segunda-feira, 25 de abril de 2011

Não se indigne, mas leia!

Li hoje uma entrevista que a revista Carta Capital fez com um homem que por sua integridade, caráter e sequidão de ironia no rio que liga o território das ideias ao território das práticas, é dos mais admiráveis que conheci, o pastor Ricardo Gondim. Muito provavelmente (eufemismo para substituir "com absoluta certeza"), um dos tópicos da entrevista chamará atenção e chocará leitores evangélicos. Sobre este ponto, gostaria de discorrer...

Em uma cidade do interior de Minas Gerais, um homenzinho franzino, negro, com um sério problema de miopia e a perna esquerda um tanto quanto bem torta, era escritor e colunista do jornaleco da região. Por sua rara habilidade de manusear os signos linguísticos e pela falta de jornalistas, escrevia quase todos os dias em colunas diferentes da imprensa local, mais precisamente às terças, quartas, quintas, sextas e domingos, pois segunda era dia de falar de futebol e sábado das festas e rodeios da região.

Vilson, que é o nome do nosso escritor, era socialista e tinha também como ideal a luta pelos direitos dos negros, ou afrodescendentes, como preferia chamar. Teve uma vida complicada, difícil, de trabalho árduo na lavoura e pobreza na família. Sua mãe foi boa gente, uma afrodescendente de quatro "pês" (pobre, preta e de pretensa periferia) como Vilson costumava com leve humor brincar, e incentivou seu menino a estudar e ser "sabido de letras". Esse nosso Machado menos famoso não chegou a conhecer o pai que, um pouco antes da vinda do filho ao mundo, morreu acometido de cirrose, pois era um homem muito apegado ao canavial e aos produtos da cana.

Certo dia, confiando na fidelidade e boa compreensão de seus leitores, Vilson despretenciou um texto em que dizia que o preconceito e os problemas sociais não estavam na exterioridade, mas nos corações. Então abriu mão de leis que defendessem os negros, obrigações judiciais de patrões aos empregados e de batalhas por direitos. Experimentou novas palavras, degustou um belo texto e apresentou um lindo prato de lentilhas, entregando conscientemente a sua primogenitura, o seu dom, aos demais irmãos. Buscou aprofundar as relações e tirar do fundo da alma o que de fato transformava o mundo.

No dia seguinte, foi para a redação. Ela esta estava fechada, as portas lacradas e as paredes pixadas. Intrigado, tomou o caminho de volta para casa. Seus irmãos ao passarem por ele cuspiam no chão, abriam vozes destruidoras e cantavam palavrões. Um coral de maledicências. Mas por que? O que fizera? Apenas disse o que sempre tinha dito de modo direto! Todos se indignaram, esqueceram da história de Vilson, de sua integridade, da meninice pobre, da cor da pele, dos ideais, dos textos anteriores, da religião, do amor, da luta e de tudo! Não importa! Ele disse que as lutas não valem nada!... Opa! Espera aí! Vilson não disse isso, não desistiu das críticas e das transformações, somente aprofundou a reflexão, fez com que todos enxergassem o que já estava na frente dos olhos! Mas não importa. Ninguém lê o que o autor escreve, todos lêem aquilo que lhes apraz...

A maldade está nos olhos de quem lê e a bondade na boca daquele que degusta as palavras. "Tudo o que disseres será usado contra ti" não é dito por quem quer justiça, mas pelo cego que acha que vê. E o míope escritor negro e franzino foi o único que viu claramente a justiça! Pretensos homens de bem, não enxergam o outro e somente vêem o que lhes convém! Talvez seja por isso que somos convidados a ver o mundo pelos olhos da fé...

Ao ler, tenhamos como parâmetro o contexto da vida, o coração daquele que escreve e o texto que se lê. Não leiamos com os olhos, apenas o que queremos e com o egoísmo que ninguém vê, escondido atrás de colunas de pureza, moralidade e razão, mas com os Olhos da Fé. A maldade está nos olhos de quem lê e a bondade na boca daquele que degusta as palavras.

Gratis i Kristus

24 comentários:

  1. Pobre Vilson hein... como sugere seu título nada mais me causa indignação na "repartição" do utopico escritor. Aliás ultimamente o nosso Vilson está pior que Judas da semana santa. Li a referida entrevista mais cedo e já constava uma enxurrada de críticas ao Gondim, tudo isso muito bem fundamentado em argumentos lógicos, tipo: "endemoniado; pior que o proprio capeta; se ele defende é porque é", outros nem vale a pena citar, lamentável isso. Sua abordagem é muito sábia e pertinente, pena que nem todo mundo interpretará suas palavras com a coerencia de seu texto.

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  2. Vc está escrevendo cada vez melhor., Parabéns!

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  3. Muito obrigado Jubis! Valeu mesmo =]

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  4. O amor que temos pelas amizades do coração não devem se abalados por doutrina. No entanto, "a integridade, da meninice pobre, da cor da pele, dos ideais, dos textos anteriores, da religião, do amor, da luta e de tudo", de forma alguma pode substituir ou mudar o que falou O Senhor Deus na sua palavra. Sim, li a entrevista do Gondim e me pergunto se em Sodoma e Gomorra haviam somente promíscuos, pois todos foram destruidos. Sera que nao havia pelo menos alguns poucos "homossensuais"? Não creio que Deus tenha mudado de ideia com o passar dos anos...
    Engraçado, não li nehum texto falando sobre as doces, saudáveis e benéficas relaçoes de duas pessoas do mesmo sexo! Se existe, gostaria de saber quem defende isso, pois ao contrário, basta ler o livro "Sodom's Second Coming" de F Lagard Smith (não sei se tem em portugues), para se ter uma ideia dos malefícios que uma relação entre homossexuais traz. Pode ser que laguns me chamem de simplório, mas nao vejo nada na Palavra de Deus que me convença que existem diferentes categorias de gays neste mundo difenciando-s ao ponto de serem aceitos diante do Criador. Se o estilo de vida está ligado à pessoa, então seremos julgados pelo que praticamos. Afirmo, com base no que leio na palavra que Deus realmente abomina tais praticas, mas ama os pecadores e deseja que todos mudem de vida.

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  5. Querido amigo Anônimo,

    O ponto abordado pelo Gondim não foi o pecado ou não, mas os direitos civis de um Estado laico. A questão de promiscuidade já entra numa outra reflxão que ele não se propôs a fazer na entrevista, mas eu (por mim, MINHA voz) posso caminhar um pouco no bom debate...

    Quais as palavras de Jesus quanto à homossexualidade? Qual sua postura frente ao que chamamos de "pecado"? E ao "pecador"? Aliás, quem disse que uma opção sexual é pecado? As Sagradas Escrituras? Pois bem, atentemos para o que Elas dizem:

    - Davi matou, saqueou, pilhou, mentiu, traiu, adulterou e falou em nome de Deus em vão. Foi um homem "segundo o coração de Deus".

    - Abraão mentiu muitas vezes, mas foi o "Pai da Fé".

    - Jacó um perito enganador, mas "lutou com Deus e venceu".

    - Moisés marchou,, guerreou, matou, irou-se, mentiu e fugiu, mas foi um "homem de paz".

    - Caim assassinou seu irmão e no fim foi "marcado e protegido por Deus".

    - O salmista diz no capítulo 137: "Feliz aquele que pegar seus filhos e esmagá-los contra a pedra".

    Como ler a Palavra de Deus então? Literalmente? Pelo jeito não, certo?! Porque Sodoma e Gomorra é um caso base de nossa Teologia e o Salmo 137 não? Porque uma estória é base para uma postura frente a vida e outra não? Em Reis diz que uma decisão de Davi foi soprada por Deus, enquanto que em Samuel a mesma decisão foi regida pelo Diabo! Com qual leitura ficamos? Qual o critério?

    Seguindo todas as perguntas, acho que descobriremos que o critério de um cristão é Cristo, ele que guiará nossa leitura Bíblica e nossa interpretação da vida. Permitimos a "usura" (o lucro) mas não a "relação do mesmo sexo". Porque? Qual nosso crivo? Os dois são "pecados", certo?!

    Uma última indagação é a seguinte: se Deus não muda de idéia (como disseste), porque antes exigia o sacrifício e nos profetas rejeita-os? Porque o véu foi rasgado e Ele não habita mais em Templos feitos por mãos humanas? Porque se arrependeu de destruir toda a terra? Porque Moisés O ordena arrebender de seu mal e Ele aceita de bom grado?

    Se Deus não muda de idéia, afirmação com a qual também concordo, significa então que nós é que acabamos descobrindo novas percepções da relação com Deus e de sua Palavra. A mais perfeita de todas é a do Amor. "Amemos uns aos outros". Homoafetividade, para mim, não é pecado, assim como a mulher participar das decisões públicas (que sempre foi pecaminoso) não é mais pecado. O pecado não está no ato, mas naquilo que fizermos para destruir a vida, que interiormente ruina corações.

    Reflita um pouco e tome suas decisões... Tomei a minha... Continuamos amigos.


    Gratis i Kristus

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  6. Cara, teu argumento quanto a mulher poder participar na politica e votar, nao cabe quanto a imutabilidade da palavra de Deus. Podemos votar quanto a deixar a mulher tomar parte nas decisoes politicas, mas "quem adicionar our tirar qualquer coisa da Palavra (um til), pode sofre condenacao. Neste caso, nosso voto se torna NULO! Quantos aos homens de Deus do passado, todos cometeram erros, mas todos os da lista se arrependeram.

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  7. E outra coisa, voce esta certo no que afirmou: A Biblia condena tanto a usura quanto o homossexualismo, pecado entre aspas.

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  8. Anônimo,

    Graças a Deus sua Palavra é um Homem, não um livro, e desse Homem (Cristo) é impossível adicionar ou retirar um tio que seja (que por sinal foi ele quem disse isso). Não adiciono nem tiro, apenas aponto: "o verbo que se fez carne e habitou entre nós" nos mostrou a Palavra. Nosso crivo não é um texto, é um Cristo.

    Tentei dizer isso com os argumentos anteriores, mas não entendeste. Tentei dizer isso com o texto do meu blog, mas não entendeste. Cristo tentou dizer isso nas várias vezes que afirmou "A Lei e os profetas dizem... Porém eu vos digo:", mas também não entendeste...

    Nosso problema de comunicação está em que eu creio na Palavra Eterna que se fez carne e você na palavra escrita que a cada ano tem uma nova tradução...


    Reflita, amigo...

    Abraços

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  9. Amigo,
    Se assim for, como entao interpretas Romanos 1:24-28? Talvez possas colocar mais luz nestes versos.

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  10. Amigo Anônimo,

    Muito interessante essa nossa troca de idéias por aqui, bem produtiva. Obrigado por convocar-me e aceitar a convocação para a reflexão:

    Este é um texto daqueles cabeludos e que são sacados quando necessários para legitimarmos certas posturas. Escolhi ele (por sinal) para uma Exegese no Seminário. As cartas paulínas nos dizem coisas interessantíssimas, por exemplo como a mulher deve se vestir, a igreja agir, o que comer, o que não comer, o que fazer e o que não fazer. A Lei Bíblica exigia a circuncisão, Jesus nada falara sobre o assunto, mas Paulo não, abriu mão desta Lei por não produzir vida e liberdade aos crentes. Isso é um exemplo... Um convite paulino à reflexão da própria leitura da Bíblia...

    Neste texto as palavras "sexuais" são as que mais nos chamam atenção... Porém, leia o capítulo 1 inteiro, rabisque as palavras que se repetem em um papel, os assuntos que ele trata de versículos e versículos e depois se pergunte se sua preocupação é a postura de todos os homens ou apenas dos romanos... pense se sua preocupação é de fato com o sexo ou com as posturas políticas... se sua crítica é com a imoralidade de atos ou a postura de vidas... posições de animais ou "vivências" como animais?

    Os textos tem um objetivo que não morre em si, mas estendem-se para a Vida. Não sei se estas perguntas e reflexões acendem algumas luzes, mas com elas consegui extrair verdades fantásticas para a humanidade.

    Reflita...

    Abraços!

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  11. Voce falou um bocado de palavras, como um politico que rodeia e foge das perguntas de um reporter. Voce disse que as traducoes sao muitas, mas no original Grego temos exatamente o que esta na Almeida. Voce nao interpretou o que queria dizer o apostolo dos gentios, e nao quero que voce fale o que quero ouvir. Nao tenho desejo algum de ferrar quem quer que seja, mesmo pessoas gays. Mas recuso-me a aceitar seu argumento fraquissimo em favor de praticas condenadas por Deus nao somente neste, mas em muitos outros textos sagrados. Reflito sim, na palavra de Deus todos os dias e tenho plena paz no Senhor Jesus!

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  12. Amém, irmão Anônimo.

    Mas já que entramos no assunto, não temos um original grego (fui checar) e a tradução é muito complicada, os textos são embolados e o vocabulário no grego utilizado é muito ralo, o que dificulta ainda mais a compreensão. Li alguns textos em grego, ainda não consegui uma tradução em Latim e passei pela Almeida, Revista e Corrigida, Revista e Atualizada, NVI, Linguagem de Hoje e Bíblia de Jerusalém. É muito complicada a leitura. Não quero que aceite um argumento e nem que não condene práticas, apenas continue em suas reflexões na Palavra de Deus todos os dias e tenha plena paz no Senhor Jesus.

    Apenas não esqueça: reflexão requer releitura.

    Obrigado pelo debate. Não sei se aceitou minha proposta de leitura deste texto, mas se um dia tiver curiosidade, sinta-se à vontade.

    Abraços!

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  13. Caramba! Voce esta caindo fora de um argumento que sabe nao ter a minima defesa! Como na resposta anterior, voce nao trouxe nada, apenas plavras evasivas. Nao somente aceito a proposta de leitura deste texto pois li em todas as versoes mencionadas por voce e nao vi em nenhuma, palavras escondidas como um diagrama a ser decifrado, mas apenas confirmacoes fieis do original Grego. A verdade, amigo, esta em frente de todos os que querem ver: Deus condena quaisquer praticas sexuais que envolvam duas pessoas do mesmo sexo, sem distinguir entre o que denominamos "promiscuas" ou "homossensuais". Ponto final.

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  14. Companheiro Anônimo,

    Já entendi, sei o que estás me dizendo, sem crise. Mas enquanto estivermos discutindo aqui, estamos falando duas línguas: a minha é de um Homem e a tua de um texto. Eu estou falando que sigo a Palavra que se fez carne e você as letras de um livro. Se um não compreender a estrutura do outro não haverá diálogo. Não vou entrar em guerra de versículos contigo (o que poderia fazer) e nem argumentar os problemas de linguísticos, não é este o problema!

    Eu estou lendo através da experiência com Cristo, tendo como óculos de leitura o Verbo que se fez carne. Com essa leitura abrem-se outras possibilidades de interpretação. A tua leitura, da qual compartilhei por muito tempo, preocupa-se com as letras de um livro. Se ler como você está lendo, com certeza chegarei nas tuas conclusões, como ja cheguei. Agora, estou apresentando novas perguntas e novas propostas, se entender isso, talvez encontre outras respostas além da tua. Talvez encontre a mesma também.

    Se para você a discussão é apresentar da Bíblia argumentos (versículos fora de contexto) que comprovem o que eu diga, estou fora do debate, pois com isso não chegaremos a lugar algum. Por exemplo, se apenas citasse "a letra mata mas o Espírito vivifica", já seria um bom passo para a discussão da leitura. Mas não é este o caso. Creia no que quiser, fique em paz e pregue aquilo que lhe parecer justo. A mim e à minha leitura você já entendeu o que é justo certo? Não sei se fez o percurso que eu fiz para chegar as conclusões, mas experimente um dia... eu nem saberei que você caminhou por estas trilhas. Já caminhei pelas tuas...

    Fica a dica. Daqui para frente acho que não cabe mais discussão. Deste um ponto final e eu tenho me abrido mão de brigar texto contra texto. Cada um que volte para sua casa em paz, deite a cabeça no travessei e logo pegue no sono (que é o que farei agora).

    Até próximos textos e pontos finais, amigo anônimo.

    Abraço!

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  15. Quando entreguei minha vida a Jesus numa conversão dramática pois na época estava mexendo com drogas, o texto do salmo 119:9 que diz "De que maneira poderá o jovem quardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra", fez muito sentido para minha vida. Jesus disse na sua oração sacerdotal: "santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade". Ora, sabemos que Jesus se fez carne, mas ele autenticou e não substituiu a palavra escrita, que, como Pedro disse, "nenhuma profecia da Escritura provén de particular elucidação; ...da vontade humana...mas homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espirito Santo" ( 2 Pedro 1:20-21), gostaria de deixar algumas palavras com o irmão, pois vejo que estás a me descartar: 1. Nunca use "estória" se for se referir a historia, como fizeste no caso de Sodoma e Gomorra. Não estás lidando com fábulas de velhas, mas fatos históricos. 2.Nossas experiencias são válidas, e nossa opiniões filosóficas boas, mas de forma alguma substituem a palavra de Deus, escrita para nosso exemplo. 3. Aprendi e passo a ti uma coisa importante: nenhum homem por mais santo que seja, ou mesmo o Espirito Santo podem contradizer ou ir além da palavra escrita. Graças a Deus pela Palavra de Deus! 4. Não estou usando palavras torcidas para tentar empurrar de goela abaixo os meus pontos de vista, pois meus pontos de vista, por mais bons que sejam, são somente isso.5. Acordei às 4:30 da manhã depois de uma noite muito boa de sono e estou em paz. Fique na paz, irmão!

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  16. Viu, essa é uma daquelas discussões inúteis!? O amigo fundamentalista cita a Bíblia, que embora nos inpire a todos, é claramente limitada neste tema.

    Enquanto houver pessoas fundamentalistas, que não sabem nada da Bíblia e sua história, a igreja permanecerá repetindo esses argumentos medievais. Pena que a igreja vai se tornando cada dia mais irrelevante não acha? A Bíblia tem tanto para ensinar, mas os "mestres da lei" só citam os textos inúteis.

    Meu blog é cheio desses debates, mas aprendi que não devemos discutir com fundamentalistas, pois a mente deles não vê argumentos, só letras mal traduzidas de algum pergaminho do século VI que eles pensam ser a "verdadeira palavra de Deus".

    Abraço Bruno.

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  17. Pois é ... pacientemente esperei no Senhor, cara ... achando que os ouvidos estavam ouvindo, mas não era tão simples assim ... hehehe

    Valeu por ler, Professor! hehehe

    Abraço Anderson!

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  18. Prezado Bruno,
    Em resposta à minha opinião sobre a entrevista do Pastor Ricardo, surgiu um tipo de debate ao qual agora o “professor” chama de “discussões inúteis”. Ja fazia algum tempo que não visitava o teu blog e ao fazê-lo hoje me deparei com o post que chama este anônimo de “fundamentalista que cita a Bíblia.” Ora, sei que o Pastor Ricardo estava falando da uniao civil para homos – a qual passou a ser lei por causa de Juizes legislando de suas cadeiras – mas logo nosso foco passou a ser a homossexualidade ou homossexualismo em si. Entendo que existe um novo jogo de palavras que tenta dar legitimidade a uma prática que está totalmente contra a natureza. As coisas que praticamos podem ser certas ou erradas de acordo com os olhos de quem vê, mas a verdadeira moralidade é ver as coisas atravez dos olhos de Deus; mas como podemos ver alguma coisa tal qual a vê Deus, se não tivermos as diretrizes que o Criador traçou? Por isso digo que a Biblia não nos foi dada apenas para “inspirar” como falou o “professor”, mas para guiar e dar diretrizes para a vida.
    Acho uma pena que por falta de argumentos que justifiquem posições tomadas, o ataque (ou defesa?), venha em forma de “não sabem nada da Bíblia e sua história, e “repetindo esses argumentos medievais.” Um outro ataque (ou defesa?), é dizer que “quem critica é porque na realidade quer expressar seus desejos enrustidos”, claro que o mesmo argumentos pode ser usado para quem defende esses estilo de vida pervertido. O debate, para mim, não é sobre direitos civis mas a prática de atos sexuais que usam canais feitos para escoar os dejetos que o corpo não aproveitou, como é o caso das relacões anais. A declaração do Gondim ao dizer que “a Igreja precisa entender que nem toda relação homossexual é promíscua”, gerou um mau gosto no seio da Igreja, e duvido que a própria Betesda aceite de bom grado o que ele falou, pois apesar de termos evoluido em nossos pensamentos e filosofias, a Igreja não é burra! Não sei se o Gondim voltará atras (que bom se ele se retratasse!), mas o dano está feito. Eu desafio qualquer um dos seus leitores ou mesmo voçê a fazer uma apologética de “quão lindas, saudáveis, felizes e puras, são as relacões de duas pessoas do mesmo genero numa cama fazendo sexo! (ou poderia chamar isso de AMOR?). Gostaria de dizer tambem que não tenho nada contra voçê ou qualquer pessoa. O que estamos fazendo é expressar nossas idéias, as quais estão abertas ao criticismo.

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  19. Quanto tempo amigo anônimo!

    Não, não farei apologia alguma, não apresentarei "argumentos bíblicos" e não entrarei novamente nessa nossa conversa. Espero que em próximos textos voltemos a discutir. Apresentei um cmainho que me possibilitou novas idéias. Ele está ali em cima em um ou outro exemplo.

    Repito: conheço tua opinião, entendo-a e sei do que se trata. Se tentar entender a minha, talvez consigamos prosseguir uma conversa, mas espero que em próximos posts...


    Abraço!

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  20. Amigo Bruno!
    Depois de assistir os tres videos que fazem parte do Kit anti-homofobia, cheguei a conclusão que não precisamos pedir que alguem faça propaganda, pois os tres videos vetados (por enquanto) pela presendente Dilma, sao, não uma lição anti-discriminação, mas uma verdadeira apologia indutora da homossexualidade. Ora, vais concordar comigo que podemos educar os cidadãos desde o jardim da infância a não discriminar qualquer pessoa por causa de cor, raça, origem, sexualidade e religião, sem contudo pregar e tentar induzir ao estilo de vida. Voçê e os muitos leitores desse blog podem ter certeza que sou a favor de deixar duas pessoas gozarem dos frutos de sua labuta juntos asseguradas pela lei. O que insisto em dizer é que qualquer relação sexual de duas pessoas do mesmo sexo é errado e anti-natural. Tambem insisto em um ponto que considero importante: Não se pode querer induzir inocentes crianças aos experimentos que as conduzirá com certeza à pratica do homossexualismo. Se voçê acha que não devo mais dar nenhuma resposta e falar o que penso nesta coluna, me fale, e prometo que não voltarei mais!
    Um grande abraço a todos!

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  21. Amigo Anônimo,

    Não tenho problema em responder os comentários neste texto, mas é que imagino que já é compreensível a minha e a tua postura. Já entendemos quem é o que e pensa em que. Por isso convido-o a participar sim de debates mas em próximos posts.

    Debater se é errado, certo, natural ou não, não cabe mais. A princípio discutíamos leitura bíblica. A questão levantada em seus ultimos coments e principalmente neste ultimo, já foge da alçada religiosa e entra para vieses que cabem a ciência, pscicologia, filosofia, medicina... Coisas as quais a linguagem religiosa não abarca. Questões de fé não podem reger assuntos debates laicos. Podem sim nortear crenças e intuições, mas não podem ser debatidas, pois terminaremos sempre no "acho isso" ou "creio nisso", e se assim se procede, não há o que dialogar. Questões de fé eu não debato.

    Estou sempre disposto a discutir métodos de leitura, objetos de pesquisa, idéias (que é diferente de crenças), interpretações e análises sociais ou as consequências destas. Agora, quando entrarmos no âmbito das experiências que tive ou não tive, creio ou não creio, é impossível que eu rebata as experiências, pois sempre partirão de um princípio irrefutável: Deus. Por exemplo, uma vez discuti com um colega de faculdade (filósofo, por sinal), e no fim disse-me: "mas isso é o que Deus diz". Quem sou eu para calar a voz de Deus? Contra tal autoridade não tenho argumentos. Se é uma experiência de fé, não temos como colocar em debate, apenas compartilhar um com o outro.

    Por essa razão acho sem sentido manter as trocas de coments neste texto. Saimos de um âmbito de métodos de leitura bíblica, relações sociais e discussões cabíveis a humanos para experiências de fé e crenças pessoais. Repito que não farei apologia à homossexualidade, apenas não condenarei como pecado, anti-natural ou seja lá o que mais fazemos comumente por muitas e muitas razões não de crenças e tradições religiosas, mas de aprofundamento no tema e constantes reflexões sobre os porquês destas crenças e tradições.

    Pode comentar o que quiser e onde quiser, mas pelos motivos apresentados acima, por permitir a livre publicação de comentários e por querer retornar a novos debates e diálogos em outras colunas, insisto que não faz mais sentido as postagens por aqui. A menos, é claro, que saiamos dos planos de crenças (que já foram expressos e compartilhados a todos que quiserem ler)e passemos para objetos que sejam passíveis de discussão.

    Abraço!

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