quarta-feira, 4 de março de 2009

O apostador

Meio dia e meia, num Jokcey Clube, tudo pronto para começar a corrida. Um homem, confiante e distinto, apostou no cavalo 7. Ao disparo do tiro inicial, o estalar dos cronômetros e a ovação dos espectadores que sonhando o prêmio, o cavalo 7 cai. Perde a corrida.
Não decepcionado, mas ainda confiante, o homem distindo aposta mais uma vez no cavalo 7. Perde novamente. Na outra corrida aposta de novo, e de novo, e de novo e de novo. Passa o dia apostando sem ganhar nada.
No outro dia, o homem ainda confiante e distinto aposta no cavalo 7, que perde outra vez.
Assim se suscedeu sempre. O homem distinto e confiante, na esperança da vitória de seu cavalo predileto, aposta todos os dias no cavalo 7, tornando-se o "apostador". Lógica sem sentido, que nos leva a julgar e crer que o homem distinto e confiante é completamente insensato, sem dúvida. Pois este homem é Deus, e nós somos o cavalo.

2 comentários:

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  2. Diga-me, Bruno.
    Deus tem livre-arbítrio?

    O que se julga livre-arbítrio?
    Não é a capacidade fazer suas escolhas?

    Ele sabia que podia dar mer..digo, errado.
    E mesmo assim ESCOLHEU apostar....

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