outros passaram, já que as águas nunca são as mesmas. Decidimos por nós qual o caminho, cada passo sendo único, num lugar específico, com águas unas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza da vida está nela mesma. Conseguir transformar e vivenciar os dias tais quais se apresentam a nós. Aprender a rir, chorar, sonhar, dormir, correr, cair, irradiar, sofrer, viver e morrer. O destino não tem autores e nem a aleatoriedade culpados. Não estamos naquilo que queríamos ou somos o que gostaríamos de ser, apenas somos. Só há o que é. Há o que há. Por isso, Carpe Diem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4609699232253921896?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4609699232253921896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/carpe-diador.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4609699232253921896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4609699232253921896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/carpe-diador.html' title='&quot;Carpe-diador&quot;...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1349943737329494786</id><published>2010-08-11T17:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T18:12:37.408-07:00</updated><title type='text'>Conhecer-se: Ser livre...</title><content type='html'>Transcender as fronteiras é o primeiro passo na busca do "quem somos nós". Quem sou? Quem é? Quem somos? O que ser? Hermann Hesse em seu livro "Caminhada" escreve: "Sob muitos aspectos o andarilho é um ser primitivo... mas é o desdém pelas fronteiras e pela vida sedentária que torna seres como eu [andarilho] os guias do futuro.". Aquele que pretende e sonha com o conhecer-se a si mesmo precisa ser um destes andarilhos. Homens e mulheres que não permitem que o horizonte delimite e separe o céu da terra, os azuis dos ares e das águas. O problema é que aquilo que os olhos não alcançam ou não enxergam nos assusta. Imaginar um mundo para além daquele que se apresenta é assustador, querer contrariar destinos e lutar contra os "deuses" exige muito da vida. O sonho de liberdade pode acabar nos prendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca de quem somos, do conhecer, da essência e do transformar-se, visamos simultaneamente a liberdade. Poder escolher o caminho, trilhar com as próprias pernas, ser independente das regras e exigências, desprendido de imposições, ter consciência de si e tomar as rédeas da própria vida requer compreender a responsabilidade disto. Ser livre, ser o que se é no íntimo, exige da alma uma consciência sempre presente, um comportamento sempre diferente dos outros, sempre maduro e sempre em amadurecimento. A liberdade assusta. Conhecer-se assusta. Descobrir aquele que vive em mim é difícil demais. Ser aquilo que sou, ser livre, requer muita responsabilidade. Mas: "Vos envio como cordeiros no meio de lobos", "Para liberdade que fomos libertos", "Se quiser vir após mim, tome sua cruz e siga-me"... A dificuldade de assumir a vida é que esta só é assumida ser for com o preço da liberdade, e esta com o peso da consciência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1349943737329494786?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1349943737329494786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/conhecer-se-ser-livre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1349943737329494786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1349943737329494786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/08/conhecer-se-ser-livre.html' title='Conhecer-se: Ser livre...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4744900402612077574</id><published>2010-06-17T08:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T10:21:39.345-07:00</updated><title type='text'>Admirável Deus Novo</title><content type='html'>"- Mas se os senhores não ignoram Deus, por que não falam Nele? - perguntou o Selvagem, indignado. - Porque não permitem a leitura desses livros sobre Deus?&lt;br /&gt;- Pela mesma razão por que não apresentamos Otelo: eles são antigos. Tratam de Deus tal qual era a centenas de anos, não de Deus como é agora.&lt;br /&gt;- Mas Deus não muda!&lt;br /&gt;- Acontece que os homens mudam.&lt;br /&gt;- Que diferença faz?&lt;br /&gt;- Um mundo de diferenças..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trecho tirei a uns meses (talvez ano) atrás. É de um livro antigo, de Huxley, "Admirável Mundo Novo". Na "cena", um homem que vivia fora da civilização "super-moderna" conversa com um dos líderes desta civilização. Nos tempos futuros descritos e imaginados por Huxley, não existem mais doenças, nem reprodução sexuada, velhice e desordem social, tudo é controlado. Ninguém se entristece (ou quer se entristecer), e em contra partida ninguém sonha (ou conhece o que é sonhar). Eu acho brilhante esta ficção em que Deus ainda existe, mas ninguém imagina sua existência. O "fim de Deus" acontece com o fim da necessidade, ou melhor, dos desejos humanos. Sem desejos das criaturas não há necessidade do Criador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Então o senhor acha que Deus não existe?&lt;br /&gt;- Ao  contrário, penso que muito provavelmente existe... Mas ele se manifesta de modo diferente a homens diferentes. Nos tempos pré-modernos, manifestava-se como descrito nesses livros. Agora...&lt;br /&gt;- Como ele se manifesta agora? - perguntou o Selvagem.&lt;br /&gt;- Bem, ele se manifesta como uma ausência; como se absolutamente não existisse."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um bom religioso talvez essas imagens assustem, para um fiel elas encantam. De fato, se Deus se relaciona como um assistencialista que tem por responsabilidade e preocupação atender aos desejos humanos, com o fim dos desejos ocorre o fim de Deus. Se as nossas petições e orações são uma relação de troca ou  de crédito, com o fim dos desejos há o fim de Deus. Se é assim que funciona a coisa, talvez por isso é que Deus não responde a todas as orações, para que sua "função" não se torne obsoleta. Talvez a ciência seja inimiga de Deus. Mas, graças a Deus, não é assim que a coisa funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de milagres e realizações de desejos aponta para uma fé fraca, uma distância de Deus. Como isso? Bem, se Deus é o Todo-Poderoso e que a tudo enche, quanto mais próximo Dele, menor deveriam ser as necessidades. Aliás, menor os desejos. Por que? Não porque Deus realiza os desejos antes de serem pedidos (já que não é nem vidente e nem gênio da lâmpada, é Deus), mas porque quanto mais próximo Dele mais perceptível é a necessidade de apenas uma coisa: Deus. Só tua graça me basta. A relação com Deus não é em troca de desejos atendidos, mas do único desejo que faz sentido, o "desejo de necessitar de Deus". Não necessitar que opere milagres, mas a necessidade de que a vida só tem significado e só gera mais vida se for em parceria com Ele. Fomos feitos "Nele, por Ele e para Ele". A minha motivação para viver é Deus, é Ele, seu amor. A graça que me basta. Agora, quem vive sou eu, somos nós. A nossa paz, nossa segurança, nosso norte, nosso caminho, nossa verdade e nossa vida é Ele, mas quem vive somos nós. O incentivar a vida, eliminar e erradicar doenças, planejar famílias, acabar com a fome, desordem social, indiferença e desigualdade é nossa vida, nossa "função". Tentar se aproximar disto é tentar se aproximar do que é o Reino de Deus, é buscar o Reino de Deus. Entretanto, para isto é necessário rever quem é Deus para nós, aliás, quem somos nós, já que Deus não muda, mas o homem sim, e isto faz um "mundo de diferenças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, façamos um mundo diferente. Façamos homens diferentes. Transformemos a nós para nos relacionarmos com Ele. Deus não morre, Deus não some, mas o homem matou e hoje esconde quem é Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4744900402612077574?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4744900402612077574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/admiravel-deus-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4744900402612077574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4744900402612077574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/admiravel-deus-novo.html' title='Admirável Deus Novo'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1346857961074357664</id><published>2010-06-14T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T09:22:51.087-07:00</updated><title type='text'>Pecar é humano</title><content type='html'>Para quase todos os homens "errar é humano". Quase todos. Para os religiosos ser humano é ser errado. Interessante esta sentença, já que é a negação de sí mesma. Um homem que rejeita sua humanidade, vai entender?! Uma crise existencial adolescente em um religioso, independente de idade. Não quer aceitar o que é, almejando, ao contrário, ser outro ou até mesmo aquilo que não é, nunca será ou jamais poderia ser. Excesso de confusão. Tudo porque crê que errar é proibido, pecar é ultrajante e esta parte do ser humano irrita a Deus, ou incita sua ira. Uma percepção de ação e reação divina frente a vida de sua criação. Mais interessante ainda é que na religião a qual sempre me refiro (cristã), a "salvação" ou perdão divino não é meritório, mas baseado na Graça. Deus dá a quem dá por amor e não por "méritos ou obras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa negação ou rejeição pelo humano, pelo erro, muito bem expresso naquele velho ditado, é invejar o divino, e não se relacionar com Ele. Julgar e castigar o pecado em nome de Deus é na verdade querer ser igual a Deus, tradicionalmente pecado ligado à um tal de Lúcifer (que não conheço). Exigir do homem ser perfeito é o mesmo que pedir para "as pedras falarem". O humano não é ruim, se firmar no humano é que mata. Errar faz parte do ser humano, é consequência de ser natureza criada. Ser perfeito o tornaria Deus (Criador) e não mais humano (criatura). Agora, se firmar, confiar e tentar gerar vida enraizado no homem não cria, mata. Se pecado for aquilo que atenta contra a vida, pecadores (que vez por outra geram morte) não podem por sí só querer ter vida, é necessário que sejam auxiliados por algo ou alguém que nunca pecou, no caso cristão, Cristo. O Deus encarnado que gera a vida, e vida eterna. Não peca ou não pecou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa "filosofada" para pender e compreender uma afirmação: "pecar é humano, mas satânico perseverar nele". Kierkegaard elucida sobre isto. Chama muita atenção a idéia de que carregamos culpas e remorsos por quebrar regras institucionais, denominacionais ou doutrinárias, esperando em resposta o castigo. Pois cremos naquela idéia de que o erro é abominável, quando na verdade o incompreensível é o permanecer no erro. O pecado não seria em sí um ato, mas uma prática. Não seria um instante, mas uma continuidade. O problema é ir contra a consciência que se expande, o problema é não se arrepender, o "t'shuva" hebraico (mudança de caminho), a "metanoiete" grega (transformação de mente). O problema é insistir em pecar consciente, resistir a vida conscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare, em Macbeth, diz: "Coisas mal começadas tornam elas mesmas fortes pelo mal". É uma síntese do pecado. Começar mal incentiva o continuar mal. A beleza de ser "anti-vida" é que a morte nos dá poder, as cócegas do ego humano. Nos empurra a fortalecer-nos em nós mesmos. A fazer o que não deveríamos, criar confiando no que somos e só, repetindo o que disse dois parágrafos atrás, isso mata. Necessitamos de uma parceria divina. O homem perfeito é incompleto. A grande sacada para a caminhada é esta, somos perfeitos ao sermos incompletos. Precisamos agora de um relacionamento com o completo que preencha e superabunde nossa finitude, nossa incompletude. "Onde habitou o pecado superabundou a graça". Não são necessários julgamentos, culpas, castigos ou rejeição da própria existência. O que é necessário é o (re)conhecimento de sí para continuar a caminhada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1346857961074357664?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1346857961074357664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/pecar-e-humano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1346857961074357664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1346857961074357664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/pecar-e-humano.html' title='Pecar é humano'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6547936337937042920</id><published>2010-06-01T07:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T09:07:48.505-07:00</updated><title type='text'>Paradoxando mais um pouco...</title><content type='html'>Os medos, a solidão, a pequenês e a indiferença do tempo praticamente nos obrigam a sermos dependentes. Não necessariamente de entorpecentes ou drogas, mas sempre dependentes. Nos sujeitamos ao controle ou poder de algo ou alguém, criamos amuletos, inventamos superstições, construímos um chão que não existe para garantir um tipo de segurança. Viver frente ao incerto, ao indeterminado, ao puro "azar" nos amedronta. Precisamos ser dependentes de alguma coisa que nos deixe firmes, imponentes, "poderosos". William James, filósofo pragmático inglês, diz em seu pragmatismo que ou amor ou esperança ou Deus, são a mesma coisa. Coisas inexistentes que chamamos a vida para sentirmos paz, alívio e segurança. Em suas palavras: "criamos Deus para nos sentirmos bem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não creio que seja um mérito religioso este de criar dependências. Faz parte do ser humano. Orgulhosos, prepotentes, metidos e sabidões, sempre temos as respostas e as razões. Logo, na falta de uma certeza, frente ao indeterminado, incerto, precisamos criar nossas dependências. Chamemos também de ilusões. Escravizamos a nós mesmos. "Não sou nada sem você", dizemos uns para os outros. Criamos uma dependência escravizante, que ao invés do "amor ao próximo" nos tornar parte de um todo, torna o todo como nosso, nossa posse. Sem esse todo perdemos nossa certeza, nossa potência e, no fundo, nossa dependência. Assim como o "amor a Deus", que se torna uma sequência de atos religiosos, ritos, que "garantem minha boa estadia na terra". Atos religiosos vazios, que não valem nada, são apenas atos, que são desvalorizados a ponto de serem aquilo do que nossa vida depende. Ao invés do que era para ser bom gerar vida, rouba-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iludimo-nos, nos escravizamos, nos infantilizamos e nos forçamos à ignorância. A consciência é uma bênção e uma maldição. Uma vez ciente da verdade, eternamente será incomodado por ela. Querer se livrar dos vícios traz uma realidade bruta: a vida. Por isso é muito mais fácil fechar os olhos para o que há e ser dependente de minhas ilusões. Ocupar os dias e os espaços com bastantes atividades e sons faz bem para afastar a indiferença do tempo e estreitar a relação com as dependências. O problema é refletir sobre a fuga dos vícios. Daí vem o paradoxo que mais tem me incomodado nos últimos tempos, a mensagem que a minha religião prega e seu grande desafio: "ensinar liberdade e independência e ao mesmo tempo responsabilidade com a vida e com o outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como o uso de uma mensagem de libertação, independência, gerou prisões e senzalas religiosas. Mas isso acontece na sociologia, na política, na filosofia e em qualquer outra área da expansão da consciência humana. Idéias, pesquisas, mensagens e projetos que eram para a liberdade, usados contra a independência. O Cristo que conheci ensinava às pessoas a tomarem as rédeas de suas vidas, para que caminhassem com seus próprios passos, tomassem suas decisões não baseados em leis, regras de conduta, amuletos, líderes ou cartilhas, mas por uma consciência de liberdade, consequentemente de amor. Se tem uma definição de amor que eu gosto é do gesto livre que não exige nada em troca, nem a correspondência do outro ou até mesmo o outro. Só há amor entre duas pessoas se estas forem independentes entre si, puderem decidir amar, ou seja, serem livres para quererem o outro simplesmente por si e pelo outro. Se numa relação um destes se aprisionar, já não é amor, e sim dependência. A nossa caminhada deve ser de buscar uma independência e ao mesmo tempo responsabilidade, consciência pelo outro. Precisamos gerar no outro também independência e consciência de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprender do que aprisiona, valorizar o tempo, compreender as relações, ensinar, aprender, não criar certezas mas reconhecer as dúvidas, agir sem esperar recompensas e não iludir ou ser iludido. Se encantar pela vida, pelo que de fato ela é, abre uma bela trilha a se caminhar. Uma trilha interessante, pois não se sabe onde chega o próximo passo, não se tem idéia onde termina ou como termina, mas se sabe que é tomada consciente, concretamente. Não é uma viagem rumo a um lugar especial. Como diz Sören Kierkegaard, a vida é como se estivessemos suspensos no escuro sob um fio em um abismo, não sabemos onde dá o próximo passo ou se no próximo passo ainda haverá fio, não vemos o caminho, mas todos os dias damos um salto de fé. E o mais belo, é que fé não é ilusão, não é sonho, não é certeza, é sim confiança. Não sabemos onde dará, mas continuamos caminhando, confiando que se há uma vida a ser percorrida, que seja por inteiro, intensamente, vivida em abundância. Independentes, passeamos pela vida passo a passo. Nem parados e nem desesperados, mas apreciando e refletindo no passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um paradoxo. Ser livre e responsável pela vida. Ser independente e responsável pelo outro. Ter esperança e não ilusão. Querer saber tudo para chegar a conclusão de que não se sabe nada. Ter certeza de que temos dúvidas. Depender da vida é criar a morte. Ser independente é aprender a morrer para o que nos prende. "Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6547936337937042920?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6547936337937042920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/paradoxando-mais-um-pouco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6547936337937042920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6547936337937042920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/06/paradoxando-mais-um-pouco.html' title='Paradoxando mais um pouco...'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-8320809178881909835</id><published>2010-05-31T09:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T09:35:58.389-07:00</updated><title type='text'>Paradoxando</title><content type='html'>A vida que a vida nos reserva é sempre paradoxal. Para que haja vida é necessário que exista a morte. Para ver o que é bem é preciso enxergar o mal. Bom e ruim. Doce e amargo. Dor e alegria.&lt;br /&gt;A maior virtude e a maior desgraça do homem é a sua necessidade de se relacionar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-8320809178881909835?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/8320809178881909835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/paradoxando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8320809178881909835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/8320809178881909835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/paradoxando.html' title='Paradoxando'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4328786577868868904</id><published>2010-05-26T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T08:11:26.278-07:00</updated><title type='text'>Do cão eu sou dono</title><content type='html'>Ficar sozinho e em silêncio é, num primeiro momento, assustador. Silenciar tudo para ouvir-se é muito pior. Esvaziar a mente, congelar os movimentos, deixar a alma livre para se expressar como quiser é o próprio desespero. Pois entramos em contato com aquilo que mantínhamos preso para não espantar os outros. Ouvimos os latidos daquilo que somos e não queríamos ser, os uivos do que tentávamos segurar na coleira, esconder na casinha ao fundo do quintal, para não pular a cerca do coração e invadir as casas vizinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um companheiro de caminhada que admiro muito e é pastor, que algumas vezes ao pregar, citava uma música de uma banda de rock brasileira (a qual não lembro o nome) que dizia em seu contexto que apenas somos nós mesmos quando estamos sozinhos nos nossos quartos, quando ninguém nos vê. Isso é o que nos assusta, descobrimos quem somos, como é o cão que alimentamos no fundo do nosso quintal. Esse mesmo pastor,conta uma história de um índio que dizia que dentro dele existiam dois cães, um bom e um mal. Todos os dias estes cães brigavam, e vencia aquele que fora melhor alimentado. Este é o problema de ficar em silêncio, ouvimos o rosnar dos cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns textos do blog, dissertei ou expressei meus pensamentos sobre o "mal", "demônios", "Diabo" e afins. Neste, pretendo continuar a linha de pensamento que guiou aqueles. Assistindo um filme uma vez, ouvi um diálogo que me abriu os olhos:&lt;br /&gt;"Você não acredita nos homens?", "Sim, nos homens eu acredito. Só não confio no demônio que existe dentro deles". Se existe algo que me assusta, é o Diabo. Mas não aquele chifrudo, vermelho, com tridente e cara de mal, e sim aquele que se parece muito comigo, aliás, que existe dentro de mim. Aquele do qual sou dono e alimento todos os dias. Se existe alguém que precisa ser "amarrado", esse alguém sou eu. Se existe alguém que precisa ser "expulso", esse alguém sou eu. Não o "eu" inteiro, mas aquele eu que luta comigo, aquele eu que quer a mim e não ao outro. Aquele eu egoísta, que mente para o seu bem, que vive para seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero "lutava com o Diabo" durante as noites. Dizia-se tentado e perseguido por ele, por isso as noites quando o via, lutava e "vivia em pé de guerra". Lutava consigo mesmo. Era tentado pelo cão que ladrava alto querendo ser solto da coleira e fugir do quintal. E nesse caso, esse cão ladra e morde. Temos um chamado cristão para aprendermos a lidar com esse "eu", com esse cão que existe dentro de cada um. Aprendermos a morrer para nós mesmos, seguir os passos de um Cristo que esvaziou-se de si, viver numa única Lei, o Amor, pensar no outro, ser o outro, sentir a dor do outro e compreender que a vida ganha não é baseada no meu egoísmo mentiroso, no meu Pai da Mentira que me tenta em meu deserto, mas sim aquela que é dada pelo outro, testemunho para o outro, mártir para o outro. Menos de mim e mais de Deus, mais do outro. Hoje não sou mais eu, mas Cristo vive em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos aprender a sermos livres! A não ouvir mais os latidos e os uivos deste cão insaciável quando ficarmos só e em silêncio, quando nos retirarmos para nossos desertos. Precisamos compreender que para liberdade fomos libertos, para tomarmos nossas atitudes de maneira independente, consciente, humana e não canina. Sermos homens e mulheres humanos, e não apenas animais que vivem influenciados por ladros, uivos e instintos. Sermos conscientes, livres, maduros, capazes de dar os próprios passos e trilhar a carreira que é proposta. Sem medo de nos apresentarmos por inteiro, sermos íntegros, abrirmos nossas casas e mostramos até o nosso quintal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu maior medo não deve ser um terceiro, não deve ser um adversário, mas o meu eu, o meu cão, o meu Diabo. Para onde fugirei de Deus? Seja onde for sempre estarei em suas vistas, e aliás, frente a Deus sempre estou nu, desprotegido, inteiro. Não adianta ocupar a vida para não perceber o silêncio e o aquilo que somos, pois uma hora chega os dias de deserto e os latidos aumentam. A coleira não é forte o suficiente para segurar para todo sempre. Mas preciso aprender a guardar a Palavra em meu coração, preciso aprender a me entregar por inteiro, preciso aprender a me transformar todos os dias, a morrer todos os dias, para de glória em glória ser semelhante a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha caminhada deve ser menos de mim e mais do outro. Deve ser o amar ao próximo como a mim mesmo. Não fugir de mim, não esconder o que sou, mas entrar em contato com isto, ver, ouvir e reconhecer meus cães, para ser transformado, para aniquilar a mim mesmo, esvaziar este meu eu, e deixar que Cristo viva em mim. Do cão eu sou dono, e preciso decidir se quero no dia mal, no silêncio, no deserto, na noite, ouvir uivos e latidos, ou descansar Nele, entregando meus medos e ansiedades em Suas mãos, trabalhando com parceria e cumplicidade, reconhecendo a necessidade de mudança, silenciando este cão, e ainda que ande pelo Vale da Sombra da Morte, não temerei mal algum, ainda que tudo se cale e eu veja quem sou, não temerei mal algum, ainda que tudo aconteça não temerei mal algum, pois Tu estás comigo. Do cão eu sou dono. Agora, quero ouvi-lo e silenciá-lo? Ou quero escondê-lo e esperar que solte-se da coleira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4328786577868868904?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4328786577868868904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/do-cao-eu-sou-dono.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4328786577868868904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4328786577868868904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/do-cao-eu-sou-dono.html' title='Do cão eu sou dono'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2521989638581583769</id><published>2010-05-18T04:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T05:48:16.195-07:00</updated><title type='text'>Erro Pedagógico</title><content type='html'>"Errando que se aprende", se esta frase estiver errada, até que faz sentido. Erramos muito ao repeti-la, e hoje, acho que aprendemos que deve ser reconstruída. Não faz mais sentido, e nem cabe no cotidiano e na aprendizagem de um ser humano do "século XXI", depois de bilhões de anos de evolução, milhares de anos do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;homo sapiens&lt;/span&gt;, milhares de anos de filosofia, 2 mil anos da era cristã, expressar a idéia de que só depois de cometido um erro é que se aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repensei e "filosofei" sobre esta máxima depois de muito ouvir dentro das igrejas que "Deus permite o erro pois sabe que é pedagógico", que ele nos perdoa e nos permite "pecar" (cometer infrações ou erros) porque é "errando que se aprende". Dizer que o erro é pedagógico é contribuir para um "erro pedagógico", que faz parte da Didática do Erro. A base desta didática é o exemplo do bebê, que cai muitas vezes até aprender a permanecer de pé e andar. Então, é necessário cair para aprender a se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um erro só se torna erro depois que é percebido como erro. Só se percebe a mentira frente a verdade. É assim que funciona: o erro só é percebido depois de constatado o "acerto". No caso religioso, só se tem a percepção de que um pecado é pecado, depois que este é revelado como tal. Um pecado só é cometido depois que se tem ciência de que é pecado. Um ato pelo ato não é pecado. Mas, se existe a consciência de que o ato é pecaminoso e mesmo assim é praticado, aí torna-se "pecado". Onde quero chegar com isso? No chão. Só se pode cair estando de pé. Não é caindo que se aprende a levantar, mas é estando de pé que se descobre o que é cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sören Kierkegaard, ignorar aquilo que se sabe é que é pecado, errado. Depois de consciente de algo, ignorar este algo é o "verdadeiro erro". Por isso escreve sobre uma Teologia da Revelação, na qual a medida que Cristo é revelado para o homem, este se torna mais responsável por si e pelo que faz. Mas apenas a partir da Revelação é que se "cobra uma postura ereta", o ficar de pé. Precisamos trocar nossa Didática do Erro, este erro pedagógico, por um novo tipo de aprendizado, resgatar algo que se perdeu no tempo, a Didática da Confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê devemos ouvir nossos pais? Porquê é certo? Porquê é errado? Porque eles tentarão nos esclarecer de acordo com sua experiência aquilo que faz bem e aquilo que faz mal a vida. Devo ouvi-los por confiar neles. Porquê relação sexual sem "camisinha" é prejudicial? Porque você pode contrair uma doença sexualmente transmissível ou ainda engravidar sem um planejamento adequado. É preciso ter uma relação sexual sem "camisinha" para se descobrir isto? Não. Preciso confiar em informações que me são dadas, nas histórias de pessoas que no passado viveram este tipo de situação, na medicina e por ai vai. Assim como para qualquer assunto. A Didática da Confiança é baseada nesta idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos aprender ouvindo e depositando nossa confiança nos outros, nos conselhos, nas histórias vividas. Porquê hoje olhamos para a História humana e definimos "erros"? Porque enxergamos os desdobramentos e consequências do que aconteceu. Não é pedagógico errar de novo (lembrando que até o que hoje é erro antes não o era) para tentar me levantar. É pedagógico sim transformar o erro como um meio de aprendizagem. Mas muito mais pedagógico, é ensinar a olhar para cima, para aquilo que é mais velho, que já foi, e buscar ou uma mão que me ajude a me manter em pé, ou observar como "eles" se mantém ou mantiveram em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de uma Didática da Confiança é ensinar a ouvir e confiar. Antes do erro, que é inevitável, perceber a voz do passado que não é o nosso, analisar o que está a volta, aquilo que foi, que é, instrospectivamente, silenciar a ânsia e os desejos e deixar a consciência e os conselhos falarem mais alto. Condicionarmos aquele que aprende a não inventar respostas e tomar atitudes, mas descobrir as que já foram dadas e reinterpretá-las para um novo passo. O velho chavão de que "ninguém inventa a roda". É necessário confiar naquilo que foi dito, dar ouvidos aos conselhos e advertências. Ter fé. Didática da Confiança é retomar a fé que se deve ter na família, na comunidade, nas pessoas e combater a esquisofrenia do "deixar errar", "deixe-o errar que ele aprende". O medo, a indiferença, a desconfiança da Didática do Erro geram distâncias e frieza. Não ensinam independência, mas individualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é errando que se aprende, mas ouvindo. Ouvindo para não errar. Analisando o que já foi vivido, sentido, consentido e praticado, confio e ouço, reinterpreto e aprendo a fazer meu caminho. Construo meus passos, mantenho-me de pé, ciente de que não pretendo cair. Tenho fé. Desenvolvo minha independência. Formo uma cabeça não apenas minha cheia do pouco que sou, mas complexa, ampla e preenchida por muitos antes de mim, por muitos que estão comigo. Consigo ter minhas idéias compartilhadas e dialogando com as antigas, novas, super novas e me ajudando a dar mais passos e cair menos. Confiar no que foi dito. Confiar nos conselhos que nos dão. Confiar na história e nos valores que geram vida. Que para muitos é simplesmente desenvolver uma expansão de consciência humana, e para mim, é desenvolver minha fé e conhecer mais a Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2521989638581583769?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2521989638581583769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/erro-pedagogico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2521989638581583769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2521989638581583769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/erro-pedagogico.html' title='Erro Pedagógico'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-2002427999020415990</id><published>2010-05-15T20:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T20:40:25.043-07:00</updated><title type='text'>Deus e homem</title><content type='html'>O que está entre Deus e o homem? Outros homens. Não se enxerga a Deus se não for através de um homem. Nem se olha um homem, se não for com os olhos de Deus. O Deus que se fez homem, e que façamos o homem a imagem e semelhança de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Reikdal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-2002427999020415990?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/2002427999020415990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/deus-e-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2002427999020415990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/2002427999020415990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/deus-e-homem.html' title='Deus e homem'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-4865344428232902456</id><published>2010-05-12T07:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T07:54:59.757-07:00</updated><title type='text'>"Panim el Panim"</title><content type='html'>O encontro de dois que se fazem um. As vidas que partilham do mesmo ar, do mesmo efeito, do mesmo respirar, do mesmo jeito. O fôlego soprado no pó, o fôlego que gerou vida. "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Panim el Panim&lt;/span&gt;", "Face a Face". Rosto a rosto, olho no olho, os lábios são um. O beijo, o amar. O mesmo fôlego, o mesmo ar, o mesmo respirar. O amor que gera vida. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Panim el Panim&lt;/span&gt;, Face a Face. O beijo, um amor, duas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-4865344428232902456?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/4865344428232902456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/panim-el-panim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4865344428232902456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/4865344428232902456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/panim-el-panim.html' title='&quot;Panim el Panim&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-6940199969818979511</id><published>2010-05-11T08:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T07:34:06.090-07:00</updated><title type='text'>Durante o "Pai Nosso"</title><content type='html'>"Vocês, orem assim: "Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração de Cristo. A tão repetida antes de jogos de futebol, missas, ceias, reuniões religiosas ou antes da prova do vestibular por todos aqueles que estão com medo (mesmo se forem ateus). Um diálogo de Jesus com o Pai para explicar as bases de uma oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a oração é nossa! Não é minha, tua, dele ou dela, mas nossa. A compreensão não de apenas um dependente de Deus, mas o Todo que vive por causa da graça de Deus. Uma oração não é uma relação individualista com Deus, mas uma parceria com Ele e com os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprovar ou compreender melhor esta idéia, em segundo lugar é "venha a nós o teu Reino; seja feita tua vontade", nossa relação com Deus é compartilhar os nossos corações, mostrar os nossos e ouvir o de Deus, para sermos condicionados pelos valores do Reino e da vontade Daquele que dizemos amar e seguir. Aquele que nos faz sentirmo-nos amados. Aquele o qual queremos mostrar para todos. Mas se não o conhecemos e nem oramos para ouvi-lo, como expressaremos os valores que se guardam em Seu coração? Compartilhar, dividir, repartir: "Dá-nos o pão NOSSO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases da oração partem agora para uma outra direção, não apenas na verticalidade do ser da terra com o ser do Céu, mas do ser da terra com o outro ser da terra. Uma comunidade. Os valores do Reino de Deus (o Seu perdão para conosco) nos guiam em nossa vida, nas nossas relações com o outro, como Deus perdoa, nós perdoamos. O movimento parte também do nós para o nós. A oração não é "para mim", mas para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para fechar a beleza da oração e da relação com o divino, que eu não seja eu, mas nós, eu e Deus. Que eu aprenda a me esvaziar de mim e estar cheio de Ti. "Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino (que me condiciona), o poder e a glória para sempre.". A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kenosis&lt;/span&gt; humana. Me esvazio de mim, assim como Cristo se esvaziou de si, para ser cheio de Ti, não pelo poder e pela glória, mas para não cair em tentação e ser livre do mal. Para que os valores da oração até agora descritos sejam de fato verdade e vividos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que assim seja. "Amém."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-6940199969818979511?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/6940199969818979511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/durante-o-pai-nosso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6940199969818979511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/6940199969818979511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/durante-o-pai-nosso.html' title='Durante o &quot;Pai Nosso&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1434657070308589457</id><published>2010-05-11T07:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T08:26:43.309-07:00</updated><title type='text'>Antes do "Pai Nosso"</title><content type='html'>"E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando converso com meu pai eu utilizo certas expressões, palavras, tons de voz e contruções do diálogo. Sou mais objetivo, prático, acadêmico e mais preocupado com a réplica que terei frente minhas argumentações. Já quando converso  com minha mãe, utilizo outras certas expressões, outras palavras, outros tons de voz e outras construções de diálogo. Sou mais irreverente, simples, passional e me preocupo menos com a réploca que terei frente minhas argumentações. Quando converso com diferentes amigos de diferentes grupos então... Mudo completamente minhas palavras e maneiras de dialogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque para cada pessoa que conheço tenho uma imagem e tento me precaver das reações que estas pessoas terão. Então, conhecendo um pouco de cada uma, sei como posso e devo conversar. Não imagino que seja muito diferente na relação com Deus. Como me relaciono com Ele dependerá de como o "vejo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tratamos do assunto "relação com Deus" (ou com o divino, transcendental, sei lá), projetamos esta relação em presses, orações, petições e promessas. Um "diálogo" entre o "terreno e o celeste", o "visível e o invisível", o "humano e o divino". Apesar de em minha filosofia (ou teologia, ou ainda fé) a relação com o divino não se prende a "falar" com o que não vemos, é necessário que se compreenda o como tentar conversar com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para mim Deus é um tirano, minhas orações sempre serão implorando perdão e eu me vejo sempre como o pior dos seres, devedor e passível de sofrimento e castigo. Se para mim Deus é um general em guerra, eu orarei sempre como uma declaração "patriótica" de fidelidade e me portarei como um soldado em combate ao lado de um general que precisa aumentar o exército, precisa de ajuda. E ainda, se Deus para mim é quem me prometeu algo e não cumpriu, logo um devedor, minhas orações serão de exigência e combrança para com o divino, eu serei o "recebedor" de uma bênção que Deus me "deve". Para fechar, se pretender um pouco mais longe, se Deus para mim é uma caixinha de surpresas, uma caixinha das promessas, um "realejo", minhas orações sempre serão na esperança, ou melhor, na ilusão de que tudo vai dar certo e eu serei o jogador da loteria que espera ter o número sorteado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o grande problema de todas estas maneiras de imaginar Deus (os nossos ídolos divinos) não tem nada, nenhuma relação, com a descrição que Jesus (Filho) faz de Deus (Pai) no trecho que introduz este texto, Mateus 6: 5 - 8. Quando orarmos não devemos ficar repetindo as mesmas coisas; sofrendo, implorando, iludindo, torcendo e/ou exigindo. Não precisamos muito falar, nem muito pedir, nem devemos, aliás, pedir. Pois o Pai que está nos Céus sabe o que pedimos antes mesmo de pedirmos. Agora, se oração então não é exigir, torcer, pedir, sofrer, implorar, para que serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem de Deus expressa por Jesus é de um Deus bom. Se Deus não é tirano, nem general, nem devedor, nem realejo, como me relacionar com um Deus que ama? É complicado compreender que nos relacionamos com Deus simplesmente por causa de Deus. Sem querer encaixar e cumprir uma função para Deus: "responder petições". Nós olhamos para nossa vida e encaixamos Deus de alguma forma nela (como uma das opções citadas acima), ao invés do caminho que faz mais sentido, nós como criaturas termos uma "função", sermos encaixados em Deus. Não somos nós que o incumbimos de tarefas, mas Ele que nos chama. Agora a oração toma um tom mais sublime, de uma criatura que se relaciona não pelo que Deus faz, mas pelo que Deus é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração agora é em secreto. Uma relação de intimidade, de abertura de corações ( http://brunoreikdal.blogspot.com/2009/04/oradorouvinte.html ). Não faço como os pagãos que repetem, pedem e imploram. Nem como os hipócritas que oram alto, em pé, aparecendo e tentando provar uma relação melhor com o divino. Mas em silêncio, converso com o Pai, abro meu peito, rasgo minha alma e sou recompensado por sua presença. O Pai pelo Pai. Deus por Deus. Minha recompensa é compreender e simplismente ser o amor que divinamente foi me dado por graça. Oro de graça e pela graça. Sou agraciado pela presença divina, sofro uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kenosis&lt;/span&gt; humana, e cheio do Espírito sei que posso ser a "resposta" de Deus para orações de outros. A recompensa é o Reino, o Deus, o condicionamento da minha vida pela graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus muito maior do que minhas pequenas petições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1434657070308589457?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1434657070308589457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/antes-do-pai-nosso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1434657070308589457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1434657070308589457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/antes-do-pai-nosso.html' title='Antes do &quot;Pai Nosso&quot;'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-5870934836690205376</id><published>2010-05-07T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T17:23:25.250-07:00</updated><title type='text'>Haverá a "Justiça Divina"!!!</title><content type='html'>"Deus é justo, irmão! Aleluia!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destrinchemos e vasculhemos o que está implícito nessa frase. "Deus é justo", comecemos assim. Não, melhor, comecemos com "Aleluia", uma palavra comemorativa que traduzida para o português equivaleria a "mil glórias a Deus". Porquê quem profere esta frase glorifica a Deus? Algo bom deve ter acontecido ou há de acontecer. Bom para quem? Uma justiça que parte de um ser divino, eterno, imensurável, Todo-poderoso, que a tudo vê, preenche e coisa e tal, seria boa para alguém? Principalmente se este alguém for mera criatura imperfeita, pecadora, que o desobedece com frequência e não consegue nem compreendê-lo nem imaginá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o motivo das graças? Simples, a Justiça de Deus. Porquê justiça aos nossos ouvidos nunca parece ser algo bom? Provavelmente porque o que chamamos de justiça seja uma reação apreciativa ou depreciativa dependendo da meritoriedade do indivíduo passível de acusação ou agradecimento. Traduzindo o que compreendemos por justica: "Você tem o que merece de acordo com nossas leis". Isso é assustador se imaginarmos que somos imperfeitos, incompletos, errôneos e errantes, pecadores e que nunca conseguiremos ser "semi-deuses", estar plenamente de acordo com Ele. A salvação que deveria ser o motivo da alegria do "Aleluia" proferido é a graça, o cerne da justiça divina. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ato de Justiça divina foi a criação. Eu sei que não, mas suponhamos que o mundo tenha sido criado tal qual está descrito no mito ddo Gênesis judaico. Lembrando que mito não é uma história verídica e que se presta a ser fatídica ou científica, mas que pretende mostrar valores e conceitos de uma cultura, continuemos o raciocínio. Deus cria tudo, prepara um mundo, e a única regra estabelecida para o ser humano é não comer de um fruto específico (do "bem e do mal"), pois se comesse seria passível de, e punido com, morte. O ser humano come, mas não morre. Deus, em cumprimento de sua Justiça divina previamente mencionada no contexto ("se comer certamente morrerás"), não mata e nem deixa morrer este ser desobediente. Os tira do Paraíso e explica que a vida agora será mais complicada pois agora "conhecem o mal", mas continuam com vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a história percebemos mais um grande relato da Justiça divina. A história de Caim, que tem um irmão chamado Abel. Caim é alertado por Deus que seu caminho mal trará morte. Caim não dá ouvidos, enraivesse, mata seu irmão e, quando questionado por Deus de onde seu irmão estaria, tenta mentir e "tirar o 'seu' da reta". Mais uma vez advertido por Deus, percebe que seu caminho o levará a morte. Teme, se assusta, "fica com o 'seu' na mão". Analisa a situação e se vê a ponto de morrer, será passível de morte, punido com morte pelos outros que o encontrarem no caminho! E Deus, justo, que já tivera avisado as consequencias, o marca para que não morra. Dá a Caim uma nova chance de vida. Agora marcado para que não morra, vai errante pela terra tentando se reestabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentro das narrativas bíblicas perceberemos homens e mulheres acusados, condenados, quebrados, desobedientes, doentes que ao invés de receberem seu "castigo", sua justa punição, obtém a Justiça divina, a graça. Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi... E por aí vai. Homens passíveis de punição, mas que pela Justiça divina conseguem a vida. Digno de morte que obtém a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem muito sábio disse: "Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos". Com certeza a justiça deste homem não era meritória, era divina. Satisfeito será aquele que por justiça desejar e buscar a graça, o perdão, a vida. Como sei disso? Este mesmo homem muito sábio foi sedento por Justiça divina, foi o próprio Deus na terra, foi a Justiça divina encarnada, e seu fim foi ser julgado pelos homens. Uma justiça meritória o condenou a morte. Aquele que não merecia morrer foi morto. Em contra-pertida, seu anseio é que os dignos de morte vivessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus é justo, irmão! Aleluia!". Quero dizer: Ele salvará aqueles que não merecem salvação. Ele dará vida aqueles que são dignos de morte. Satisfará aqueles que buscaram a Justiça, entregando a todos a mesma recompensa: Ele. Glória a Deus! Como é bom saber que não é por mérito, não é por atos, não é por obras, mas é dom de Deus! Essa é a Justiça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-5870934836690205376?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/5870934836690205376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/havera-justica-divina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5870934836690205376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/5870934836690205376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/havera-justica-divina.html' title='Haverá a &quot;Justiça Divina&quot;!!!'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-1140509036412350066</id><published>2010-05-05T06:50:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T07:08:04.741-07:00</updated><title type='text'>Eu e mim. Mim e eu</title><content type='html'>Eram duas vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois seres que viviam em apenas um. Eu e mim dividiam e repartiam o mesmo corpo. O eu era mais imperativo e ativo. Mim já era mais largado e sobrava sempre. Eu agindo e "verberizando", enquanto que mim esperando e complementando os fins das histórias. Eu nunca deixava nada para o mim, e o mim sempre preguiçoso nunca substituia o eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses atos e contos surgem os mitos que se conta a crianças para ensiná-las comunicação. "Mim não faz nada!", ou então, "Sempre eu! Sempre eu! Pense mais no outro menino!". O mim não faz, o eu sempre faz e a confusão está gerada. Um nunca quer o outro quer tudo para sí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu e mim nada podiam fazer. Ninguém falava, ninguém conjugava, ninguém sondava a possibilidade de conversar. Cada um em seu canto. Cada um com seu cada qual. Nada de "eu's" ou "mim's". Tanto mito e aprendizado separou todos de todos e os eu's dos mim's. Todos então perceberam que todos estavam na mesma situação. Todos saíram de seus cantos e de seus cada quais e caminharam para o centro. Os eu's e os mim's entreolharam-se. No silêncio a falta pareceu maior. Um dependia do outro. Eu e mim. Eu e mim. Agora não mais eu e mim, mas nós. Nem o eu nem o mim imperavam ou esperavam. Eu e mim agora eram um. Um ser completo. Uno. Nós. Nisso não se faz diferença, não há mais "Sempre nós! Sempre nós! Pense mais no outro menino!" nem "Nós nunca faz nada!". Porque o nós agora compreendia e compartilhava o outro. E o "nós nunca faz nada" não cabe, porque nós nunca faz, mas sempre fazemos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-1140509036412350066?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/1140509036412350066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/eu-e-mim-mim-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1140509036412350066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/1140509036412350066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/05/eu-e-mim-mim-e-eu.html' title='Eu e mim. Mim e eu'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520528047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IOAuuIvbwrs/TL4QMhAbP5I/AAAAAAAAALA/KTGa5eKmXTA/S220/Snapshot_20101005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2571232322467445722.post-9064781100965267765</id><published>2010-04-29T11:11:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T11:54:19.238-07:00</updated><title type='text'>MalkhuthaShammayin</title><content type='html'>"Arrependei-vos pois o Reino dos Céus está próximo!", assim dizia João Batista, o chamado "último profeta", que na tradição preparava o caminho para a chegada daquele que seria o Messias. Conceito estranho este de "proximidade" de um "Reino". Próximo de que? Ou então de quando? Aonde? Como? Aliás, arrepender-nos de que? Para que? Que raio de profeta é este que fala como se todos compreendêssemos do que ele está falando? Fala de um Reino de um Messias sem este nem ter surgido ainda. Pior, quem escreveu este texto provavelmente já tinha em mente que seu público leitor soubesse de que se trata a proximidade, o arrependimento e o tal Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependimento: "Sentimento de mágoa ou pesar por falta ou erro cometido. Mudar de procedimento, parecer." (de acordo com o Dicionário Aurélio). A imagem de arrependimento que nos é comum baseia-se num desespero, choro ou dor nostálgica gerada por culpa. Kierkegaard trata muito desta culpa e do desespero gerado em seu livro "O desespero humano". Entretanto, o "arrependei-vos" neste texto não se trata das lágrimas que rolam após uma trágica confissão e reconhecimento de um erro, mas de uma nova maneira de se lidar com a vida. Provavelmente agora, neste texto que você está lendo, essas informações parecerão perdidas, desconexas e um pouco sem função, mas é na construção da frase e na junção dos conceitos que tudo se esclarecerá, continue firme que chegaremos juntos a algum lugar. O "tempo" é importantíssimo para a compreensão dos conceitos de João Batista. O arrependimento não se refere a uma nostalgia, lembrança do passado, e nem a um futuro ilusório ou esperançoso, mas sim a uma mudança drástica de atitude no "já", hoje, agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metanoiete, ou, metanóia, é a palavra utilizada por Mateus para se referir ao arrependimento. Essa expressão grega compete a um conceito de "mudança ou transformação contínua de consciência", uma "metamorfose mental ou espiritual", como queira. Seria uma transformação presente de consciência, um voltar-se para Deus, rearranjo do ser, uma nova caminhada. Para onde? Para quem? E, porque agora? A resposta dada por João é "... pois o Reino dos Céus está próximo.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"MalkhuthaShammayin", título deste texto neste blog, quer dizer "Reino dos Céus", em hebraico. O conceito de Reino dos Céus é imprescindível para a compreensão de uma mensagem linda de esperança e fé para a salvação dos homens. Pregado por muitos como um "há de vir", um Reino para o futuro, o Paraíso do pós-morte, o Reino dos Céus perde seu sentido, sua beleza e sua essência transformadora e libertadora. A mudança de consciência (metanoiete ou metanóia) é do "já", imediato, hoje e agora, não é porque o "fim está próximo", ou se quisermos utilizar o linguajar do texto com esse objetivo, "o Reino dos Céus está próximo", caminhando a largos passos do futuro para o presente, mas porque este já se faz presente. O "MalkhuthaShammayin" não é um lugar, um espaço nem uma época, é uma CONDIÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma transformação, arrependimento, da consciência traz ao homem a possibilidade de viver com os conceitos libertadores do Reino dos Céus. Hoje se faz presente em mim o Reino pois me arrependi (metanóia). "Hoje entrou salvação nesta casa", diz Jesus a Zaqueu quando este se arrepende, ou, transforma sua maneira de compreender a vida. "Dê tudo aos pobres e siga-me", era o que faltava ao jovem rico. "O Reino de Deus não está lá ou aqui, mas está entre vós", afirma Jesus quando questionado quando chegaria o Reino de Deus. E, aliás, quando questionado sobre a vinda do Reino em outra ocasião, Jesus também critica a pergunta afirmando que doentes são curados e as Boas Novas contadas aos pobres, e estes são sinais da presença do Reino de Deus, ou Reino dos Céus. Um Reino que não se espera e nem se estabelece em algum lugar por algum tempo, mas que é presente e contínuo, eterno, por ser uma condição entre os homens. A salvação que ligamos a presença de Deus no coração do homem e ao transbordar do Espírito Santo de Deus não são apenas metáforas relacionadas a uma vida religiosa ou prática de glossolaria e "poderes mágicos", mas sim a "vivência", a encarnação de um Reino dos Céus, ser condicionado pelos valores deste Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus 24, quando Jesus descreve a vinda do Reino em tempos difíceis, são destacadas as características daqueles que participam deste Reino (MalkhuthaShammayin), "tive fome e me deram de comer, tive sede e me deram de beber, estive preso e vieram me visitar, tive frio e me deram de vestir, estive doente e cuidaram de mim, fui estrangeiro e me acolheram em suas casas.". Uma condição de vida, uma maneira de viver. O tempo presente percorre todo o conceito de Arrependimento e Reino dos Céus. Não é uma relação de causa e efeito, "hoje faço A para amanhã acontecer B", mas sim "hoje vivo A pois desde sempre existe B". O Reino eterno de Deus é eterno e compreende a todos, o grande diferencial é a tomada de consciência deste Reino (metanóia) que possibilita a compreensão e a condição de parte do Reino. Não é a esperança de um algo que vem mais de um algo que existe. Ele é próximo, quer dizer, ele está. "... o Reino dos Céus está próximo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, concluímos que se o arrependimento não é uma nostalgia dramática, somos livres de uma culpa, pois o que fora feito está feito. A Graça que nos liberta da culpa é a mesma que nos traz luz a uma nova consciência, a de pertencente de um Reino, e agora não mais escatológico e pós-morte, mas presente e redentor. Se não haverá choro é porque hoje já cuidamos para que não haja choro. Se não haverá dor é porque no hoje já não queremos trazer a dor. O Reino é. Condição. Está. A grande questão fica no Arrependimento, se nós nos condicionamos ou não a viver em favor e cientes da presença do Reino dos Céus e seus valores. Se disser que Cristo vive em mim, é porque vivo os valores deste Reino hoje, quer dizer, busco um mundo melhor hoje. Passei por uma Metanóia, compreendi uma nova consciência, e vivo o MalkhuthaShammayin, sou condicionado pelos valores do Reino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2571232322467445722-9064781100965267765?l=brunoreikdal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/feeds/9064781100965267765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/04/malkhuthashammayin_29.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/9064781100965267765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2571232322467445722/posts/default/9064781100965267765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoreikdal.blogspot.com/2010/04/malkhuthashammayin_29.html' title='MalkhuthaShammayin'/><author><name>Bruno Reikdal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17581018416520
